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Segurança no Trabalho: A Cultura do Compartilhamento

Na vida recebemos  impacto do meio em que vivemos, mas também impactamos neste meio.

Portanto transformo e sou transformado, modifico e sou modificado, influencio e sou influenciado!

A psicologia explica que quando recebo uma informação, qualquer informação e não replico ou repasso á frente é porque esta informação não me serviu.

Nova call to action

Em outras palavras não me modificou não me impactou, não causou em mim qualquer vontade de mudança e, portanto esta informação foi nula, sem importância, em função disto não compartilho.

O segredo da segurança compartilhada

O segredo da segurança compartilhada é exatamente o dividir os conceitos do cumprimento das regras e procedimentos, como a análise e a percepção de risco.

Mas para compartilhar, antes vou precisar incorporar este comportamento. Acreditar que é importante, e somente depois vou exigir que ele se torne uma realidade e o exigir a mudança de quem trabalha comigo, o reflexo.

Exemplo: Um colega trava uma porta de segurança com uma pedra, não pode!

A partir de agora teremos um embate ou não! Depende da cultura de segurança do grupo envolvido.

O Primeiro erro:

O cara que travou a porta.

O Segundo erro:

O cara que não travou a porta, mas utiliza a porta travada.

O Terceiro erro:

O cara que viu a porta travada reconhece o erro e, portanto não se beneficia dela (não utiliza a porta), mas não remove a pedra. E na minha experiência algo me diz que este cara daqui a alguns meses por não ter impactado o grupo, será impactado. Ele vai deixar de reconhecer a porta travada como um erro e possivelmente passará a utiliza-lá.

Se neste grupo tiver alguém que recebeu a informação positiva e foi impactado por ela, a chance de mudança esta presente e vai acontecer, este cara vai reconhecer o erro e retirar a pedra.

Não tenho dúvidas que o mesmo cara que colocou a pedra uma vez vai voltar a colocar, mas ela será retirada novamente todas as vezes que for percebida, alguém vai cansar e mudar. Em outras palavras o impacto do certo vai prevalecer sobre o errado, o cara que coloca a pedra vai perceber que não pode, e quando isto acontecer, o impacto positivo aconteceu, é uma realidade! Isto é segurança compartilhada.

Etapas antes da Segurança Compartilhada: os 4 degraus (Dupont)

  • 1º Degrau: Trabalhador Reativo: Segurança é uma questão de sorte!
  • 2º Degrau: Trabalhador Dependente: Para este trabalhador, o responsável pela segurança dele é seu encarregado ou alguém acima dele!
  • 3º Degrau: Trabalhador Independente: O cara se sente responsável pela sua segurança, e se cuida!
  • 4º Degrau: Trabalhador Interdependente: Este cara se sente responsável pela segurança dos seus colegas também!

Obvio que posso ter trabalhadores em degraus diferentes fazendo parte do mesmo grupo.

A força é intensa para um lado e para o outro, a transformação vai acontecer o tempo todo, se será para o bem ou para o mal, depende da força destes grupos.

Mas para criar esta cultura acredito que a informação precisa vir de cima.

Claro que o interdependente não precisa disto. Mas de forma geral, diretores, gerentes, supervisores e encarregados precisam mostrar que dão realmente valor a segurança. E precisam fazer isto com ações e eventualmente com cobrança, deixando claro que não aceitam o erro.

Dessa forma, deixam explicito que realizam suas ações da forma correta, assim vão impactar os mais próximos, que por sua vez vão impactar mais alguns e assim por diante.

As pessoas mudam mais facilmente quando sentem a necessidade de acompanhar o grupo em que atuam. E se esta informação vem de cima, será facilmente assimilada, incorporada e finalmente compartilhada.

Dá para pensar em segurança eficiente de outra forma? Se souber me avise!


Elon Silveira

| Palestrante e Comunicador | Ações para Sipat | www.alphatreinamento.com.br | (41)3618 9899 |

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