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5 passos para melhorar a retenção de talentos nas empresas

 retenção de talentos nas empresas

Por Érika Graciotto, Líder de gestão de talentos e experiência do empregado na WTW Brasil

Nos últimos meses, os Estados Unidos têm acompanhado um aumento dos pedidos de demissão por parte dos trabalhadores, o que eles têm chamado de The Great Resignation. O fenômeno tem levado líderes a reformularem as práticas de suas organizações e adotarem estratégias de retenção de talentos nas empresas para diminuírem a saída de seus funcionários.

Nova call to action

No Brasil, a proporção de pessoas que atualmente deixam seus empregos é menor, no entanto, a pandemia e o home office mudaram a visão de muitos colaboradores sobre o significado do trabalho.

Ou seja, as pessoas não estão apenas deixando seus empregos, elas estão repensando o que querem da vida e o quanto a empresa está alinhada com seus propósitos e valores.

As restrições impostas pela COVID-19 também modificaram muitos benefícios não salariais, como socialização pós-trabalho e festas corporativas.

Para os empregados, principalmente os mais jovens, esses tipos de atividades são importantes para desenvolver o senso pertencimento e a lealdade à empresa. Sem eles, há menos vínculos que os mantêm conectados.

Diante disso, os empregadores devem adotar uma abordagem orientada por dados para melhorar a retenção de talentos nas empresas, determinando não apenas quantas pessoas estão saindo, mas quem exatamente tem o maior risco de rotatividade, porque as pessoas estão saindo e o que pode ser feito para evitar esses desligamentos.

Além disso, algumas propostas de valor e a experiência do empregado podem ser fundamentais para as organizações, por exemplo:

1. Flexibilidade é uma vantagem

A adoção do trabalho remoto e híbrido trouxe para as empresas a percepção de que fornecer aos funcionários a flexibilidade de trabalhar onde e quando quiserem proporciona uma vantagem competitiva relevante no acesso a talentos.

A pesquisa de Tendências de Benefícios 2021, da WTW Brasil, mostra que 48% das empresas têm como principal objetivo na estratégia de benefícios aumentar a flexibilidade nos próximos dois anos.

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2. Atenção ao salário e benefícios

De acordo com o mesmo estudo, a experiência do empregado é a principal prioridade da estratégia de benefícios nos próximos dois anos. É preciso garantir que a remuneração seja competitiva e justa nos mercados de trabalho pós-pandemia, não apenas para novas contratações, mas também para os atuais funcionários.

Também é importante modernizar e personalizar benefícios essenciais como de saúde e aposentadoria.

3. Foco no bem-estar

Há uma conexão direta entre o bem-estar dos colaboradores e os resultados dos negócios. Empresas resilientes devem considerar ações para o bem-estar físico, mental, social e financeiro de seus trabalhadores, por exemplo, diminuindo a carga de trabalho, oferecendo aconselhamento psicológico, assistência comportamental, bem como suporte financeiro e capacitação contínua.

4. Clareza e agilidade na comunicação

É sempre importante comunicar com clareza quais os objetivos e as expectativas da empresa. A pandemia forçou as organizações a mudarem o formato de trabalho, no entanto, passado o período de maior preocupação os profissionais já querem saber quais serão os próximos passos e a rotina diante da retomada.

Para muitas empresas faltou agilidade e transparência para comunicar esse cenário de volta ao trabalho presencial. Portanto, é essencial que os líderes tenham em mente que precisam passar as informações de forma precisa e no tempo certo.

5. Reforçar a cultura, os valores e o propósito

Líderes que têm foco no propósito da companhia criam continuidade na cultura da empresa, enfatizam valores que os diferenciam de outras organizações, impulsionam a mentalidade saudável da empresa em torno de características como agilidade, tolerância a riscos, inovação, segurança, bem-estar, justiça, dignidade e pertencimento, que são necessários para apoiar o crescimento e impulsionar o alto desempenho.

Além disso, eles criam ambientes diversos e inclusivos onde as vozes dos funcionários são ouvidas e respeitadas.

Desta forma, vemos que as decisões que envolvem o equilíbrio corporativo devem ir muito além de se estar ou não no escritório.

Um número cada vez maior de organizações se atenta à experiência do empregado (EX), com o objetivo de alcançar maior engajamento, melhorar a retenção de talentos nas empresas e, consequentemente, consolidar uma boa imagem como marca empregadora no mercado.

Agora que você viu como trabalhar a retenção de talentos nas empresas de forma eficaz, que tal conferir também quais são os indicadores de Recrutamento e Seleção e como analisar?

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