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Rh Tarefeiro X Rh Consultivo

RH tarefeiro x RH Consultivo
Djalma Moraes – consultor, docente, palestrante, coach
djalmamoraes040@gmail.com
Você já parou para pensar quantas tarefas repetitivas são feitas no seu dia a dia? Também já pensou em quantos sonhos deixou para trás, em troca de “estabilidade profissional”, e aí, os anos passaram e surgiu a “instabilidade emocional”!!!! A profissão já não satisfaz tudo parece igual, não surgem desafios, só chateação… Não se assuste você é normal, e deve estar sofrendo de crise de identidade entre “o que faço x o que sou..”
Na nossa atividade de Gestão de Pessoas, dependendo da empresa, o nome muda, mas, as atividades continuam as mesmas, só que ao nos acostumarmos a elas, sem buscarmos atualização de conhecimentos, novas formas de atuarmos, novos questionamentos, acabamos por nos sentir como parte do imobilizado da empresa. Como temos tendência a nos acomodar diante de coisas que se repetem, acabamos nos habituando com os problemas e comportamentos, o que nos leva a sentirmo-nos frustrados e sem expectativa de realização. Nesse momento, instala-se o “RH Tarefeiro”, que aquele que cumpre as atividades sem questionar, e no máximo de criatividade, faz a programação do “Dia das Crianças” e da “Festa de Final de Ano”, dando-se por feliz, quando acaba tudo, pois, não se sentiu feliz e participativo durante a realização.
O contrário acontece, quando nos inquietamos com a situação e buscamos alguma solução. Primeiro em nós mesmos, mudando hábitos, tentando coisas novas, inclusive à volta à escola, para obter novos conhecimentos e posturas. Depois, quando motivados pelas novidades, resolvemos contagiar o nosso meio, divulgando cursos, trazendo palestras, incentivando a volta aos estudos.
Passamos a ser consultivos, quando abrimos canais de comunicação em toda estrutura da empresa, aprendendo a ouvir sem interpelar… Participando ativamente de decisões que envolvam posições estratégicas da empresa, como por exemplo, corte de funcionários, onde, muitas vezes, só nos cabe a comunicação, pois, a decisão já vem tomada de cima. Para sermos consultivos, devemos conquistar tal posição, nada nos virá de mão beijada. É preciso nos alinhar com os objetivos da empresa, deixar de lado a resistência ao trabalho com números, conhecermos um pouco mais o trabalho de outras áreas, como por exemplo, o setor financeiro, que muitas vezes, é mal compreendido e considerado o vilão da história.
Lembrem-se de que, uma decisão mal conduzida, afeta a todos de maneiras diversas. Muitas dispensas não levam em conta as contribuições presentes e futuras que o colaborador traria, olhando só a situação momentânea de redução de custos. Cabe ao RH, discutir a aplicabilidade de tal medida, sugerir outras alternativas, ou até mesmo, buscar soluções que humanizem o procedimento de dispensa, tornando-o senão, menos doloroso, pelo menos, suportável.
Aí, sim, nos tornamos consultivos, ou seja, importantes em todos os momentos da cadeia decisória, pois, uma empresa não é feita só de números, o RH não é um setor que serve somente de paliativo, apagando incêndios e cumprindo ordens, por vezes, absurdas.
Parabéns a todos e todas, que apesar de tantos contratempos, conseguem conduzir os seus trabalhos com tanta maestria, superando metas e adversidades.

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