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Saúde Financeira em primeiro lugar: estratégias para fortalecer o bolso

Saúde financeira é o equilíbrio entre o que você ganha e como utiliza seu dinheiro. Isso é possível quando você adota um padrão de vida que se encaixa com sua realidade, sem gastar acima do seu orçamento.

Ter ou administrar uma empresa é estar o tempo todo equilibrando muitos pratinhos para que os resultados sejam os melhores possíveis. Mas, é indiscutível que os resultados, na grande maioria das vezes acontecem através de pessoas e da saúde financeira delas. 

Vendas, gestão administrativa financeira, compras, relacionamento com cliente, logística, para onde quer que olhemos e por melhores que sejam os processos, são as pessoas que fazem acontecer, e o que passa quando estas pessoas não estão bem? Não estão saudáveis financeiramente?

A saúde financeira é comprovadamente parte importante da saúde das pessoas como um todo. Quando alguém está em desequilíbrio, endividado, inseguro, sente medo, vergonha e muito provavelmente perderá o foco de suas tarefas, pois seu cérebro ficará o tempo inteiro ruminando o problema que está vivendo.

Então, como ter uma saúde financeira equilibrada?

A primeira coisa a fazer é ver, analisar e entender os próprios números, por piores que possam parecer, ver os números é muito melhor que ignorá-los. Quando não se tem a exata noção de quais são as entradas e saídas financeiras, não há controle e o risco de endividamento é alto.

Criar uma planilha com a somatória de todas as entradas, salário, pensão, aluguel, tudo o que gera recurso mensalmente. 

Nesta mesma planilha colocar todas as saídas, sempre começando pelos custos fixos, tais como aluguel ou financiamento imobiliário, água, gás, condomínio, plano de saúde, empréstimos, enfim, tudo o que é pago todos os meses sem variação.

Na sequência, adicionar os custos variáveis, e um bom exemplo é o cartão de crédito, mas também há as compras de mercado, cartão de débito ou pix e gastos com lazer, por exemplo.

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Fundamental subtrair das entradas, todas as saídas e este será o resultado do mês. Isto se chama orçamento e deve ser um hábito, acompanhado mensalmente. Existem na internet muitas planilhas simples e prontas e que podem facilitar muito esse processo.

Como cuidar melhor do dinheiro?

Precificação baseada em valor ou diferenciação: O profissional ou a empresa precisam analisar os custos e benefícios não-monetários para serem incluídos no cálculo do valor percebido do cliente.

Com orçamento em mãos o segundo passo é garantir que as entradas sejam maiores que as saídas, se não estiver dessa forma, é fundamental olhar linha por linha do orçamento para ajustes necessários.

Importantíssimo eliminar as dívidas feitas com juros altos, cartão de crédito, cheque especial, essas são dívidas difíceis de pagar e que acabam gerando efeito bola de neve, pois normalmente se faz um novo empréstimo para quitá-las. 

Se essa é a situação, o melhor a se fazer é ir à instituição credora negociar taxas mais viáveis e com valores que caibam no orçamento.

Evitar parcelamentos no cartão de crédito, evitar compras por impulso, priorizar alimentação saudável e feita em casa, pesquisar preços, são algumas coisas que podem ser feitas para diminuir ainda mais as saídas.

Com as contas equilibradas é hora de construir a reserva de emergência. Essa é uma reserva em patrimônio líquido (pode ser sacada a qualquer momento), investida e que deve ser de aproximadamente de seis a doze vezes o valor das despesas mensais.

Investir na escolaridade é uma estratégia muito importante para quem quer fortalecer o bolso. No Brasil, uma graduação garante em média um incremento salarial de 144% sobre quem concluiu o ensino médio, segundo o IBGE e esta diferença aumenta ainda mais com especializações. 

Salários mais altos podem gerar maior excedente financeiro e maior possibilidade de construção de reserva financeira, desde que as despesas não cresçam na mesma proporção, é claro.

Rever valores e crenças limitantes sobre dinheiro e consumo também é muito importante para fortalecer o bolso. 

“Cuide das pessoas, dos produtos e dos lucros. Nessa ordem.” – Ben Horowitz

Será necessário realmente trocar o celular a cada lançamento ou de carro a cada 2, 3 anos? Isto realmente faz feliz? Refletir sobre estas respostas é muito importante para entender como cada pessoa se sente em relação a consumo e autoestima.

Para uma pessoa implementar toda esta rotina e mudança de atitude é fundamental ter um motivo muito importante, algo forte que faça com que esta pessoa queira criar hábitos. 

Metas são motivadores incríveis e a disciplina é a ferramenta perfeita para se manter firme na jornada.

Ter objetivos claros, realizáveis e prazerosos de curto, médio e longo prazos, ajudam muito a se criar um hábito positivo. Ter uma reserva financeira para sempre estar seguro, planejar uma viagem dos sonhos, construir um patrimônio que dará tranquilidade futura, ou simplesmente se livrar das dívidas, são alguns exemplos que podemos ter de metas motivadoras, mas isto é muito pessoal.

O autoconhecimento é a chave que faz com que cada pessoa entenda o que é importante e o que lhe faz feliz. Cuidar da família, garantir boa educação para os filhos, cuidar da saúde, ter um casamento dos sonhos, viajar todos os anos.

Ser reconhecido, se sentir amado e acolhido, ser admirado são necessidades emocionais que precisam ser entendidas também.

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Mas, e as empresas, onde entram nesta equação?

Como já foi dito, manter uma empresa prosperando, crescendo, atendendo bem seus clientes, superando a concorrência, exige estratégias, conhecimento, recursos, mas principalmente pessoas comprometidas e focadas em fazer as coisas acontecerem.

Cuidar da própria equipe, olhando cada pessoa com visão sistêmica, garante, além de melhor desempenho, pessoas motivadas e comprometidas com o ambiente, por isso, adotar práticas que sejam positivas tem impacto direto nos resultados.

Quando uma empresa detecta uma pessoa em situação emocionalmente crítica, uma intervenção pessoal com profissional qualificado pode ser uma alternativa interessante para ajudar a resolver as questões financeiras e colocar de volta o colaborador, em seu equilíbrio.

O simples fato de ser ouvido sem julgamentos e com acolhimento, num momento tão delicado e crítico, já melhora o emocional da pessoa e o comprometimento com o trabalho. Contar com ajuda e suporte para traçar estratégias claras e realizáveis é o caminho para sair da dificuldade.

Já, quando falamos da empresa como um todo, dar educação financeira e falar abertamente sobre dinheiro é a primeira estratégia para se implantar uma cultura organizacional focada no bem-estar financeiro dos funcionários de forma geral. 

Felizmente, nós brasileiros, a partir de 2020 passamos ter educação financeira no currículo escolar, mas, até então, este era um assunto que não fazia parte das nossas vidas, o que nos dá um cenário de gerações analfabetas sobre este tema, tão delicado e comum a todos e a consequência é que atualmente, oito em cada dez brasileiros são endividados e destes quase 30% estão inadimplentes.

Por isto, implementar programas de educação financeira, com palestras, workshops, treinamentos com profissionais do mercado, que sejam capazes de explicar sobre finanças, sobre a parte prática da gestão do dinheiro e a parte emocional do relacionamento com o dinheiro, demonstra cuidado com as pessoas e ajuda a tornar natural falar e resolver questões sobre finanças.

Disponibilizar e explicar o uso de ferramentas para controle financeiro, é uma forma simples e rápida para se dar os primeiros passos.

Uma outra forma de manter a equipe trabalhando feliz, engajada e motivada é dar segurança para ela. Uma pessoa constantemente ameaçada, em dúvida se terá ou não seu sustento no dia seguinte ou no próximo mês, também tem boa parte de sua produtividade no trabalho consumido pelo estresse crônico. 

A falta de dinheiro é sinônimo de carência, de medo e viver neste medo é muito comprometedor para produtividade.

O treinamento de liderança, sobre modelos participativos, colaborativos e motivadores, cultura organizacional clara, juntamente com as metas e conquistas é fundamental para manter o time focado, seguro e remando com todos na mesma direção.

Uma outra possibilidade é oferecer planos de previdência privada, uma excelente ferramenta para motivar e criar um fundo de reserva para os funcionários, com contribuição conjunta entre empresa e funcionário, onde o mesmo contribui com um percentual do salário e a empresa entra com a mesma quantia. 

Ter esta previdência pode ser muito interessante para ambas as partes, pois é um benefício que dá segurança e tranquilidade para o funcionário, ajuda a reter talentos, melhora índices de produtividade e motivação e é um investimento seguro para quem não tem experiência.

Existem também seguros de vida empresarias, com coberturas diversas que podem dar alguma segurança aos participantes, tais como auxílio medicação, reembolso de despesas médicas, diária por internação, entre outros.

Por fim, há uma série de possibilidades, artifícios, ferramentas que empresas podem lançar mão para que suas equipes aprendam a cuidar do próprio dinheiro, construam uma relação saudável com suas finanças e com isso, estejam motivadas por fazerem parte de um ambiente que lhes acolhe e apoia.

Pessoas acolhidas têm maior probabilidade de se manterem saudáveis, fisicamente e mentalmente e pessoas saudáveis tem muito mais energia para se concentrarem em suas tarefas e atingirem seus objetivos e com isto, os resultados das empresas tendem a melhorar.

Segundo a PWC, cerca de 62,5% das empresas acreditam que o bem-estar financeiro dos funcionários é responsabilidade do empregador, um número bastante relevante, mas ainda insuficiente.

Por isso, é muito importante cada vez mais tornar o assunto sobre equilíbrio financeiro recorrente e além disto, criar estratégias motivadoras, agregadoras e sobretudo eficazes para que se tenha resultados realmente importantes.

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