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Refem Dos Proprios Habitos

Você já teve a percepção de agir no “Piloto Automático”?
Se você respondeu que sim, ótimo! Sinal que você pelo menos já tem algum grau de consciência de que não é tão dono dos seus atos.
Desde pequenos, recebemos influencia de pais, escola, familiares, amigos e mais milhares de agentes externos que irão “moldando” nossas ações e reações em busca do que desejarmos. Essa constante vivência com o meio, em busca de nossos objetivos faz com que inconscientemente seja desenvolvido um repertório de respostas que se tornam automáticas, na medida em que vamos conseguindo nossas recompensas. Criando-se os famosos “Hábitos”.
Ao nos conscientizarmos que, os hábitos são respostas automáticas referentes a qualquer questão, a responsabilidade sobre eles torna-se presente, visto que interferem diretamente no direcionamento de nosso destino.
Para entendermos como os hábitos são formados, vamos destacar os três componentes que formam a sua composição.
O primeiro, chamaremos de “Gatilho,” que é o disparo de uma ação.
Disparado o “Gatilho”, reagiremos da forma que considerarmos mais adequada, que resultará em êxito ou não. O inconsciente irá considerar que teve êxito sempre que entender que teve um ganho, uma “Recompensa”.
Na próxima vez que o mesmo gatilho for disparado, seu cérebro irá buscar nos seus arquivos mentais qual resposta que gerou maior êxito (recompensa) e a repetirá, criando a “Rotina”.
A antecipação criada pelo gatilho, à persistência da rotina e o desejo pela recompensa formam, então, o hábito, que incorporado ao nosso dia a dia, tem capacidade de tirar o nosso poder de decisão.
O processo seria simples e lógico, se não fosse à sutileza inconsciente do que conhecemos por RECOMPENSA.
Não raro nos deparamos com pessoas que vivem situações, que se repetem ao longo de sua vida, as fazendo acreditar que são vítimas de algum tipo de “lição” a aprender. Na verdade a grande lição é desvendar qual beneficio que aquela determinada situação esta trazendo para seu inconsciente.
A segurança de viver um “problema já conhecido”; a atenção recebida pelos outros através da vitimização; a confirmação de determinada crença; o “desviar a atenção” de algum ponto; a justificativa para não se tomar outra atitude…Enfim existem mil modos do seu inconsciente entender como bom, algo consideramos aparentemente ruim.
Quando isso acontecer analise quais possíveis ganhos que existem por trás da situação, por mais antagônica que ela possa parecer. E surpreenda-se com as respostas que poderá encontrar.
Não se muda o que não se conhece. Ter consciência do que se está entendendo com recompensa, é fundamental para virar a chave, ter real controle pelas próprias ações e direcioná-la na direção de seus objetivos.
Regina Ferrari
regina.ferrari@renova.srv.br

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