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Saúde e produtividade: a chave para o crescimento sustentável

O desafio de construir práticas em gestão de pessoas que realmente estejam voltadas para as pessoas, e não apenas para os processos é a demanda que se impõem atualmente para empresas que buscam competitividade de mercado e lucratividade. Por mais contraditórios que pareçam estes dois aspectos, lucratividade e saúde estão diretamente ligadas e influenciam-se entre si. As empresas, nesse contexto, precisam investir em saúde e torná-la um aspecto a ser gestionado, e é sob esse novo imperativo que se fundam as novas práticas e ações que a área de RH está se propondo a realizar: escutar as pessoas, investigar como está sua saúde e desenvolver ações de prevenção do adoecimento no trabalho e de potencialização da qualidade de vida dentro das empresas.

A queixa mais comum dos gestores quando questionados sobre como está a sua empresa é a conhecida frase “meus funcionários estão desmotivados”. Assim como o é na área da saúde, é também na área organizacional: a queixa nunca deve ser o motivo a ser tratado, mas sim as causas que estão originando este problema. É por essa razão que palestras motivacionais e ações isoladas não fazem mais que uma semana de efeito, pois as razões que levam a desmotivação e a insatisfação no trabalho permeiam esferas mais profundas, em que a individualidade de cada um se choca com a demanda organizacional.

É preciso criar uma nova visão e uma nova maneira de investigação, que se atente para além de relatórios de avaliações e criação de processos. Deve-se dar atenção para fenômenos que estão a todo o tempo acontecendo e que muitas vezes não é dado a relevância necessária. Exemplos desses fenômenos são dados indicativos de absenteísmo e presenteísmo no trabalho.

O absenteísmo refere-se à falta do trabalhador em função de algum motivo, já o presenteísmo seria a presença do funcionário que não está em condições de produzir e por medo de perder seu emprego abdica do seu bem-estar físico para continuar no trabalho. Em ambos os casos a produtividade está afetada, porém no caso do presenteísmo a situação é agravada, pois o trabalhador não consegue se concentrar no trabalho, colocando a qualidade de sua atividade em risco, e também não é capaz de investir suas energias na sua própria melhora física e psicológica.

E, por que o monitoramento destas situações se coloca como tão importante para a empresa? Pois estas são situações estão, ao mesmo tempo, fortemente ligadas à saúde individual do colaborador e a produtividade e lucratividade da empresa. Não queremos, com essa proposta, transformar as pessoas em máquinas produtivas desenfreadas, mas fazer com que essa produtividade possa ser aprimorada afim de que se utilize de forma mais eficiente o seu tempo, que o trabalhador possa se sentir motivado pelo significado de sua função e como iesta contribui para a construção de seu bem-estar e de sua auto-realização profissional.

Sabe-se que o absenteísmo e o presenteísmo são apenas fenômenos explícitos de questões que são ainda mais profundas e precisam ser investigadas na empresa. Mas isso é assunto para outro post, por ora vale lembrar que a carta da vez para as empresas que desejam crescer sustentavelmente é unir duas palavrinhas: saúde e produtividade.

Aline Rubin
aline@dinamicapessoas.com.br

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