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Senado discutem a PLS 439, que retira a psicologia do RH

Representantes de Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul – CRP14/MS, estiveram hoje (07), na Associação Comercial de Campo Grande, com o senador Pedro Chaves. Na pauta, a discussão sobre Projeto de Lei PLS 439/15, que dispõe sobre o exercício de atividades nos campos da Administração e retira a Psicologia da atuação na área de Recursos Humanos.

As Conselheiras Marilene Kovalski e Jaciane Rodrigues destacaram os prejuízos que a aprovação do projeto no Senado pode acarretar, pontuando que O PLS 439 vai na contramão da interdisciplinaridade que enriquece as discussões e processos de trabalho.

O senador Pedro Chaves compreendeu a importância da pauta  e se mostrou aberto a auxiliar a categoria no Senado Federal.  Para ajudá-lo, o CRP14/MS vai elaborar um documento embasando a necessidade da atuação da/o psicóloga/o na área de RH. Além disso, o Conselho fará uma articulação junto ao Conselho Federal de Psicologia para que a entidade reforce a representação da categoria profissional em Brasília.

Nova call to action

Enquanto isso a mobilização nas redes deve continuar. O Senador ressaltou que é muito importante que as pessoas acessem o portal de cidadania do Senado e votem na consulta pública, manifestando-se contrariamente ao que está sendo proposto pela PLS 439. O resultado da consulta pode influenciar a tramitação do projeto dentro da casa.

Para votar na consulta pública acesse: https://goo.gl/8NszSE .

Entenda o caso
A PLS 439 discorre sobre as atividades do Administrador. Em seu texto, determina-se como exclusivas a profissionais formados em Administração as atividades na área de Recursos Humanos, tais como: organização de processos seletivos e concursos públicos, administração hospitalar e serviços de saúde, magistério e perícias em gestão das organizações, avaliação de desempenho de pessoas e consultoria em organizações e elaboração de planejamento estratégico.

Na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho consta que, para profissionais de Recursos Humanos, é requerido escolaridade de ensino superior, e para Gerente de Recursos Humanos, nível superior completo, formados em qualquer ramo do conhecimento, com experiência ou formação complementar predominante nas áreas de Psicologia ou Administração.

Fonte: site crpms

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Por: Solides Tecnologia

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Jesus Ramiro
Jesus Ramiro
5 anos atrás

Acredito e defendo a interdisciplinaridade. Porém, fato é que toda profissão tem limites de atribuições e atividades que a ela são exclusivas, do contrário não seriam profissões e sim meras rotinas ou atividades. Toda construção deve ter um engenheiro responsável registrado no CREA, toda orientação médica é restrita ao médico regularizado. Por força de lei somente contadores podem assinar demonstrativos empresariais, e por aí seguem outros exemplos. Porém, todos com superior completo podem prestar um concurso público para Analista Administrativo. Ninguém responde tecnicamente pela Administração de uma empresa. É nessa linha que o projeto está. O Psicólogo poderá continuar exercendo… Read more »

Joao Paulo Bahia Ferreira
Joao Paulo Bahia Ferreira
4 anos atrás

Se esse projeto for aprovado, o ADM vai atuar junto com os psicólogos no RH das empresas, cada um nas suas funções legalmente previstas. Dizem que vai haver fiscalização mútua. PSI vai ter que mostrar CRP para o Adm e Adm vai ter que mostrar CRA para o PSI. Mesma coisa para economista e turismologo. Turismologo vai ter de se registrar no CRA para atuar em planejamento e implementação de serviços de Turismo. Todos os conselhos ganhariam.

Joao Paulo Bahia Ferreira
Joao Paulo Bahia Ferreira
4 anos atrás

Esse artigo apoia apenas a posição dos psicólogos. Mas, o Administrador já é responsável legal e técnico, de acordo com a lei 4769, pela Administração de pessoal. O projeto de lei , pelo que eu li, impõe a atuação do Administrador em alguns ramos de negócios, onde provavelmente vai atuar como responsável técnico. E responsável técnico é igual agente de conformidade, fiscaliza e adequa a empresa aos padrões exigidos em lei, tanto leis profissionais de psicólogos, economistas ou turismologos, quanto leis comerciais tributárias.