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Será Que Nos Colocamos De Forma Adequada No Mercado De Trabalho ?

por Simoni Aquino*

Por vezes tenho visto vários profissionais disponíveis no mercado reclamando de sua condição, falando mal das áreas de RH das empresas e dos selecionadores, reclamando das exigências do mercado, dos sites de emprego, dos anúncios divulgados.

São muitas reclamações! Mas…

Reclamar, correndo o risco de ser rotulado no mercado como uma pessoa reclamona e negativa, isso leva o profissional aonde? Muda ou melhora a sua condição de desempregado?

Não!

Apenas o desvaloriza e demonstra desespero pela condição transitória. O profissional que está desempregado deve se valorizar, se colocar de uma maneira positiva, especialmente nas redes sociais. Desespero na busca por recolocação indica que o profissional está encontrando dificuldades na recolocação e isso levanta questões acerca das razões de tal rejeição, lógico que é natural os profissionais se desesperarem por estarem PHD (por hora disponíveis), afinal de contas, os meses vão passando, as oportunidades não vão surgindo ou se concretizando e a única certeza é que mensalmente vem as contas e os compromissos financeiros a serem honrados.

O desespero é natural e compreensível, mas essa preocupação não deve ser exposta no mercado!

Muitas vezes quem está disponível se considera a “penúltima bolachinha do pacote” (por que a última vem sempre quebrada) e se coloca como coitadinho injustiçado pelo RH ou pela vida, mas não busca apurar seu senso crítico em parar e analisar a própria situação e verificar se está fazendo a coisa certa:

Será que basta ser um ótimo profissional?

Você tem um currículo interessante?

E se você acha mesmo que seu currículo é interessante, garante que ele está realmente bem feito e vende a sua imagem?

Será que não há uma superestimação de nós mesmos?

Tenho visto por ai muita insatisfação com relação à busca por recolocação, mas levando em consideração que este é um momento delicado na vida de todos os profissionais e que as insatisfações são naturais, afinal de contas não é agradável para ninguém estar desempregado!

Mas será que estamos fazendo a coisa certa?

Será que esse não é momento de uma autoavaliação e de uma autoanálise? Responda às seguintes perguntas:

– Será que seu currículo está bem feito?

– Será que seu currículo condiz realmente com sua trajetória profissional?

– Seu currículo contém erros de português?

– Os contatos telefônicos e virtuais estão atualizados?

– Você está se candidatando às vagas divulgadas pelos recrutadores ou apenas se cadastra nos sites e nunca mais entra para pesquisar as vagas?

– Sua pretensão salarial condiz com sua experiência?

– Você tem foco na busca pela recolocação ou faz “spam” ou panfleta seu currículo?

– Você é cordial durante o processo de seleção?

– Chega na hora agendada para a entrevista ou se atrasa culpando o trânsito ou a chuva?

– Já faltou a alguma entrevista sem avisar o selecionador?

– Você se prepara para participar de uma entrevista?

Você pode estar se perguntando: Será que tudo isso realmente acontece?

Sim.

Como recrutadora e selecionadora me deparo com muitas situações e vejo que infelizmente os próprios profissionais reclamam demais e não costumam fazer uma autoanálise ou autoavaliação, para verem que muitas vezes eles mesmos se comportam de maneira inadequada e agem de maneira errada no momento de buscarem por uma recolocação.

Não vou generalizar, pois da mesma forma que existem os profissionais que não sabem buscar por sua recolocação, também existem os profissionais que se comportam de maneira exemplar e são estes que estão à frente dos demais na concorrência do mercado de trabalho. Também sei que existem maus profissionais de RH mal preparados ou antiéticos, que não agem de maneira correta e que podem prejudicar oss PHD no momento da recolocação, mas nesse caso “um dia da caça o outro do caçador!”.

Como sempre digo: Em qualquer profissão e área existem os bons e os maus profissionais e no RH não é diferente.

Portanto não podemos generalizar que o problema do mercado de trabalho seja somente o profissional do RH e promovermos uma caça às bruxas, pois independente de existirem maus profissionais em qualquer área, cabe aos PHD fazer a sua parte:

– devem se concentrar em se preparar para o mercado de trabalho,

– não basta cadastrar os currículos nos sites e esquecê-los lá,

– deve-ser garimpar as oportunidades na internet,

– devem ser humildes reavaliando posturas,

promoverem uma auto-avaliação e se necessário mudar comportamentos,

– reavaliar seu cúrrículo e apurarem o bom senso.

Afinal de contas, reclamar do mercado de trabalho, do governo, das empresas, do recrutador, da selecionadora, do RH não vai mudar a condição de desempregado e não ajuda em nada, portanto:

MAIS ATITUDE POSITIVA E MENOS RECLAMAÇÃO! Reclamar não leva a nada…

* Simoni Aquino, Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas, palestrante, facilitadora de grupos e blogueira do Blog Além do RH onde escrevo sobre mercado de trabalho, recrutamento e seleção, recolocação profissional e RH.
www.simoniaquino.com.br
www.alemdorh.blogspot.com
contato@simoniaquino.com.br

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