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Seja Mais Flexível E Assertivo Praticando A Auto-observação

Olá Pessoal,

Entre vários comportamentos que especialistas da área comportamental considera de sucesso certamente ser – Flexível e Assertivo – contribuem e muito para alçar grandes voos dentro das organizações e fora dela.

Um dado bem interessante é que a Auto-Observação, conceito prático da Programação Neurolinguística pode ajudar a desenvolver essas duas atitudes, fazendo a grande diferença na vida de qualquer profissional.

O que percebo, conversando com amigos, me relacionando no trabalho e lendo muito sobre o assunto, é que as pessoas, por mais que afirmam que são, nem sempre adotam atitudes flexíveis e assertivas.

Pelo contrário, muitas pessoas não levam a sério! Porem são dois comportamentos necessários e bastante exigidos no que se referem as nossas relações, na hora de uma promoção, indicação para assumir uma grande responsabilidade dentro e fora da empresa ou mesmo indicação para uma parceria de negócios.

No dicionário Aurélio, a palavra flexível tem significados interessantes, entre eles: 1-que se pode dobrar ou curvas. 2-Elástico. 3-Fácil de manejar; maleável. Entre outros.

Para ilustrar esta ideia da falta de flexibilidade, por exemplo, quando a liderança dá um feedback para um funcionário, sobre pontos a melhorar e que não é o esperado, este já pensa, sem total flexibilidade, que “está pegando no pé” ou “eu tinha certeza de que ela iria falar isso para mim”.

Será que este comportamento é de uma pessoa realmente flexível? Será que este funcionário está sabendo ponderar o que foi dito, refletir e buscar compreensão do que precisa aperfeiçoar para crescer onde está?
Com relação a assertividade, segundo Robert Alberti e Michael Emmons, autores do livro” Como se tornar mais confiante e assertivo”, significa que você é uma pessoa que tem firmeza e segurança nas suas atitudes.

Algumas vezes é percebível a falta desta atitude nas redes sociais, onde a troca entre amigos mais parece uma “troca de farpas”. É como se o espaço fosse para embater ideias e não para trocar ideias.
Isso fica muito nítido, em grupos de discussões, quando ocorre de outras pessoas não concordarem com a opinião de um ou de outro.

Outra situação importante acontece no Atendimento ao Cliente, onde o trabalho para informação e orientação é simultâneo e o cliente passa suas emoções e sente as emoções de quem o está servindo. É normalmente, nesta hora, quando o cliente reclama ou faz exigências de solução para o seu problema, que o funcionário, toma para si a responsabilidade de responder “a altura”. Ou seja, sem qualquer formalidade de respeito, sem reconhecer a importância do cliente para os negócios da empresa, ou mesmo sem qualquer interesse em prestar um atendimento humanizado, com isso buscando entender a situação reclamada e – simplesmente detona o cliente com sua “tal assertividade”.

É pena pessoal, mas é justamente neste momento, que algumas pessoas acreditam que precisam deixar de lado a sua flexibilidade e sair dizendo tudo o que pensam – Ou seja, agora vou ser assertiva, e me posicionar.

O que acontece com a falta desses comportamentos fundamentais:

O final de tudo isso, nós já sabemos onde vai dar – funcionário chateado com a liderança, desmotivado com seu trabalho. Colegas insatisfeitos com suas amizades. Profissionais que sentem diminuídos diante do posicionamento adotado por outro colega. O cliente, se já estava insatisfeito com o atendimento, não tem outra solução, se não levar sua conta ou seu rico dinheirinho para gastar com o concorrente da empresa.
O que as pessoas, muitas vezes não percebem é que este comportamento irracional – falta de flexibilidade e assertividade –se não for ponderado desqualifica as suas atitudes e, consequentemente seu comportamento não será o mais adequado.

E como mudar, como sermos mais flexíveis e assertivos?

Praticando a auto-observação.

A auto-observação não é uma atitude instantânea, ela surge da vontade de melhorarmos nossas relações como pessoa e como profissional. Praticar a auto-observação vem da ideia de trabalharmos, antes de tudo, a nossa auto-percepção.
A Programação Neurolinguística – PNL ensina que a nossa relação com o mundo ocorre através dos nossos sentidos, assim vemos, ouvimos e sentimos nossas experiências, em relação ao outro.

Com isso, é possível trabalhar associações perceptivas, posições associadas e dissociadas, que nos levem a adotar melhores comportamentos quando diante de determinadas situações.

-Associação perceptiva: Como a pessoa percebe sua comunicação e como ela interage com o outro.

-Posição associada: Ocorre quando a pessoa está plena de emoções, o qual pode ser de natureza confortável ou desconfortável.

Vendo, ouvindo e sentindo com seus olhos, ouvidos e vísceras.

-Posição Dissociada: Ocorre quando a pessoa está desprovida de emoção (dissociado) com se ela estivesse fora da experiência, como se fosse um simples expectador da experiência. Ou seja, ela apenas acompanha a experiência.

Com efeito, quando começamos a exercitar a “Associações Perceptivas – Associada e Dissociada”, ocorre uma transformação das nossas atitudes e começamos a prestar mais atenção em nós mesmos. Ficamos mais atentos às nossas palavras, tom de voz, postura corporal e seremos capazes de um maior controle emocional, acolhendo realmente a pessoa com quem fala.

Igualmente, praticando a auto-observação também saberemos o momento certo de nos posicionarmos diante de certas situações – sendo mais assertivos. Saberemos adotar uma postura mais serena, ouvindo com mais cuidado e atenção ao que está sendo colocado. Também passamos a ter uma percepção mais positiva da outra pessoa – seja tratando com nosso amigo virtual, colegas de profissão, lideranças ou mesmo o cliente da empresa.

Conclusão, praticando a auto-observação, é possível adotar comportamentos mais maleáveis, utilizando desta habilidade fundamental, para sermos assertivos e flexíveis, exercitando nosso verdadeiro direito pessoal.

Agindo assim, o sucesso com certeza acontece!

Forte abraço.

Vera Lucia Silva
Facilitadora Coach

Bibliografias relacionadas:

Como se tornar mais confiante e assertivo/Robert Alberti e Michael Emmons [Tradução de Marcos Santarrita]. – Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

Apostila da ABPNL – Programação Neurolinguística /PNL

Por: Vera Lucia

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