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Saturno de Souza fala sobre cultura colaborativa na educação

O setor de Educação da SmartFit foi construído a partir de processos colaborativos entre a Gestão e sua base de colaboradores. Entrevistamos Saturno de Souza, Direção de Educação no Grupo BioRitmo/SmartFit sobre os desafios enfrentados.

Saturno, qual era seu principal desafio na construção de um departamento de Educação?

Quando surgiu a ideia de criar um departamento de Educação, nosso principal desafio era como lidar com a capilaridade. Já que nós temos hoje mais de 400 lojas, indo agora para o décimo-terceiro país. Como você leva informação para as pessoas? Como coletar percepções, criar um mapa da percepção delas em relação aos nossos processos de aprendizado? O desafio é como levar informação sem colocar essas pessoas no mesmo lugar. Como criar uma visão compartilhada para que esse conhecimento faça sentido para as pessoas. Sendo que estão espalhadas por todo o país e toda América Latina. Esse era nosso principal desafio no início.

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Quais soluções foram necessárias para superar esses desafios?

Através da cultura da empresa, que sempre faz um trabalho de cocriação. Como podemos fazer esse trabalho com essas pessoas em todos esses lugares de forma que elas pudessem interagir e participar de forma ativa nos dando informação, contribuindo, se sentindo agentes desse processo de educação? Não queríamos fazer um processo de educação top-and-down, onde nós simplesmente publicamos informações, as pessoas têm que acessá-las, e simplesmente operar a partir disso. Queríamos colher percepções, saber como interagem, o que elas produzem, e como elas também poderiam contribuir para que eles se sentissem parte e donos desse processo de desenvolvimento cultural. 

Como a tecnologia auxiliou na obtenção desses resultados para a SmartFit?

Há dez anos atrás você não conseguiria fazer o que nós estamos fazendo hoje. Você não teria ferramentas capazes de levar tão rapidamente às pessoas a informação que você quer disponibilizar. As informações que hoje disponibilizamos não chegariam às pessoas sem as tecnologias atuais que possibilitam colher percepções e convidá-las a um processo de cocriação. Depois devolvendo esse material a eles, eles pudessem se enxergar dentro daquele processo. Não só visualmente mas como cocriadores, sabendo que muitas vezes aquele processo havia começado lá, no dia-a-dia; que muitas vezes não é nada perto da nossa sede, nosso escritório. Ele poder falar: nasceu aqui esse processo, eu participei daquele workshop de criação. Para nós as ferramentas tecnológicas permitiram a participação, que para nós é fundamental. Nós investimos desde 2006 num processo de Gestão Participativa, e o projeto de Educação não poderia ficar fora disso. Tinha que ser uma continuidade desse modelo de gestão.

Nesse processo quais parcerias foram fundamentais pra você?

Eu acredito que uma parceria fundamental foi primeiro com o Eduardo Strucchi porque ele já havia trabalhado com disseminação de informação a partir de ferramentais digitais. Trabalhar com alguém que já tinha feito esse processo de cocriação com pessoas que não estão no mesmo lugar, poder clusterizar essa informação para depois disponibilizar com as pessoas sendo parte do processo formador foi fundamental. Depois a ASAP vindo como uma ferramenta digital. Existem várias plataformas de educação, na época exploramos várias. Mas essas plataformas eram muito duras, eram plataformas de mão única, apenas disponibilizando informação. Enquanto o que nós queríamos era a participação. Queremos que as pessoas possam interagir com o conteúdo. Dessa forma precisávamos de um outro tipo de modelo mental para a ferramenta. Uma ferramenta que já nascesse com a proposta de que você não vai simplesmente assistir algo, mas você vai poder participar, dar sua opinião, avaliar, até enviar seu próprio conteúdo de forma que faça sentido pra você. Sem que você precise de grandes ferramentas digitais para esse processo. Só com seu próprio celular, por exemplo, você pode fazer essa interação com a plataforma. Então essa parceria inicial foi fundamental. Depois as parcerias com as equipes de operação. Na verdade a área de educação não cria processos. O que ela faz hoje é organizar esses processos a partir da opinião da operação, do que eles fazem lá com maestria; trazemos eles aqui para workshops, onde consolidamos essas propostas e tornamos essas propostas linguagem oficial da empresa. Depois ramificando ela para todos os lugares a partir de um processo de consenso. Onde faz sentido para todos ter uma linguagem única para levar o melhor para nossos clientes.

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Muito bom!!