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Saiba como lidar com funcionários competentes, mas que não cumprem ordens

Uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento online, em 2013, com mais de 50 mil profissionais, mostrou que o segundo fator que mais motiva demissões é o mau comportamento do funcionário.

Nesse contexto, quem assume uma postura inadequada sai perdendo. No entanto, quem demite também se prejudica.

“Quando o profissional evolui, a organização prospera. Daí a importância de haver um processo de melhoria contínua que, como o próprio nome sugere, é um caminho e não um fim”, declara a coach Larissa Moutinho, pós-graduada em Marketing pela IBMEC (Estação Business School e Coach).

Segundo a especialista, se um funcionário que possui competências importantes está apresentando um comportamento capaz de prejudicar o clima no ambiente de trabalho, vale, antes de decidir pelo corte, procurar compreender o que está acontecendo com ele.

“A crescente demanda nos ambientes de trabalho tem exigido cada vez mais conhecimentos e habilidades dos profissionais. Por outro lado, essa atmosfera contribui para gerar e aumentar os níveis de estresse, insegurança e ansiedade dentro das empresas”, explica Larissa.

O que pode desencadear rompantes de mau humor e grosseria e até mesmo atitudes agressivas por parte dos funcionários.

Para lidar com esse tipo de situação, a orientação de Henrique Taniguchi, advogado pela PUC-GO (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) e especialista em liderança, consultoria e coach, é mostrar-se aberto para conversar e ouvir o outro.

A partir daí, pode-se pensar em alternativas para minimizar a influência negativa daquele funcionário no local de trabalho e, ao mesmo tempo, em como utilizar as potencialidades dele em favor de toda a equipe.

O confronto deve ser evitado a todo custo.

“O ideal é fazer reuniões de feedback com frequência e trazer sempre à tona as situações que não estão sendo bem vistas pela empresa, para que o funcionário entenda as consequências de seu comportamento, não só em relação aos colegas de trabalho, mas também à própria trajetória na organização”, explica Cristina Camargo, docente da BSP (Business School São Paulo).

Dessa maneira, ele poderá compreender a importância de evoluir constantemente não só como profissional, mas como indivíduo. Ao gestor caberá avaliar o esforço empreendido e o crescimento atingido, de acordo com as metas estabelecidas e as diretrizes da empresa.

Afinal, conforme explica o business coaching Ronaldo Gotlib, por mais habilidades que um funcionário possua, se ele não estiver em perfeita sintonia com o grupo, os resultados negativos, em pouco tempo, começarão a se sobrepor aos positivos.

“As competências não compensam o mau comportamento, pois os colegas acabarão por evitar o trabalho em equipe, o que afetará o resultado final de toda a empresa”, diz Cristina.

Driblando problemas comuns

Enquanto o gestor faz um acompanhamento mais próximo desse funcionário difícil, dando a ele condições de analisar seu comportamento e mudar, é essencial preparar-se para lidar com saias-justas.

Isso porque não é incomum que colaboradores insubordinados debatam com o líder em público, deixem de cumprir orientações de seus superiores, ignorem a opinião da equipe durante a execução de tarefas ou até mesmo tratem mal os colegas.

É válido lembrar que questionamentos, desde que bem colocados, também são importantes. Em outras palavras, o gestor deve avaliar se a postura do funcionário é realmente inadequada e assegurar-se de que não se melindrou apenas pelo fato de estar sendo contrariado.

Do mesmo modo, é importante que o gestor tenha certeza de que se comunica de forma assertiva e de que o encarregado de fato compreendeu a ordem dada. “O gestor pode se valer tanto da própria observação quanto do entendimento da equipe, que é soberana, antes de agir.

E se não conseguir obter o resultado que espera, poderá até buscar auxílio externo, de um coach, por exemplo”, afirma Gotlib.

Porém, se após diversos feedbacks não houver nenhuma melhora do colaborador, o mais prudente é que o funcionário seja desligado. “Lembre-se que colocar as pessoas certas nas posições corretas é um sinal de carinho e atenção com o profissional, a equipe e a própria organização.

E pode ser que o lugar daquele funcionário que não consegue se adequar seja mesmo uma outra empresa”, finaliza Larissa.

Fonte: UOL

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Jefferson SilvaReginaldo Godoi Recent comment authors
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Reginaldo Godoi
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Reginaldo Godoi

Vai ser demitido mais cedo ou mais tarde. Gestor maduro e consciente não atura funcionário que não é submisso a organização e a hierarquia. Primeiro: se não cumpre ordens é mau caráter. Segundo: vai ser demitido de todas as empresas que trabalhar – gente assim nunca cresce. Terceiro: líder que gasta tempo de feed back com um indivíduo assim precisa rever seus conceitos de liderança, porque esta gastando tempo de qualidade com quem não quer evoluir. Fora isso é papo furado!!!!!!!!!!!!!

Jefferson Silva
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Jefferson Silva

Gestores tem que aprender a pegar no batente antes de se sentar numa cadeira comfortavel com ar condicionado ,cafézinho a dispor e mais alguns luxos falam o tempo inteiro só balélas e se esquecem que quem mantem teu emprego é os funcionarios de chao de fabrica fica a dica se o patrao for bom patrao para com os funcionarios os funcionarios abraçam sua causa pode terem certesa disso.

Jefferson Silva
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Jefferson Silva

Submisso?olha só a educaçao do nosso colega?submissao somente a Deus agora respeito e comprometimento ai sim é a palavra certa nao é mesmo reginaldo godoi?

Jefferson Silva
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Jefferson Silva

Se não cumpre ordens é mau carater ? Onde isso ? Quer dizer que se der uma ordem impropria sem ética o cara é mau carater?aff da pra ver que realmente só falam balélas mesmo kkk.