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Sumário

Relação entre empregador e empregado

Entenda como funciona a relação entre empregador e empregado e como melhorar a sua qualidade.

A relação entre empregador e empregado é essencial para que seja realizado um bom trabalho em uma determinada função na organização.

Entretanto, muitas pessoas não sabem exatamente como deve ser essa relação, assim como, a maneira em que ela deve ser vista.

Além disso, muitos empreendedores não sabem como melhorar esse vínculo com o empregado, assim como não entende a maneira correta de se referir a ele: trabalhador ou colaborador?

Se você também tem essas dúvidas, leia esse post até o final, pois hoje vamos abordar tudo o que é preciso saber sobre o tema. Boa leitura!

Qual a relação que existe entre empregador e empregado?

O empregador precisa respeitar os limites do seu empregado, observar as suas habilidades e competência, quando isto é observado num contrato de experiência num prazo máximo de 90 dias.

Ambas as partes neste momento deste pacto laboral estão mais do que nunca se conhecendo:

  • O empregado está conhecendo a empresa, o seu empregado, o seu ciclo;
  • O empregador está observando o seu colaborador, as suas habilidades e adaptação a melhor função para a empresa.

A Consolidação das Leis do Trabalho em seu artigo Art. 3º considera a natureza do empregado como toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual, portanto de forma habitual a empregador, sobre aquele que contrata, sob a dependência deste e mediante salário(onerosidade).

Diz mais segundo o Art. 7º, XXX a XXXII da CRFB que pode-se dizer ser semelhante a uma mini CLT assim cita:

  • XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
  • XXXII – proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos.

Outro ponto relevante é que o colaborador não pode fazer-se substituir por outra pessoa sem o consentimento prévio do empregador.

Ou seja, o funcionário pode ser substituído, mas não pode se fazer substituir por conta própria, ele tem que ter a autorização de seu empregador que fará naturalmente o procedimento adequado para a empresa por sua ausência.

O empregado tem que ter antes de tudo o consentimento, o sinal de seu empregador. Agora é importante salientar que nada impede de o empregado ter mais de um emprego, não existe exclusividade na empresa em relação à atividade de trabalho do empregado.

A importância da confiança na relação entre empregador e empregado

A importância da confiança na relação entre empregador e empregado

Nas diversas formas de relacionamentos, a CONFIANÇA é a base para o crescimento, desenvolvimento e obtenção de bons resultados, seja na vida pessoal ou profissional.

Sabemos que é praticamente impossível relacionar e trabalhar com quem não confiamos ou quem não confia em nós.

Por isso, a relação entre Líder e Liderado deve ser totalmente transparente, não deve existir gargalo na comunicação ou execuções das tarefas delegadas e executadas, uma vez que isso pode comprometer totalmente os resultados e a interatividade entre as pessoas no dia a dia.

Para atingirmos uma boa relação de confiança é necessário que as partes tenham uma certa Intimidade Intelectual Profissional, isso significa que devemos estar juntos e ligados confidencialmente e profissionalmente.

A entrega no relacionamento profissional acontece através do tempo e inicia-se no ato do processo seletivo, levando em consideração todo histórico do profissional que está sendo contratado, além das referências que são fundamentais para formação da Base.

Sabemos que não podemos criar expectativas nas pessoas além da integridade que norteiam os princípios morais de caráter e personalidade.

Só nos relacionamos com quem confiamos, e para que esta relação seja duradoura é fundamental que tenhamos conhecimento íntimo da pessoa que estamos convivendo. Na relação entre Pais e Filhos a intimidade é familiar, e a confiança é total, devido aos laços maternos e paternos.

Na relação de emprego (Empregado e Empregador), também não é diferente, uma vez que vem acompanhada do contrato de trabalho como um instrumento de garantia da dignidade humana.

Assim, é possível assegurar esta relação que vem acompanhada da ética e dos valores morais, onde nascem os deveres e as obrigações que são explicitadas e formalizadas ordenadamente e juridicamente.

Devemos lembrar que aqui as pessoas estão totalmente ligadas, com objetivos comuns alinhados aos interesses coletivos, individuais e profissionais.

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Empregado x colaborador: entenda a diferença entre eles

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Colaborador:

A palavra colaborar significa cooperar, trabalhar na mesma obra, concorrer para um fim em vista. Tomando o conceito genérico, não haveria contradição, pois todas as atividades realizadas em conjunto necessitam de:

  • Predisposição;
  • Boa-vontade;
  • Colaboração.

Esse é um dos elementos naturalmente presentes na relação de emprego, pois do contrário seria servidão ou escravidão (contra a vontade do empregado).

Empregado:

A CLT é clara em seu artigo 3º, em denominar empregado, toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

Vista de perto e com todas as suas nuanças, a relação de emprego é diferente do associativismo ou cooperação, seja pela ótica social ou jurídica.

Isto porque é uma relação que origina a luta de classes, onde o “muro de Berlim” jamais foi derrubado, onde há um permanente conflito de interesses dentro do sistema capitalista

O trabalhador vende sua força de trabalho e o patrão se apropria do lucro que advém do processo de produção.

Ora, colabora quem tem voz, quem pode interferir no processo produtivo, quem pode em pé de igualdade ditar regras e esse não é o caso dos trabalhadores brasileiros, que em grande número nem sequer possuem Carteira de Trabalho.

Também conta com um sistema de participação nos lucros ainda tímido demais para possibilitar que o trabalhador se veja efetivamente como mero colaborador de uma tarefa cujos benefícios serão distribuídos de modo desproporcional, ficando distante de atender às suas necessidades básicas e às de sua família, com:

  • Moradia;
  • Alimentação;
  • Educação;
  • Saúde;
  • Lazer;
  • Vestuário;
  • Higiene;
  • Transporte;
  • Previdência social.

Os direitos mínimos assegurados pela Constituição federal em seu artigo 7º ainda carecem de efetividade, de modo a ser improvável a modificação da estrutura dessa relação jurídica, para considerar o trabalhador como simples colaborador do patrão.

Colaborador ou empregado: como chamar o profissional contratado?

Colaborador ou empregado: como chamar o profissional contratado?

Chamar de “colaborador” quem cumpre ordens, ou seja, ele:

  • Não tem poder de decisão sobre a forma de exercer o trabalho;
  • Não se apropria do lucro de maneira igual;
  • Costuma ser demitido quando questiona seus direitos.

Essa denominação, portanto, não serve para os empregados admitidos sob o regime da CLT, merecendo repúdio da Justiça, das entidades sindicais e dos trabalhadores.

O que fazer para melhorar a relação entre empregador e empregado?

Este é um assunto bastante delicado e como toda a relação fica difícil meter a colher sem tomar partidos e não acabar perdendo a mão em ponderar.

No que diz respeito à relação entre empregado e empregador, na verdade, a imagem que me vêm à cabeça é a de um verdadeiro cabo de guerra, onde de um lado há o patrão sempre querendo maior produtividade e lucro, do outro está o empregado, querendo mais benefícios e menos pressão.

A principal causa dos conflitos acontece justamente na zona de convergência entre produtividade e pressão.

É perfeitamente compreensível que o empregador queira um alto desempenho de seus colaboradores, afinal uma empresa precisa dar lucro ou então irá fechar suas portas, mas algumas pressionam tanto que colhem justamente o contrário do resultado esperado.

O empregador para não cometer excessos deve estar atento, às seguintes situações são excelentes indicadores do uso demasiado da autoridade de patrão:

  • Número excessivo de horas extras (que é certamente o sinal mais claro de que algo não anda bem);
  • Mudança contínua de tarefa (“faça isso, faça aquilo…”);
  • Prioridades entre as atividades (“Isso é pra agora!”).

Há também outros pequenos sinais que o colaborador certamente enviará se algo não estiver bem, como:

  • Mudança no estado de humor;
  • Pequenos atrasos;
  • Faltas;
  • Adoecimento.

O trabalhador por sua vez deve ter maturidade para expor seus limites e dizer como se sente, sem dúvidas a melhor atitude a ser tomada em qualquer relação saudável é a conversa. Outra atitude importantíssima é aprender a dizer “não”, o que pode vir a ser um divisor de águas na relação trabalhista.

Conclusão

A relação entre empregador e empregado é fundamental para o funcionamento harmonioso de uma organização.

Além disso, a confiança desempenha um papel crucial nesse relacionamento, sendo um elemento essencial para promover a colaboração e a eficiência no ambiente de trabalho.

Quanto à nomenclatura, a escolha entre chamar um profissional de colaborador ou empregado pode refletir a cultura e os valores da empresa.

Independentemente do termo utilizado, a prioridade deve ser a criação de um ambiente onde a comunicação seja aberta, e as contribuições de cada indivíduo sejam valorizadas.

Portanto, para aprimorar essa relação, é crucial adotar práticas que promovam:

  • Diálogo;
  • Reconhecimento;
  • Promoção de um ambiente de trabalho saudável.

Assim, a organização está contribuindo para o crescimento mútuo de empregador e empregado.

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Atualmente atuo como Diretora de Operações responsável que aumentam o potencial de crescimento da Sólides, tive uma jornada sólida como Diretora Comercial estruturando a máquina comercial com o crescimento de + de 5000% em receita na Sólides.
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