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Redução de custos com processos trabalhistas

O cenário econômico atual está impulsionando os gestores empresariais a buscar novas oportunidades mercadológicas, assim como reduzir custos e conter gastos desnecessários. E uma das primeiras reações é a demissão de empregados para o perfeito ajuste do quadro funcional à capacidade produtiva real.
Porém com o aumento das demissões que ocorreram no primeiro semestre de 2015, o que se espera para o segundo semestre é um aumento considerável do numero de processos trabalhistas.
Em 2007, o Brasil foi eleito o campeão mundial em processos trabalhistas segundo José Pastore, sociólogo e especialista em relações do trabalho, e tudo indica que neste ano, o prêmio seja do Brasil novamente.
Ter bons advogados é essencial para elaboração de defesas, mas é preciso um envolvimento maior. Além de medidas corretivas também é preciso um Planejamento Estratégico para implementação de ações e medidas preventivas, impedindo assim novas demandas jurídicas.
Não necessariamente um processo trabalhista tem sua origem ou fundamento em uma relação jurídica, na maioria dos casos, eles tem origem comportamental, de relacionamentos.
Se analisarmos a etimologia da palavra, temos: Re – clamor – ação.
Re: repetição, continuidade;
Clamor: manifestação oral de súplica, de um pedido e
Ação: ato ou efeito de agir.
Então, diante de qualquer insatisfação, o empregado realiza o que a psicologia chama de “diálogo interno”, buscando a confirmação de seu próprio desejo ou clamor. Confirmado o fundamento de sua insatisfação, ele passa a reclamar com o colega de trabalho, com o chefe, com os profissionais de Recursos Humanos, com o sindicato e se não tiver sua insatisfação esclarecida, vai a juízo em forma de reclamação trabalhista, solicitando uma Audiência, do latim Audire, ou seja, ser ouvido. O Juiz determinará a pena mediante provas documentais, mas principalmente, baseado na prova oral. Pois é por intermédio da fala, que se pode perceber toda a frustração sofrida por aquele que não foi ouvido em tempo hábil. Este ser ouvido, significa, receber atenção, uma explicação e não necessariamente atender um pleito reivindicado.
Existe também a influência indireta, que é quando um empregado toma conhecimento que um grupo de ex empregados ingressou com ação trabalhistas e obtiveram êxito em alguns pedidos. O empregado, então, acredita que quando se desligar da empresa precisará ingressar com ação para receber tudo o que lhe é devido.
Essa atitude vai desencadeando um ciclo vicioso e se a empresa não tomar as medidas corretivas com relação aos pleitos que estão sendo deferidos, corre o risco de ter, a partir de então, para toda demissão, um processo trabalhista.
A Legislação Trabalhista Brasilileira possui muitas lacunas e o Juiz é obrigado a sentenciar mediante o princípio da Hipossuficiência, ou seja, proteger o menos favorecido, que neste caso é o empregado.
Diante disso temos a seguinte pergunta: Qual a alternativa que se tem?
Investir e se preocupar com a Justiça NO trabalho para evitar gastos desnecessários na Justiça DO trabalho.
Investigar e identificar a origem do problema é o primeiro passo.
Em seguida, elaborar um Plano Estratégico de gestão do passivo laboral, contendo ações corretivas e preventivas com apoio de uma Consultoria de Recursos Humanos.
Como resultado, as empresas terão:
1. Redução dos custos diretos e indiretos com os Processos trabalhistas;
2. Investimento nas partes deficitárias com taxa de retorno a curto e médio prazo;
3. Otimização das atividades dos prodissioais de RH, tornando-o menos operacional e mais estratégico;
4. Desenvolvimento de líderes com pensamento estratégico;
5. Melhoria do clima organizacional da empresa;
6. Maior produtividade das áreas operacionais;
7. Redução da insatisfação no trabalho ou com o trabalho;
8. Redução do absenteísmo e turnover.
Os custos com processos trabalhistas são muito altos, pois não envolve somente o valor pago ao reclamante e as horas que os profissionais de RH precisam disponibilizar para juntar e preparar uma infinidade de documentos para compor defesa, produzir argumentos, comparecer em juízo como presposto ou testemunha. Envolve também o custo de reestruturação da imagem organizacional perante os empregados, os advogados, o sindicado, os juízes trabalhistas e ainda o risco de uma fiscalização desnecessária.
Utilizar-se da Estratégia de Recursos Humanos é a melhor alternativa.
Estratégia é a maneira mais inteligente de organizar os recursos de forma que se consiga o melhor resultado no futuro.
Olga Freitas
Master Coach & Trainer
Consultora Estratégica de RH

 

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