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Saúde mental nas empresas: como vencer os desafios e promover inclusão?

Entenda a importância e o impacto de manter um ambiente de trabalho cada vez mais saudável!

Nunca se falou tanto sobre saúde mental nas empresas como agora. Antes, se tratava de um tema tabu, algo a ser conversado apenas de maneira privada. Hoje falar sobre o assunto ainda é uma tarefa complexa, mas cada vez mais comentada.  

Por isso, reunimos algumas dicas que podem ajudar empresas e colaboradores a lidarem melhor com determinadas situações.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura e confira!

O que é saúde mental nas empresas?

A saúde mental nas empresas está ligada ao bem-estar psicológico dos colaboradores dentro do ambiente de trabalho. É um fator fundamental da gestão de recursos humanos, reconhecendo que o estado mental dos funcionários desempenha um papel crucial no desempenho individual e no sucesso do negócio.

Qual a importância da saúde mental nas empresas?  

De fato, cuidar desse ponto é extremamente importante. Afinal, ao priorizar a saúde mental, as empresas não apenas cuidam de seus colaboradores, mas também fortalecem seu desempenho e posição no mercado, criando ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis e garantindo benefícios como você verá a seguir!

Qual o impacto da saúde mental no trabalho?

Sem dúvida, promover a saúde mental nas empresas é multifacetada e impacta tanto os indivíduos quanto as organizações como um todo. Algumas das razões mais significativas incluem:

Desempenho e produtividade: funcionários com boa saúde mental geralmente são mais produtivos e eficientes. Ao promover um ambiente de trabalho saudável que apoia o bem-estar psicológico, as empresas podem esperar uma força de trabalho mais engajada, focada e capaz de lidar com desafios de maneira construtiva.

Redução do absenteísmo: problemas de saúde mental podem levar ao absenteísmo. Ao abordar proativamente questões de saúde mental, as empresas podem reduzir as taxas de faltas e melhorar a continuidade operacional.

Retenção de talentos: empresas que demonstram comprometimento com a saúde mental dos funcionários tornam-se mais atrativas. Isso pode influenciar positivamente a retenção de talentos, pois os colaboradores se sentem valorizados e apoiados em seus desafios pessoais.

Clima organizacional: promover a saúde mental contribui para a criação de um clima organizacional positivo. Funcionários que se sentem apoiados em questões de saúde mental são mais propensos a contribuir positivamente para a cultura da empresa.

Reputação da marca: empresas que investem na saúde mental dos funcionários ganham uma reputação positiva como empregadores responsáveis. Isso não apenas atrai talentos, mas também pode melhorar a imagem da marca perante clientes e parceiros de negócios.

Redução de custos com saúde: investir em programas de saúde mental pode contribuir para a redução dos custos associados aos planos de saúde, já que funcionários mais saudáveis podem necessitar de menos intervenções médicas.

Conformidade com legislação: Em muitas jurisdições, há uma crescente atenção à saúde mental no local de trabalho, e a conformidade com regulamentações relacionadas à saúde e segurança ocupacional torna-se cada vez mais importante.

Dicas práticas para evitar o adoecimento mental dos colaboradores

profissionais falando sobre saúde mental

Segundo a cia de talentos, que pesquisou 96.000 profissionais no Brasil, 38% das pessoas terminam o dia com o sentimento de frustração e esgotamento. Um número alarmante, que nos faz ter urgência de ações.

Pensando nisso, separamos algumas dicas para melhorar a saúde mental nas empresas. Veja:

1 – Trate cada um como um indivíduo, com necessidades e modo de funcionamento diferentes.
2 – Declare suas expectativas com relação à entrega que cada um deverá fazer.
3 – Demonstre que confia em seu colaborador. Falta de confiança é um dos itens que mais gera desconforto e ansiedade.
4 – Seja claro ao direcionar o trabalho. As pessoas se queixam, pois os líderes somem e não dizem o que é para ser feito.
5 – Dê feedbacks respeitosos e assertivos.
6 – Seja parceiro para a resolução de problemas
7 – Promova uma revisão periódica dos processos de trabalho, pensando em simplificar sempre.
8 – Respeite os horários de descanso do indivíduo (proibido mandar mensagens e e-mails durante a madrugada, por exemplo).

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Desafio da inclusão e diversidade nas organizações

mãos estendidas representando ajuda na saúde mental no trabalho

Vale também dizer que, ainda, há o desafio da inclusão e diversidade nas organizações, em todos os seus sentidos. Sabemos que um ambiente de trabalho acolhedor e inclusivo traz enormes benefícios para empresas e colaboradores. Acolher diversas perspectivas enriquece a experiência em todos os níveis e é capaz de gerar importantes resultados. Por isso, falar de temáticas LBTQIA+ nesse contexto é tão importante. Trata-se de uma das populações mais discriminadas no Brasil.

O que os números dizem?

Dados mostram que a cada 20 horas uma pessoa morre por ser LGBTQIA+ no país. Levantamentos revelam que jovens rejeitados pela família por sua orientação sexual têm 8,4 vezes mais chances de morrerem por suicídio. Quando consideramos apenas pessoas gays, lésbicas e bissexuais, as chances desse tipo de morte são cinco vezes maiores do que em pessoas heterossexuais. Esse padrão de discriminação se repete no ambiente de trabalho. Para sobreviver, 90% das pessoas trans precisam recorrer à prostituição, já que faltam empregos para essa população.

Uma vez dentro das empresas, a população LGBTQIA+ não tem acesso a cargos de liderança. Parcela pequena (13%) ocupa cargo de diretoria ou C-level. A maioria (54%) está em posições de entrada, como assistente ou estagiário(a). Na visão de   de pessoas que se identificam como parte da comunidade LGBTQIA+, as empresas ainda têm muito a fazer para acolhê-las. Uma parcela significativa (82%) tem essa opinião, enquanto pouco mais de um terço (32%) afirmou se sentir acolhida em seu local de trabalho.

Ser um ambiente acolhedor pode fazer a diferença para que esses profissionais se sintam mais à vontade, já que 66% acredita que revelar sua identidade pode ser prejudicial à carreira. Além disso, empresas que não apoiam causas da  população LGBTQIA+ são deixadas de lado quando esse público procura vagas. A maioria (62%) afirma que nem tentaria uma vaga em locais sem esse tipo de preocupação.

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Como acolher e incluir todos os diferentes perfis da sua empresa?

profissionais reunidos conversando sobre saúde mental

Empresas de diversas áreas têm discutido essa questão abertamente com seus colaboradores e com a sociedade. Embora não haja um livro de receitas que permita lidar com todas as particularidades dos indivíduos e dos contextos, uma coisa é certa: achar o equilíbrio entre acolher quem sofre com transtornos de saúde mental e prevenir quem pode vir a sofrer, é o essencial.

É preciso também desmistificar o tabu em torno do tempo e mostrar-lhe que sofrer com depressão, ansiedade generalizada ou outros transtornos é algo aceitável, que faz parte da vida de muitas pessoas.

Exemplos como o da atleta Simone Biles, da equipe olímpica de ginástica artística dos Estados Unidos, mostram que essa discussão não só é possível, como necessária. Até onde deve ir a demanda por desempenho? Qual é o preço aceitável a se pagar pelo sucesso? E as lideranças podem ter um papel fundamental para começar a conversa sobre o tema através da suas próprias experiências e vulnerabilidades.

Exemplos na prática 

A Ambev, por exemplo, grande empresa brasileira do ramo de bebidas, criou recentemente uma diretoria que se dedica a cuidar do bem-estar mental dos funcionários, criando ações, diretrizes e programas. Isso mostra que em diversos setores da sociedade e da economia existe preocupação com a saúde mental.

Pesquisadores como Amy Edmonton mostraram a importância de existir um ambiente de trabalho seguro psicologicamente. Poder falar aberta e livremente sem medo de punição ou de ser ridicularizado cria tomadas de decisão melhores e propicia boas relações interpessoais e dentro de grupos. Edmonton nos avisa, no entanto, que criar essa segurança não é fácil, e as lideranças precisam ser parte ativa da mudança da maneira de pensar.

Lideranças devem ser acolhedoras

No começo de 2021, mais de mil pessoas participaram de uma premiação onde 19 empresas apoiaram, como Johnson & Johnson e Stefanini, para premiar lideranças acolhedoras e humanas nas empresas. A premiação mostrou que há lideranças de diversas empresas brasileiras que se destacam pela sua inteligência emocional, além de aspectos como comunicação, autonomia e segurança psicológica nas suas histórias de liderança e gestão.

Tanto o tema saúde no trabalho, como o papel mais estratégico do RH nas empresas, ganharam visibilidade na pandemia. Por isso, ser um (uma) gestora de RH, e ter o papel de cuidar do bem-estar emocional das pessoas colaboradoras é duplamente mais desafiador, e o primeiro passo de todos pode ser cuidar do seu próprio bem-estar e buscar uma rotina saudável e de pequenos autocuidados diários.

É preciso saber lidar com suas próprias emoções para assim conseguir lidar e liderar as emoções das pessoas ao seu redor. De acordo com filósofo Rumi, “ontem eu era inteligente, então eu queria mudar o mundo. Hoje eu sou sábio, então eu estou mudando a mim mesmo”.

Conclusão

Sem dúvida, promover a saúde mental no ambiente corporativo envolve a criação de uma cultura que valoriza o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, reconhece e reduz o estigma associado às questões de saúde mental e oferece suporte eficaz aos funcionários. As empresas podem implementar programas de conscientização, campanhas como o janeiro branco, treinamentos sobre gestão de estresse, acesso a recursos de apoio psicológico e ações que incentivem um ambiente de trabalho positivo.

Assim, ao priorizar a saúde mental, as organizações podem observar benefícios tangíveis, como a redução do absenteísmo, o aumento da produtividade e uma força de trabalho mais engajada e satisfeita. Além disso, criar um ambiente que promove a saúde mental demonstra um compromisso com o bem-estar dos funcionários, contribuindo para a atração e retenção de talentos e fortalecendo a reputação da empresa como um empregador preocupado com o bem-estar integral de seus colaboradores.  

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desenvolvimento e treinamento de pessoas
CEO e Co-Founder da Sólides, empresa de tecnologia para gestão de pessoas, que integra o ranking das 100 startups mais promissoras do país em 2021 e tem um ecossistema completo de RH, com o intuito de ajudar as PMEs a automatizar processos e criar dados e inteligência para melhor gestão e tomada de decisão sobre pessoas.
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