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Seminários De Práticas Educativas

OS SEMINÁRIOS DE PRÁTICAS EDUCATIVAS
No decorrer deste artigo empírico que retrata um estudo de caso busco clarificar as orientações descritas e as experiências vivenciadas durante a realização dos seminários de práticas educativas. Como tem sido orientado nas guias das disciplinas que integram a matriz do Curso de Licenciatura em Pedagogia onde são previstas cento e cinco horas de atividades complementares conforme recomenda a Resolução CNE/CP Nº1/2006 estas práticas visam aproximar fundamentos teóricos da dinâmica educativa neste curso de graduação. A carga horária específica para o desenvolvimento das atividades práticas está distribuída majestosamente em sete Seminários de Prática Educativa, dos quais há relatos individuais dos cinco primeiros e menção conceitual dos dois últimos, cada um deles de quinze horas aula. Portanto, intencionando o cumprimento de mais uma tarefa acadêmica em suas inúmeras exigências de reflexão individual e coletiva. Considerando os benefícios que este registro trará aos que compreenderem o caráter pedagógico que o propõe e a familiaridade com as suas próprias atitudes e lembranças. Considerando que a afeição dada às proposições pessoais aqui descritas, somadas a interpretação de cada leitor, seja proveitosa e dinâmica. Passo a descrever as experiências adquiridas na vivência dos seminários de práticas educativas, de maneira narrativa e sequencial.

INTRODUÇÃO
No primeiro seminário fui desafiado a dialogar com um artigo que tem como proposta suscitar reflexões sobre a questão do corpo e das ações de controle que se estabelecem no espaço escolar. Nele fora analisado o sentido do corpo nas relações construídas entre professores e alunos permeadas pelas concepções cartesianas presentes na sociedade e reproduzidas na escola. No segundo seminário fui levado a relatar sobre um artigo que apresentou uma reflexão sobre a arte, mostrando como ela é importante na formação da criança. Naquele foi exposto que assim como os outros componentes curriculares, a disciplina Arte é relevante no processo de formação do indivíduo. Que as aulas de Arte, assim como os professores, não precisam visar à formação de pintores, escultores ou peritos em artes, mas devem focar-se na busca por ampliar o conhecimento e sensibilidade dos alunos tornando-os indivíduos criativos e dinâmicos inseridos no contexto da sociedade. Engendrando no terceiro seminário, baseado nas informações colhidas, pode-se afirmar que um grande número de educadores desconhece a utilização correta dos materiais concretos/manipuláveis no ensino da matemática escolar. Percebi que esta utilização dos materiais concretos não é um fim em si mesmo já que o uso adequado na interiorização de ensinamentos é que trará resultado cognitivo. A perspectiva adotada por estes três primeiros seminários é a de que possamos contribuir com aspectos lúdicos e opções metodológicas das áreas disciplinares citadas por meio da aplicação do lúdico, das expressões artísticas ou raciocínios lógicos. Porém, com a participação no quarto seminário atestei que a aprendizagem por projetos ocorre por meio da interação e articulação entre conhecimentos de distintas áreas. Conexões estas que se estabelecem a partir dos conhecimentos cotidianos dos alunos, cujas expectativas, desejos e interesses são mobilizados na construção de conhecimentos científicos. Por meio daquele seminário, vi que os conhecimentos cotidianos emergem como um todo unitário da própria situação em estudo, portanto sem fragmentação disciplinar, e são direcionados por uma motivação intrínseca. Foi então ratificado por meio dele que cabe ao professor provocar a tomada de consciência sobre os conceitos implícitos nos projetos e sua respectiva formalização. Mas é preciso empregar o bom-senso para fazer as intervenções no momento apropriado. Trabalhar com projetos significa lidar com ambiguidades, soluções provisórias, variáveis e conteúdos não identificáveis e emergentes no processo. Dentro desta mesma temática, com a participação no quinto seminário dispus-me ao registro de um memorial de formação, subjugado pela violação da minha privacidade. A conclusão de tudo que foi revisto e descrito não se firmou nos fatos em si, mas ratificou-os como relatos pessoais que podem corroborar a desconstrução de paradigmas por muitos convencionados. Foi um momento de afirmação pessoal aquelas narrativas memoriais, pois me causaram profundas reflexões e nostalgia. Chegando ao sexto seminário percebi que este possuía características diferentes dos quatro primeiros seminários. Pois, as quinze horas daquela prática curricular seria cumprida através de diferentes atividades acadêmicas, culturais e científicas, ao longo de toda a formação acadêmica. Como o relato de um legado das informações adquiridas em várias linguagens, em atividades extracurriculares que iam sendo atendidas e catalogadas o sexto seminário teve por finalidade inserir-me na rotina cultural e acadêmica de formação continuada. Por fim, o sétimo seminário de práticas educativas é uma atividade que complementa aquelas feitas no sexto, embora se mostrem complementares, foi possível realizar as atividades daquele sem ter, necessariamente, concluído as atividades deste. Embora, ficasse aguardando a aprovação do sexto para ver a conceituação do sétimo.

1º SEMINÁRIO – CORPO E MOVIMENTO
Por alguma razão desconhecida me sinto pouco a vontade, para expor minhas memórias. Não que haja traumas irreversíveis nela a ponto de torná-la constrangedora, mas fico com a sensação de que muito do que exponho não passe de fantasias infantis. Há no olhar das crianças uma maneira diferente dos adultos de ver o mundo. Eu me recordo de algumas cenas de minha infância que não consigo pô-las em uma sequência lógica. Elas se apresentam como quadros isolados, sem identificação cronológica ou local e, é exatamente este fato que me confunde. Quase tudo daquela época em que grifava as primeiras garatujas me parece um sonho ou cena de filme. Dentre estes quadros, me vejo sentado em um banco de madeira, com os cotovelos apoiados em cima de uma mesa gigantesca, ao lado de outras crianças com idades equiparadas à minha. Não me lembro que tipos de atividades realizávamos ou como éramos instruídos naquela varanda/sala de aula, pois o áudio e a proximidade estão ausentes. Uma das coisas que sei é que esses foram meus primeiros contatos com a educação, diferentemente das crianças de hoje, que muitos pais assumem a etapa do letramento e antes mesmo de total consciência de si, algumas já conseguem distinguir cores, símbolos e até sentenças convencionadas pelos acordos gramaticais e ortográficos. Como sugeriu o primeiro seminário, hoje, são apontadas ações no contexto interdisciplinar escolar que possibilite vislumbrar a superação de paradigmas. E, tratando especificamente o campo da educação física, elaboram-se possibilidades no cotidiano escolar por intermédio de metodologias e conteúdos que proporcionem alternativas de mudanças comportamentais através do corpo pelo viés cultural, além de analisar a padronização estética como um dos componentes de controle social e escolar por razão do sentido de pertencimento de grupo e na formação das identidades, por intermédio da memória social. Aparentemente, a competição social não permite hoje que se perca muito tempo no prolongamento da infância e somos levados a incluir nossos filhos de dois ou três anos de idade nesta frenética concorrência do mundo dos adultos. Do que me recordo da minha educação inicial, e, sobretudo, comparando às rotinas da educação infantil de hoje o lúdico torna-se recorrente, pois gestos e expressões corporais são inteligíveis a qualquer idade. Na fase do meu letramento não identificava o que eu próprio escrevia, mas aquele ano de mil novecentos e setenta e nove era grifado diariamente em meu caderno. Aliás, naquela época nós tínhamos o hábito de fazer extensas atividades de repetição nas tarefas escolares no intuito de gravarmos o contorno das letras e adquirirmos o domínio no movimento da mão. Um processo bem mais alongado do que o de hoje que foi reduzido graças à maciça investida dos pais na pedagogia doméstica. As escritas não tinham sentido para mim, porém, as cantigas, par lendas, as interações ou mesmo danças e festivais foram imprescindíveis para o meu desenvolvimento cognitivo. Na época da minha infância, ler e escrever eram atividades inteiramente distintas e eu tinha uma desenfreada aflição por escrever mesmo que fosse algo impronunciável. Do instante em que as letras são decifradas e a leitura das palavras toma sentido, nos distanciamos um pouco da subjetividade. Como já foi dito: “a definição de algo, o limita.” E, talvez seja este o motivo de muita gente grande não esquecer a primeira professora ainda que se tenha sido educado em um regime ditatorial e opressivo. Um exemplo de que o lúdico perdura em minhas memórias são as aulas com a professora da quarta série. Sua maneira de envolver os alunos nas atividades servia para alimentar o gosto pela freqüência às aulas. Seus métodos tinham a ver com o contexto de vida, ou a vida tinha a ver com o que ela ensinava, ou aquela fase alvissareira era influenciada pela adolescência ou interação com os amigos, não sei ao certo. De concreto, relembrando a didática daquela educadora, me deparo com alguns trabalhos de grupo em que nos reuníamos nas casas uns dos outros, com uma coletânea de livros e recortes de jornais e revistas velhas, cartolina e papel almaço com a tarefa de expor os novos conhecimentos adquiridos. Havia certa competição entre os grupos e isso também servia de motivação para a busca de conteúdo. Tudo aquilo contribuiu para um fim proveitoso, mas ainda fico intrigado com a realidade de hoje onde o acesso à informação é tão facilitado pelas novas tecnologias, no entanto há uma multidão de pessoas excluídas socialmente. Uma das preocupações da educação formal hoje deveria ser a de capacitar e esclarecer aos alunos sobre a tomada de decisão, já que não damos conta da infinidade de informações que vem sendo vinculadas por aí. Exigindo muito mais habilidade na filtragem daquilo que recebemos. Aquela época, os alunos com maior desenvolvimento, facilidade de assimilação e dinamismo eram mais bem aceitos na constituição dos colegiados. Os desinteressados ficavam em segundo plano ou completavam os grupos quando cessavam as opções. Hoje, a maioria dos alunos se vale das redes sociais para interagirem. E, é pelo espaço virtual que, distantes uns dos outros, formam seus grupos de estudo e pesquisa possibilitando – de igual forma – o aprendizado coletivo. A mudança comportamental das pessoas reflete nas relações de todo tipo e o mundo estudantil também foi contagiado pelas novas tecnologias da informação, mas, esta não é uma notícia de todo ruim. Estamos todos em constante expansão. Principalmente aquele que estuda, que objetiva adquirir mais conhecimento, que deseja alargar sua possibilidade de respostas deve acompanhar esta dinâmica evolução mundial. Naturalmente, as aulas e palestras que ministro hoje, está agregado à contextualização de cada espaço e do público alvo que pretendo alcançar, porém os conceitos que foram ratificados àquela época insistem em submergir na minha rotina.

2º SEMINÁRIO – ARTE E EXPRESSÃO
Conduzido pelos estudos cada vez mais exigentes, acompanhava simultaneamente os acontecimentos do mundo e podia perceber a cultura se convergindo pela exigência de tolerância e a diversidade de expressões artísticas que eram vinculadas pelas novas tecnologias e pelas relações pessoais do mundo contemporâneo. Via as manobras ideológicas da política nacional e contemplava o direito ao voto no exercício da cidadania, porque algumas questões sociais começavam incomodar. Senti a influência econômica na vida das pessoas e procurei entender até onde minha leitura de mundo possibilitaria chegarmos com aquele regime capitalista. Enfim, aquela fase de execução do segundo seminário foi uma época em que as expectativas se ampliaram e minha participação social exigia que estivesse além de onde estava. Conseguira assimilar alguns conceitos da arte contemporânea, entretanto essa conquista não era motivo de muita alegria, pois aquele era um patamar muito aquém do que havia planejado. Naquelas horas, e em alguns acontecimentos memoráveis de hoje, contemplando as oportunidades passarem, vem à certeza de que as expressões humanas são um pressuposto para a colocação no mercado e no status social. A maioria das pessoas acredita que estudar arte amadurece o relacionamento, amplia a visão de mundo, estrutura os objetivos da vida se forem contextualizando as informações que recebem em sala ou mesmo fora dela. E isto leva a crer que o conteúdo disciplinar que se recebe no âmbito escolar não afeta a vida das pessoas mais do que a própria vivência de freqüentar as aulas, na interação com as pessoas dentro daquele espaço/tempo. Lá, além de discutirem-se fatos históricos, regras convencionadas de escrita e descobertas científicas, ouve-se uma infinidade de experiências de vida. E tudo aquilo serve como aprendizado. Um conhecimento muito além do conteúdo programático previsto na grade curricular. Por esta razão, vejo a freqüência à escola, e a sua participação na construção social como algo crucial para o desenvolvimento das pessoas. A escola é lugar de comunicar-se com o outro. Entretanto, toda expressão serve para fazer evoluir a pessoa humana e proporcionar a interação social. Sendo esta expressão uma arte voltada para a educação do desenvolvimento do indivíduo, da formação de seu senso crítico e afetivo, não devendo ser desvalorizada no ambiente escolar. Em algumas atividades curriculares as pessoas não são incentivadas a buscar dentro de si algo novo e criativo como a arte. A imagem que nos é passada, por vezes, é a de apreciação das grandes obras e não a do despertar da capacidade criadora. Para que isso ocorra, podemos como formadores de opinião, fazer uso em nossas práticas das linguagens artísticas (teatro, dança, música e artes visuais) que são carregadas de sentidos e fazem parte da condição humana, para desenvolver nos alunos a capacidade de se relacionar, de sentir e de assumir uma consciência crítica.

3º SEMINÁRIO – DESMISTIFICAÇÃO DA MATEMÁTICA
No terceiro seminário, ainda direcionado a um conteúdo específico do currículo escolar fui movido a um olhar diferenciado ao que conhecia sobre cálculos até ali, pois seu conteúdo é centralizado na área do ensino e aprendizagem de Matemática. Naquele seminário foi demonstrando que a utilização de materiais manipuláveis nas práticas docentes pode auxiliar no entendimento e resolução de problemas envolvendo as operações matemáticas; no dinamismo da rotina em sala através do uso de jogos ou trabalho com projetos; na interdisciplinaridade e contextualização dos conteúdos; na descoberta de significação para a aprendizagem matemática; na modelagem ou na investigação matemática; nas questões culturais e uma infinidade de outros conceitos. Dentre os quais, trabalharam-se os materiais concretos e jogos que envolveram os seguintes conteúdos matemáticos: Sistema de numeração decimal e as operações, composição e decomposição de figuras, números racionais e suas diferentes representações, resolução de problemas, classificação de figuras geométricas: planas e espaciais, agrupamento, classificação, seriação e sequenciação. Na finalidade deste terceiro seminário vislumbrava-se a ideia de contribuir com alternativas metodológicas para o ensino e aprendizagem de matemática na formação dos futuros professores articulando teoria e prática no uso de materiais concretos (manipuláveis) e jogos no ensino e aprendizagem de matemática; Identificando semelhanças e diferenças no trabalho com jogos e materiais concretos (manipuláveis); Percebendo as diferentes possibilidades nas propostas apresentadas utilizando materiais concretos manipuláveis e jogos; e, identificando e utilizando características de atividades de investigação matemática em sala de aula. Evocou-se, por aquela prática, a teoria de Dienes ZP e EW Golding versando sobre os primeiros anos em matemática, baseado na obra do Projeto Matemática Adelaide, 1962-1964 – Grupo de Estudo Internacional de Matemática Aprendizagem. Onde se lê que:
“A experiência deveria preceder a análise, ou seja, as experiências cuidadosamente escolhidas pelo professor sustentariam o fundamento sobre o qual estaria baseado o aprendizado matemático.” (Dienes – 1070).
Esta não relação com os conceitos que vem sendo trabalhados com materiais manipuláveis tem dificultado a aprendizagem, e criado comprovada ojeriza ao ensino/aprendizagem da matemática. Inclusive há atividades envolvendo materiais concretos que podem trazer resultados negativos à aprendizagem. Para Matos e Serrazina (1996), os adultos conseguem relacionar estes conceitos, no entanto, isso não é garantia de que com a criança aconteça o mesmo. Exemplificando a ideia produtiva citei à época a Escala de Cuisenaire e o Tangram e suas inumeráveis formas de aplicação e atividades. Ao primeiro olhar, a complexidade na constituição e quantidade de peças irá requerer um tempo excedente na familiarização daquele material. Ora, no agravamento de uma grande quantidade de alunos em sala, o professor se verá limitado apenas a apresentação das barras e peças. Isto poderá se repetir por semanas, até que os alunos se interessem e o professor se localize, tornando proveitosa a manipulação do material. Não basta saber manuseá-las sem entender o conceito do que está sendo demonstrado e construído. Portanto, a relevância na construção de novas atividades envolvendo o material concreto/manipulável dará ao educador inúmeras possibilidades de interação com seus educandos, e estes – igualmente – serão facilitados na compreensão de conceitos e construção de novos saberes. Felizmente, aprendi com o terceiro seminário representar para os alunos algumas operações com frações, habilitá-los na concretização destas operações e ajudar na construção e aplicação dos conceitos matemáticos. Na prática escolar, iniciando com a apresentação do material concreto (disco de fração) reorganizarei os alunos em grupos de maneira que pude assisti-los melhor. Falando ao grande grupo executei algumas operações descrevendo o passo-a-passo até que todos assimilassem o conceito da aprendizagem. Por fim, incitei para que, partindo destes novos conceitos, cada grupo realizasse uma operação diferenciada. Com aquela atividade eles desmistificaram a ideia de que as operações com frações são incompreensíveis e ainda puderam ter a concretização de valores, até então, imperceptíveis na prática. Uma das grandes questões no ensino/aprendizagem da matemática é o mito que se criou a respeito de sua complexidade. Complexidade esta gerada por razões diversas, sobretudo às errôneas interpretações de seus conceitos. A de convir que o contínuo despreparo de educadores contribua para a ojeriza aos números e problemas matemáticos, deixando inúmeras pessoas traumatizadas ante a formulação de um cálculo qualquer.
O material concreto/manipulável que utilizei na atividade proposta pelo terceiro seminário foram os discos de fração. E foi disponibilizado para a elaboração da aula/exercício o seguinte: Um disco inteiro representando o todo, outro disco dividido em duas partes representando duas metades, outro dividido em três partes simbolizando três terços, e assim sucessivamente. Salvo outras menções, facilitando a visualização das operações que estavam sendo executadas e comparações entre as partes. Entretanto, evidenciou-se a cautela recorrente naquela apresentação do disco de fração por causa da limitação em operá-lo. Supôs-se que o público alvo terá a tendência de apegar-se em demasia ao concreto, tornando o disco um fim em si mesmo e se tornar cansativo descobrir outras opções de construção de conceitos. Isto posto, ratificou-se a necessidade de uma boa aplicação de qualquer um dos materiais concreto/manipulável sugeridos naquele encontro, porque eles não são – nem poderiam ser – automaticamente eficazes na construção de novos saberes.

4º SEMINÁRIO – APLICAÇÃO DE PROJETOS.
A prática pedagógica por meio do desenvolvimento de projetos, como fora discutida no quarto seminário, é uma forma de conceber educação que envolve o aluno, o professor, os recursos disponíveis, inclusive as novas tecnologias, e todas as interações que se estabelece no ambiente escolar, denominado socialmente como ambiente de aprendizagem. Este é criado para promover a interação entre todos os seus elementos, propiciar o desenvolvimento da autonomia do aluno e a construção de conhecimentos de distintas áreas do saber, por meio da busca de informações significativas para a compreensão, representação e resolução de uma situação-problema. Fundamenta-se nas ideias piagetianas sobre desenvolvimento e aprendizagem, inter-relacionadas com outros pensadores dentre os quais destacamos Dewey, Freire e Vygotsky. Trata-se de uma nova cultura do aprendizado que não se fará por reformas ou novos métodos e conteúdos definidos por especialistas que pretendam impor melhorias ao sistema educacional vigente. É uma mudança radical, que deve tornar a escola capaz de atender às demandas da sociedade; Considerar as expectativas, potencialidades e necessidades dos alunos; Criar espaço para que professores e alunos tenham autonomia para desenvolver o processo de aprendizagem de forma cooperativa, com trocas recíprocas, solidariedade e liberdade responsável; Desenvolver as capacidades de trabalhar em equipe, tomar decisões, comunicar-se com desenvoltura, formular e resolver problemas relacionados com situações contextuais; Desenvolver a habilidade de aprender a aprender, de forma que cada um possa reconstruir o conhecimento, integrando conteúdos e habilidades segundo o seu universo de conceitos, estratégias, crenças e valores; Incorporar as novas tecnologias não apenas para expandir o acesso à informação atualizada, mas principalmente para promover uma nova cultura do aprendizado por meio da criação de ambientes que privilegiem a construção do conhecimento e a comunicação. Pois:

“A educação é projeto, e,mais do que isto, encontro de projetos; encontro muitas vezes difícil, conflitante, angustiante mesmo; todavia altamente provocativo, desafiador, e ,porque não dizer, prazeroso, realizador.” Celso Vasconcellos

Portanto, considerando os recursos epistemológicos que englobam o mundo acadêmico, no que se refere a aproximação da teoria e prática educacional; Considerando a busca por uma aprendizagem crítica e saberes relevantes da atualidade, onde a diversidade de conhecimento não está restrita à disciplinas isoladas ou sem contextualidade na vivência dos educandos; Considerando que há a proposta de relatar individualmente as impressões e experiências obtidas no encontro daquele quarto seminário de práticas educativas no pólo de Belford Roxo: Descrevo a seguir os passos que se deram na construção do entendimento sobre a utilização de projetos na prática docente, no cuidado para que estes não sejam meros substitutos dos conteúdos previstos nas diretrizes da educação brasileira.
Como previsto pela coordenação daquela disciplina as atividades do encontro no pólo clarificaram o conceito de projeto valendo-se de argumentos teóricos, viabilizando de maneira conjunta a discussão da prática docente na vivência de cada um. Meu grupo de trabalho optou, então, pelo “Projeto do Bonde”. Motivados pelo acidente ocorrido em agosto quando ficou em evidência não só o descaso governamental na manutenção daquele transporte público e patrimonial, mas também a passividade social – no decorrer do tempo – que há em quase todos que fazem uso cotidiano daquele meio de transporte. Portanto, na objetividade de ativar a construção de uma política pública mais compromissada com o bem estar social, assim como, elevar a autonomia e criticidade do cidadão comum é que desenvolvemos o roteiro proposto pelo grupo e explicitado na sequencia deste relatório.
Chegamos a um consenso que cada docente desenvolve sua prática de forma particular e construtiva pela razão de que esta responde a contextualidade de cada ambiente e época. O espaço/tempo da prática docente se realiza na convivência e aplicação de metodologias adequadas a cada realidade, a despeito da qualidade na formação acadêmica. No entanto, quase sempre é possível também identificar – e até mensurar – formas mais profícuas na busca por interiorização e construção de saberes. Para este fim didático alguns docentes fazem uso desta ferramenta – projeto – dinamizando o ambiente escolar e extrapolando os conteúdos aprendidos no dia à dia da sala de aula. E foi sob esta égide que o Grupo Novo Tempo iniciou os trabalhos do projeto sobre o bonde de Santa Tereza refletindo a seguinte problematização: “Porque em uma cidade moderna ainda existe bonde?”
Em um primeiro momento pareceu-me que os verbetes “ainda” e “moderna” davam uma conotação de que os avanços tecnológicos dos nossos dias, não comportam a utilização do bonde elétrico como transporte coletivo – sobretudo sendo único dispensado à população – em um bairro, como Santa Tereza, com aquele perfil socioeconômico dentro da cidade do Rio de Janeiro. Sob este aspecto a problematização apresentava-se tendenciosa a rotular como inadequado o bonde elétrico como meio de transporte atual.
A história do bonde e dos Arcos da Lapa, desde a sua implantação até o funesto acidente; sua importância social e utilidade pública dentro da comunidade de Santa Tereza; seriam os questionamentos norteadores – para serem trabalhados dentro da dinâmica do roteiro. Por isso iniciei a pesquisa pela “grande rede”, localizando com facilidade inúmeras cronologias que contavam o progresso do sistema ferroviário carioca. “On line” deparei-me com uma infinidade de vídeos – amadores e profissionais – que me familiarizaram com o dia-a-dia do funcionamento do bonde em Santa Tereza. Até os noticiários destes dias que mostravam incansavelmente as reportagens sobre o acidente de agosto enriqueceram sobremaneira minhas pesquisas. Entretanto, todo este arsenal de informações não foi suficiente para esclarecer todas as questões levantadas pelo grupo. A utilidade pública dentro da comunidade seria mais facilmente entendida com o trabalho de campo e as visitações. Naquele tempo, prejudicadas pela suspensão “temporária” do funcionamento do bonde em Santa Tereza e demais motivações sensacionalistas da mídia. Diante do impedimento da ida ao local, por conta dos motivos já mencionados partimos para a busca de registros históricos na tentativa de entender melhor a existência do Bonde de Santa Tereza. Percebi que além do valor cultural (pois Santa Tereza preserva muito do Rio Antigo) e do charme que erradia nos transportando à outros ares mais singelos do que aqueles da cidade grande, a economia de lá estaria tremendamente adaptada à permanência e funcionamento do bonde, já que as ruas estreitas acrescidas de trilhos e redes elétricas exigia mais atenção no tráfego por não possuir sinalização eletrônica. Ouvimos relatos de que os moradores da localidade viajam deliberadamente sem pagar e os motorneiros eram coagidos e desrespeitados no desempenho de suas funções. Foi interessante refletir à época que apesar do péssimo estado de conservação dos bondes a imprensa noticiou que quantias públicas exorbitantes foram gastas na administração daquele sistema.
Seguindo o roteiro proposto meditamos em todos aqueles dados históricos (cronológicos) que tivemos acesso em nossas pesquisas. Evidentemente não seria proveitoso se deter somente ao fator cronológico da história do bonde. Pois, os saberes acumulados devem servir de base para reflexões críticas e intervenções na realidade cotidiana. Aliás, a maneira como fomos inseridos na construção do projeto ajudou na interiorização de muitos detalhes obscuros antes das pesquisas. E, esta interferência propõe a idealização de – em um futuro próximo – repassar a história de construção do bonde aos alunos. E olhando toda aquela progressão tecnológica desde os veículos puxados por animais até os últimos modelos, pensaríamos no espaço – ou melhor, na adaptação e transformação do espaço – que estas mudanças impõe. Constataríamos que a geografia da região, mais especificamente o Morro de Santa Tereza se tornou um patrimônio cultural, e a população convive aquela atmosfera peculiar das cidades históricas. Também seria por este viés geográfico que exporíamos as inúmeras fotos e vídeos aos alunos, fazendo-os perceber as especificidades de cada cenário naquela metamorfose espacial. Ainda que a arquitetura das construções nos reporte aos séculos passados.
E pensando em arquitetura (formas) e séculos (números), foi que contemplamos a necessidade de conhecimentos matemáticos dentro do projeto. A estatística que controla o tráfego e a administração financeira do sistema evocariam estratégias e cálculos para a melhor compreensão e aplicação destes conteúdos previstos nas diretrizes. O volume de passageiros transportados dentro de um período, os custos da manutenção dos equipamentos e salários dos funcionários… Tudo isso daria suporte para incontáveis problemas de lógica matemática, e possibilitariam uma gama de atividades em quase todos os níveis de aprendizagem.
E, se a idéia de interdisciplinaridade estiver de fato presente poderíamos apelar para o sistema elétrico que faz o bonde andar, e nivelarmos bons ou ruins condutores de eletricidade ou outras questões envolvendo as leis da física; Refletir sobre olhares artísticos vinculados àquele patrimônio cultural; Interpretar inúmeros textos produzidos em torno da temática do bonde, transporte, pessoas, etc; Ou construção de outros textos de diversos estilos… Enfim, o que tornam ilimitados o alcance e envolvimento disciplinar de um projeto é a curiosidade dos seus pesquisadores. É como tomamos conhecimento no texto de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida (PUC/SP, Julho, 1999):
“Esta nova cultura do aprendizado deve possibilitar a escola a atender as demandas de seu contexto social; Considerar o potencial dos alunos e criar espaço para processos de aprendizagem de forma recíproca; Desenvolver interações, comunicação, iniciativa, crenças e valores; E, incorporar novas tecnologias”.
Quanto às indagações postas no dia do seminário, presumimos que o projeto fora envolvente e motivador já que objetivava a participação de todos e buscava, de fato, dinamizar o aprendizado. Por meio dele desenvolveu-se a criatividade uma vez que possibilitou variáveis e flexíveis soluções de uma problemática. Obviamente, não seria em todos os projetos que a família do educando participaria de forma direta, como aquele que apresentamos. Entretanto, como ele fora trabalhado a partir de uma dificuldade e requeria dedicação, compromisso, organização, pois provocou inquietações, resgate e transformações, foi perfeitamente aceitável que a família seja alcançada de alguma maneira. O projeto poderia ser desenvolvido em um curto ou longo prazo, em escola pública ou privada, pois o questionamento e planejamento eram feitos a todo o instante e deveria ser desenvolvido em todos os níveis de ensino. Por fim, a introdução do projeto no currículo escolar, com uso e aplicação de novas tecnologias traz resultados profícuos na atuação da escola, dentro de uma sociedade. Portanto, na função de consultores, articuladores, mediadores, orientadores, especialistas e facilitadores do processo em desenvolvimento pelos alunos dentro de um projeto, cabe-nos criar um ambiente de confiança que respeite as diferenças e encorajem o reconhecimento das potencialidades e limitações de cada um. A fim de que os educandos tornem-se autônomos e críticos, munindo-os da capacidade para articular informações com conhecimento. De gerenciar seu próprio desenvolvimento tornando-os participantes e interventores do contexto em que vivem. Sendo aquela disciplina do quarto seminário altamente dinâmica, pressupus algo que se mostrasse mais uma ferramenta do fazer docente. Esperava – como muitos outros alunos – algumas idéias de como aguçar a participação dos discentes e receber, de maneira automática as congratulações por deixar a escola mais atualizada e integrada na vivência de todos. Isto, antes do aprendizado com os teóricos como Celso Vasconcellos, Fernando Hernández e Montserrat Ventura, Antoni Zabala e Ivani Fazenda, Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida ou mesmo o Caderno da TV Escola do Ministério da Educação e do Desporto e ainda, outros textos disponibilizados pela equipe de tutores. Somados a estes, o encontro para palestra no Pólo de Belford Roxo, mais as interações com os colegas do grupo, consolidavam o arsenal educativo suficiente para a construção de um novo saber sobre a aplicabilidade dos projetos educativos. Diferentemente da perspectiva compartimentada nesta perspectiva dos projetos de trabalho há um enfoque globalizador e o conhecimento se apresenta como instrumento que interfere na compreensão da realidade. Pois os conteúdos disciplinares são visto dentro de uma realidade que lhe dão sentido e possibilitando a flexibilidade do tempo e do espaço escolares.

5º SEMINÁRIO – CONSTRUÇÃO DE UM MEMORIAL.
O que fora proposto pelo quinto seminário de práticas educativas foi a construção de um memorial de formação. Ouvimos dizer à época que a história é feita com o tempo, com a experiência do homem, com suas histórias, com suas memórias. E, ainda, que a profissionalização do Magistério, pela qual tanto lutamos, não aconteceria de uma hora para outra, sem investimento na melhoria das condições de trabalho e da formação profissional dos educadores ou sem um processo de transformação da cultura predominante, de velhas ideias, de práticas cristalizadas. Portanto, naquele relato pessoal foram descritos os primórdios da vida estudantil, os efeitos da participação ou ausência familiar no processo de educar, algumas interações sociais, a maturação de conhecimentos, a possibilidade de aprendizado fora do contexto escolar e o ganho comunitário pela existência da escola. Fora explicitado no seu decorrer uma evolução do amor próprio, do conhecimento interior e das frustrações, por conta, de decisões errôneas que serviram de marco situacional. Como foi visto:
‘Estou a tentar explicar o que consiste escrever, ter um determinado estilo. É preciso que isso nos divirta. E para nos divertir torna-se necessário que a nossa narração ao leitor, através das significações puras e simples que lhe apresentamos, nos desvende os sentidos ocultos, que nos chegam através da nossa história, permitindo-nos jogar com eles, ou seja, servir-nos deles não para os apropriarmos, mas pelo contrário, para que o leitor os aproprie. O leitor é, assim, como que um analista, a quem o todo é destinado.’ Jean Paul Sartre.

E esta destinação foi direcionada aos tantos outros que se deparar com este registro. Pois, desde a Pré-História o homem busca se comunicar através de desenhos nas paredes das cavernas, rochas ou árvores. Através daquele tipo de representação (pintura rupestre), trocavam mensagens, passavam ideias e transmitiam desejos e necessidades. As formas de escrita evoluíram no desenrolar dos séculos, mas conservam as mesmas utilidades até o dia de hoje: Comunicar! O que já é sabido é que todo mundo se expressa de alguma forma. Mesmo que essa expressividade acabe confundindo mais do que esclarecendo, tudo de intencional que se pretende repassar aos outros. Quer sábio, quer estulto. Sob o poder dos habilidosos, então, a escrita torna-se ferramenta de construção e manobra. Por ela, coisas complexas tornam-se comuns, e o simples é revestido de uma deformidade criptográfica tamanha que será capaz de mudar o ânimo das pessoas e desconstruir conceitos. Quando algo é escrito torna-se limitado, ainda que seja infinito; define-se, mesmo que seja constituído de coisas abstratas.
Como escritor queria ser capaz de construir textos que tem importância para a humanidade e que continuem “falando” mesmo após minha partida. Entretanto, a escrita é a forma mais cruel de exposição do escritor. E os menos cautelosos, como eu pressupõem que seus registros abranjam a comunidade como um todo, a todo o tempo. Isto não é possível, porque a escrita tende a limitar o ilimitado visualizando uma só faceta dentre tantas outras possíveis. Sendo assim, uma das coisas que aprendi com estes registros é que não devemos confundir a liberdade de interpretar com a responsabilidade de escrever. Escrever exige estudo de casos e interação com seu tempo, ainda que seja a narrativa da própria vida.
Outra ideia foi evidenciada, nesta narrativa das vivências e participação nos seminários de práticas: A aprendizagem é contínua fazendo a vida passar rápido demais ao narrarmos. A aprendizagem acontece o tempo todo, em qualquer espaço e diante de inúmeras situações e sentimentos. Ela, por vezes, se apresenta anterior a uma ação e em outras, posterior. Geralmente, a aprendizagem que antecede as ações nos dá mais liberdade de escolha. Um diferencial na aprendizagem é o objetivo que se propõe ao ensinar, e, é aí que o espaço/tempo tem grande interferência, na exclusividade da sala de aula. Às crianças ensinamos a percepção aos estímulos, ao adolescente interação com o mundo, ao jovem raciocínio lógico, ao adulto resiliência e ao ancião entusiasmo. Entretanto, toda a aprendizagem serve para fazer evoluir a pessoa humana e proporcionar a interação social.
Por fim, presumo ter sido claro na descrição de minha trajetória até aqui. Mais que isso, ter levado à lembrança de suas próprias memórias outros que tiverem acesso a estes registros. Mas, acima de tudo fica o sentimento de gratidão aos idealizadores deste mecanismo de reconhecimento pessoal e reflexão íntima. Dando fim à narrativa que seguirá ininterrupta em meu cotidiano, faço coro com o mestre Antonio Carlos Jobim:

“Tem dias que eu fico pensando na vida, e sinceramente, não vejo saída. Como é, por exemplo, que dá pra entender: A gente mal nasce e começa a morrer?” TOM JOBIM.

6º SEMINÁRIO – EDUCAÇÃO CONTINUADA.
Já haviam se passado quase dez anos que concluíra o ensino médio e desde então vinha protelando seguir com a vida acadêmica. Via os companheiros se formando – ou se profissionalizando – mas, resistia acomodado à situação financeira e rotina familiar. Observava ainda outro detalhe: minha jornada de trabalho era muito extensa e minha situação econômica estava má. E, por causa do tempo afastado da sala de aula, não tinha esperança de ser aprovado em nenhum vestibular ou concurso público. Então seguia a vida sem projetos audaciosos ou perspectivas. Só com sonhos. Nos dois anos anteriores a graduação as coisas haviam se agitado um pouco: Participei de alguns cursos de qualificação profissional, retomei o curso do pré-vestibular, ganhei mais um filho… E aí, não teve jeito. Fui impulsionado a levar as coisas mais a sério. Comprei livros – ou melhor, uma enciclopédia – procurava me atualizar em alguns assuntos vinculados pela mídia, navegando na grande rede e cultivando a cibercultura. Montei um blogger, com o objetivo de continuar lendo e escrevendo… A conclusão momentânea: Passei no vestibular da Cederj! Tornei-me calouro da turma de pedagogia! Todo o trabalhoso ardor que fora reunir a documentação necessária para inscrição e matrícula, dentro do prazo – com risco de perder a vaga – era só um presságio do que ainda viria pela frente. Eu me senti como um menino quando ganha a primeira mesada, e fiquei admirando as notas minuto a minuto. Mesmo que encontrasse desafios maiores e objetivos bem mais definidos adiante, queria que tudo parecesse novo, embora preservasse a ideia de que dependemos uns dos outros e os relacionamentos são a chave para o sucesso.
Por conta das atividades deste sexto seminário, descrevi a formação profissional de maneira bem eclética, mas, direcionada pelas circunstâncias e oportunidades que foram se apresentando ao longo da vida. Participei de um curso de 40 horas de aula prática e teórica em Windows XP Profissional, Microsoft Word, Microsoft Power Point, Microsoft HTML, Microsoft Excel e Visual Basic For Applications. Assuntos que se tornaram ferramentas básicas de trabalho em ambientes educacionais ou profissionais. E também de outro curso de 30 horas de aula prática e teórica em Microsoft Excel Avançado e Visual Basic For Applications Avançado. Ferramentas que tem se mostrado recorrentes no dia à dia. Participei de um Curso de 16 horas que habilitou o ingresso na Brigada de Combate à Incêndio dentro da Organização. Foram discutidas técnicas de combate ao fogo e sua composição histórica e química, classificações de incêndios e métodos de extinção, e conhecimentos básicos sobre agentes extintores.Também noções de primeiros socorros. Também um curso de 5 horas que gira em torno de argumentos motivacionais dentro das organizações e outro curso de 20 horas onde foram debatidas questões de relacionamento interpessoal e comunicação empática visando melhoria no ambiente organizacional. Foram evocados conceitos como percepção do “outro” e técnicas de comunicação eficaz. Participei também de um curso de 5 horas que reinterou métodos de pesquisa, captação de conhecimento e avanços científicos em áreas de convívio mútuo. Fui aceito como colunista de um portal que reúne vários pensamentos na área dos recursos humanos nas organizações. Os colunistas deste site apresentam artigos que servirão para inúmeras situações educacionais dentro das empresas. Esses artigos são distribuídos por assuntos e acionados conforme a demanda de cada organização para motivar, instruir, orientar ou dinamizar a participação dos colaboradores internos. Apresento, neste memorial, um artigo que teve grande repercussão à época, dentro do sindicato de transporte. Porque serviu de motivação para muitos rodoviários que resolveram dar continuidade aos estudos. Participei da primeira semana acadêmica que o polo realizou, com os alunos da primeira turma de graduação do município. Teve a presença do Sec. Mun. de Educação de Belford Roxo em muitos eventos, inclusive, alguns colegas de turma também tiveram participação como palestrante. Participei da aula inaugural de cada período, pois considero que esta se mostra como marco inicial para o graduando. A particularidade de cada turma faz o evento tornar-se memorável. Realizei uma visita ao Encontro anual dos professores de sala de leitura e bibliotecários que ocorreu no Museu da República/RJ com a promoção de vários debates, exposição e lançamentos de livros e atividades diversas. Tive uma participação no Fórum ABRH-RJ – onde inúmeros profissionais da área de gestão de pessoas discutiram metodologia para desenvolver talentos dentro das organizações e viabilizar a permanência prolongada dos colaboradores dentro das empresas. No fórum também foram discutidas estratégias motivacionais. Realizei um passeio cultural que proporcional a apreciação de um bairro tão antigo quanto a cidade. Totalmente transformado em Área de Preservação do Ambiente Cultural – APAC, rico em lendas e importantes passagens na formação cultural do Rio de Janeiro e mesmo do Império e da República. Possuidor de um imenso e importante acervo arquitetônico e paisagístico, com diversos bens tombados e preservados e um estilo de vida comunitário que o isolamento geográfico guardou com carinho. Assisti a várias sessões de cinema: O homem de ferro, A hospedeira, De pernas pro ar, Vai que dá certo e João e Maria foram alguns dos filmes apreciados. Uma diversão ao alcance de todos. E, dentro da minha rotina de trabalho, na área de Treinamento e Desenvolvimento do Recursos Humanos, realizo o Curso de Legislação de Trânsito onde são apresentados Artigos legais específicos para o melhor desempenho dos motoristas, no tráfego em que foram constituídos os itinerários da empresa, quando é feita uma leitura mais atentas às orientações da Lei de Trânsito Brasileira. Realizei também o Curso do Programa 5 ‘S’ em uma instituição filantrópica do meu bairro quando foi reunido um grupo de pessoas (Adolescentes, jovens, adultos e anciões) foram discutidos os conceitos do Programa 5 ‘S’. Este é um programa educacional que é constituído por cinco conceitos: Seleção, Organização, Limpeza, Higiene e Autodisciplina. Esses conceitos foram contextualizados na rotina dos ouvintes.
Por conseguinte, cabe mencionar ainda, que a atuação no processo de desenvolvimento de pessoas, e demais atividades educacionais que participei na empresa ou na vida pessoal não possuem comprovantes físicos ou recibos, porém, a despeito de serem descritas nos documentos anexos deste artigo, agregaram valor à minha leitura de mundo.

7º SEMINÁRIO – O CURRÍCULO NA PLATAFORMA LATTES.
As atividades proposta para o sétimo seminário pressupõem interatividade com a vida acadêmica direcionando o aluno participante na construção do seu currículo Lattes e artigo acadêmico. Dentre os procedimentos para aprovação estão: O estar aprovado no 6º Seminário de Práticas Educativas; Cadastrar seu currículo na Plataforma Lattes e incluir a produção apresentada no 6º Seminário de Práticas Educativas e enviar o link deste cadastro através do email da plataforma Cederj; Enviar por email da plataforma a ficha de inscrição onde consta a modalidade de trabalho que deseja escrever; Enviar por email da plataforma a apresentação em forma de slides se for comunicação cientifica ou relato de experiência, se pôster entregar para expor no polo. Porém, você só será considerado aprovado quando concluir o quadro de atividades solicitado no 6º Seminário e cadastrá-lo no seu Currículo Lattes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ABNT – Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação Information and documentation — Academic work — Presentation – NBR14724.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS – Dicas para o trabalho final – Artigo Acadêmico.

Material Cederj; Fundamentos da Educação 4 volume 1;

Parâmetros Curriculares Nacionais;

Texto Corpo e controle no cotidiano escolar. Professor Marcos Santoro;

Texto: Prática Pedagógica Como Prática Cultural
Leda Guimarães
Universidade Federal de Goiás

Texto: RITOS CORPORAIS ENTRE OS NACIREMA – HORACE MINER

Texto:A IMPORTÂNCIA DA ARTE PARA A FORMAÇÃO DA CRIANÇA
Daniela Cristina Coleto1

Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: arte – Brasília, 1997.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância. TV na escola e os desafios de hoje. (s/d). Disponível em .http://www.tvescola.ufms.br/atividades4.htm Acesso: 02 de abril de 2010. “Cadernos de TV escola”,
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-praxis-pedagogicas/GEST%C3%83O/orientacoes%20para%20elaboracao….pdf

História
http://www0.rio.rj.gov.br/riotur/pt/atracao/?CodAtr=1410

Ciência
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xvii/sys/resumos/T0193-1.pdf

Geografia
http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl

Língua Portuguesa
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/2983134

Urbanismo
http://www.bndespar.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/livro_setorial/setorial12.pdf

http://autos.culturamix.com/curiosidades/a-importancia-do-bonde-eletrico

Obra literária
http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/metis/article/view/722
http://www.proinfo.gov.br/didatica/testosie/txprojeto.shtm

Vídeos Assistidos:
Passeio
http://www.youtube.com/watch?v=2uN_j1YU_rQ&feature=fvst

Reportagem da TV Bandeirante
http://www.youtube.com/watch?v=9YmxKdxNfbk&feature=related

Transporte Perigo
http://www.youtube.com/watch?v=3SaIiY9-7JM&feature=related
Rio antigo
http://www.youtube.com/watch?v=vzqdo95-i9w&feature=fvwrel

Texto: Eu trabalho primeiro o concreto. Revista de Educação Matemática, anos 9-10. São Paulo: SBM/SP. 2005.
Apostila: 3º seminário de Práticas Educativas

GUEDES-PINTO, Ana Lucia. Memorial de Formação – Registro de um percurso. http://www.fae.unicamp.br/ensino/graduacao/downloads/proesf-AnaGuedes.pdf
FREIRE, Valéria Pinto, LINHARES, Ronaldo Nunes. O Memorial como prática avaliativa na formação de professores em EAD. http://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/32/26
PRADO, Guilherme do Val Toledo, SOLIGO, Rosaura. Memorial de Formação: quando a memórias narram a história da formação… http://143.106.116.5/ensino/graduacao/downloads/proesfmemorial_GuilhermePrado_RosauraSoligo.pdf
RODRIGO, Lídia Maria. O Memorial acadêmico: uma reconstrução póstuma do passado. http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/rdp/article/view/47/56
Biografia de Monteiro Lobato http://www.e-biografias.net/monteiro_lobato/
Biografia de Adélia Prado http://www.e-biografias.net/adelia_prado/

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