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Como fazer hunting de desenvolvedores?

hunting

Hunting vem do inglês e significa “caça”. Em meio à escassez de mão de obra na área de desenvolvimento de softwares, websites, e-commerces e aplicativos, é importante conhecer as boas práticas de hunting para contratar pessoas desenvolvedoras. Então, por onde começar? Veja as dicas neste conteúdo.

Uma pesquisa da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais) intitulada “Demanda de Talentos em TIC e Estratégia ΣTCEM”, aponta que o mercado brasileiro vai criar 797 mil postos de trabalho tecnológico até 2025. 

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Em contrapartida, as faculdades vão formar apenas 267 profissionais até lá. Como essa conta não fecha, é fundamental para o tech recruiter sair do recrutamento tradicional e adotar o hunting. Portanto, veja o que é e como funciona a seguir. 

O que é hunting?

Hunting é o processo de busca de pessoas qualificadas para vagas abertas na empresa. Logo, essas pessoas podem ou não estar trabalhando no momento da busca. 

Assim, no recrutamento tradicional, o candidato procura a empresa e entrega o seu currículo. Enquanto isso, no hunting, a empresa corre atrás do candidato. Muitas vezes, trata-se de uma “maratona”, pois a demanda das empresas é maior que a oferta de profissionais. 

Contudo, o hunting é uma ação voltada para todas as áreas com oferta reduzida de mão de obra ou para posições estratégicas, como de CTOs (Chief Technology Officer ou Diretor de Tecnologia).

Além disso, o headhunter, que é a pessoa responsável pelo hunting, pode trabalhar do lado da empresa e do lado do desenvolvedor. Sendo assim, o profissional pode ser contratado pela empresa para buscar talentos de modo ativo. Mas também pode prestar consultoria a profissionais que querem ser encontrados pelas grandes empresas. 

Como funciona o processo de hunting?  

Agora que você viu em detalhes o que é hunting, entenda como essa estratégia funciona. Portanto, se você quer driblar a falta de profissionais qualificados no mercado, comece a aplicar esse processo de recrutamento ativo. Veja os detalhes. 

Entenda o perfil da vaga

O primeiro passo do hunting é entender o perfil da vaga. Afinal, qual é o tipo de profissional desejado? Quais as hard e soft skills? Ele precisa ser graduado, estagiário, Júnior, Pleno ou Sênior? Portanto, crie uma persona em sua cabeça e, assim, inicie sua “caça”. 

Faça a prospecção dos candidatos ideais 

Com o “alvo” certo, comece a prospecção dos candidatos ideais para a vaga. O primeiro passo é buscar as pessoas mais interessantes no LinkedIn e no GitHub, pois as redes sociais concentram bons perfis profissionais. Mande convites com mensagens personalizadas, justificando porque a pessoa foi escolhida. 

Inicie a conversação 

Se o desenvolvedor responder sua mensagem, comece a conversação de modo humanizado e personalizado. Afinal, o pretenso candidato vai perceber se você estiver mandando mensagens em massa e dizer “não” logo de cara. Além disso, deixe claro nesta etapa que se trata de um processo seletivo e que ele pode ser aprovado ou reprovado. 

 

modelos de feedback

 

Encaminhe para o processo seletivo 

Neste momento do hunting, diante de uma resposta positiva da pessoa desenvolvedora, coloque-a no fluxo do processo seletivo, como em uma plataforma de recrutamento tech. Aqui é importante lembrar que o agora candidato já passou pela triagem inicial e deve seguir para os testes técnicos e comportamentais. 

Feedbacks e resultados

Por fim, se o candidato prospectado pelo headhunter passar no processo seletivo, dê o feedback, anuncie o resultado e encaminhe-o para o processo de onboarding. 

Métricas e análises 

Se você tem um RH Estratégico, não se esqueça de utilizar métricas e análises para acompanhar o crescimento dos seus resultados como headhunter dentro do RH. Porém, se as ações não estiverem surtindo o efeito desejado, refaça as rotas e reflita sobre as mudanças que se fazem necessárias. 

rh estratégico

Qual a diferença entre recrutamento, hunting e search? 

Para entender melhor o processo de hunting e aplicá-lo nada melhor que compará-lo a outras estratégias. Primeiramente, é bom lembrar que o hunting não decreta a “morte” do recrutamento tradicional. Veja as explicações dos termos. 

Recrutamento: feito pelo RH para selecionar candidatos que estão disponíveis no mercado de trabalho; 

Hunting: estratégia de busca de talentos disponíveis ou não no mercado, antes que eles se candidatem às vagas oferecidas nas empresas. Portanto, o hunting é mais “agressivo” e focado na conversão do desenvolvedor em um candidato. 

Search: é a busca ativa de pessoas candidatas com perfis compatíveis aos desejados pela empresa para o preenchimento de determinadas vagas, geralmente operacionais. 

Portanto, enquanto o recrutamento é passivo para o lado do tech recruiter, o hunting exige uma postura proativa, ao passo que o search é o “meio termo” entre os conceitos anteriores e serve para indicar bons talentos às vagas. 

Dicas para um hunting bem feito 

Antes de iniciar seu processo de hunting para contratar profissionais de tecnologia, tenha bem claro o perfil da vaga e informações acessórias, como salário, jornada (full-time ou part-time), tipo de contratação (CLT ou PJ), entre outros aspectos. Afinal de contas, essas informações ajudam no processo de conversão do profissional em candidato. 

Nesse sentido, confira as dicas da Talent Acquisition e Tech Recruiter da Coodesh, Isabela Cristina Santiago. “Muitas das vezes, nos processos para vagas de tecnologia, é notável que não atingimos perfis tão aderentes de forma orgânica e, por esse motivo, é necessário recorrer à busca ativa desses profissionais, e para que essa caça de perfis seja mais assertiva, há algumas dicas que são relevantes”, antecipa. 

É de muita importância conhecer inteiramente o perfil o qual você está buscando, desde tecnologias fundamentais, trilha de carreira, perfil comportamental e questões culturais. Conhecer o mercado de tecnologia é essencial para essa caça, pois dessa forma você utiliza as principais palavras-chave e também tem o entendimento de tecnologias, stacks e funções que sejam semelhantes e relacionadas ao que busca, ou seja, termos que envolvem todo o perfil o qual você está buscando. O uso de palavras-chave é essencial!

Ferramentas 

A quantidade de profissionais da área de tecnologia só cresce e, por isso, é necessário conhecer onde esses profissionais estão, para assim ter mais chances de encontrá-los. O LinkedIn, com certeza, é a ferramenta mais utilizada pelos tech recruiters para realizar o hunting e realmente é um ótimo instrumento para encontrar e fazer networking com essas pessoas (em especial o Linkedin Recruiter). 

Mas também os profissionais da área de tecnologia estão em outros lugares onde é possível realizar a procura, segundo Isabela, tais como GitHub e StackOverflow (no qual há ferramentas de busca), além de plataformas de recrutamento. 

“Por fim, para que o hunting não ocorra em vão, é necessário ter uma ótima abordagem com essas pessoas para ter um retorno positivo, ou seja, saber se apresentar e expor a oportunidade e empresa de maneira amigável, transparente, descontraída e se possível, criativa, pois sabemos o quanto esses candidatos são abordados diariamente, em vista disso, é importante se destacar”, explica Isabela Santiago. 

Então, informações como senioridade da vaga, nome da empresa, faixa salarial e benefícios são significativos de serem compartilhados para ter uma chance maior de retorno e interesse na vaga em questão. E tenha certeza de que o perfil abordado está realmente alinhado com os requisitos e perfil da posição. 

Sendo assim, conheça o mercado de tecnologia, entenda o perfil o qual busca, realize networking, utilize as palavras certas na caça, recorra a outras ferramentas, além do LinkedIn, e ofereça uma abordagem e comunicação adequada aos seus candidatos. “Todas essas questões são essenciais para ser assertivo na descoberta de profissionais e interesse do mesmo na sua oportunidade”, destaca Isabela. 

 

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Vantagens do hunting para as empresas

Depois de conhecer melhor essa estratégia, veja as vantagens de usar o hunting ativo nas empresas que desejam escalar seus resultados e, por isso, se preocupam com todos os aspectos da sua estrutura, especialmente no capital humano. 

  • Busca por profissionais qualificados, principalmente para posições mais estratégicas e de liderança; 
  • Mais assertividade no recrutamento e seleção; 
  • Redução da rotatividade da equipe, pois se contrata pessoas mais alinhadas à vaga; 
  • Otimização do tempo gasto, pois o hunter vai “direto ao ponto”. 

Portanto, o hunting favorece a montagem de times com melhores desempenhos, o que é ideal para startups e empresas que estão em processo de crescimento acelerado. 

Além disso, o hunting é um grande aliado do tech recruiter diante de vagas mais difíceis de preencher com o método tradicional. 

A Coodesh, por exemplo, utiliza o hunting para encontrar profissionais com as stacks requisitadas pelas empresas clientes, seja dentro do seu banco de talentos ou fora. Para isso, realiza uma varredura nos canais aderentes, como LinkedIn, GitHub, comunidades tech e demais redes sociais. 

Conclusão 

Como você viu, investir na estratégia de hunting na sua empresa pode trazer muitas vantagens para a formação de um time mais competitivo. 

Mas é importante que essa ação seja executada logo no começo do fluxo, juntamente com o recrutamento tradicional. 

Isso porque muitas empresas deixam o hunting para as etapas finais do recrutamento, como uma medida emergencial para sanar a falta de profissionais inscritos nas vagas. 

Portanto, além de aplicar o hunting na atração de talentos, monitore os resultados e incremente a prática em outros setores, além dos times de tecnologia. 

Agora que você chegou até o final deste conteúdo, leia também sobre Recrutamento humanizado em TI: confira 7 dicas de sucesso.

Texto realizado por Coodesh.

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