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Cresce a necessidade de ambientes de trabalho do setor de TI serem conduzidos por boas práticas

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Uma pesquisa realizada recentemente pelo instituto I Love My Job revela que 55,6% dos profissionais do setor de TI dão prioridade a trabalhos que respeitem sua qualidade de vida e sua saúde mental. Essa preferência dos profissionais – que se tornaram escassos no mercado em meio ao fenômeno conhecido como Apagão Tecnológico – foi apreendida por diversas empresas do setor, as quais têm buscado estabelecer boas práticas corporativas de modo a reduzir índices negativos, como o de turnover (termo utilizado para se referir à demissão).

Ainda assim, o turnover de empresas de tecnologia atuantes no cenário nacional gira em torno de 82%, enquanto no resto do mundo a média é de pouco mais de 35%. Esses dados estão dentre os que embasam o argumento de que o setor de TI seria um ambiente tóxico dificilmente adaptável, principalmente para mulheres. Algumas empresas, no entanto, encontraram o modus operandi chave para superar esse cenário.

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Conheça as boas práticas no setor de TI

De acordo com Vinícius Arruda, co-founder e vice-presidente da Mais Todos, o resultado positivo é uma validação de que a empresa tem cuidado bem do seu principal ativo: o time. “Nosso método de trabalho se baseia em manter o time engajado, ter transparência nas relações, mostrar nossa estratégia e não esconder os nossos erros. Pelo contrário, buscamos usar esses gatilhos como oportunidades de aprendizado e ajustes de conduta. Além disso, nosso foco está em sempre manter um clima bom de trabalho, com muitos desafios, com muito suor, mas que permita que a gente aproveite a jornada, isso faz muita diferença no dia a dia”, revela o diretor da fintech.

A estratégia tem dado certo, desde sua criação, em 2019, a empresa cresceu 1.400% em número de colaboradores e tem conseguido se inserir no mercado com estatísticas mais inclusivas, que superam, por exemplo, o índice de 40% de mulheres presentes em cargos de empresas do mercado financeiro.

“Ser uma fintech de impacto social é o nosso objetivo diário, não apenas para que nossos clientes tenham soluções mais acessíveis, mas também para que nosso pessoal desenvolva relações mais justas, seguras e saudáveis. Hoje, temos times de tecnologia com mais mulheres do que homens e muitos deles são liderados por mulheres. Esse equilíbrio fomenta a criatividade, melhora a tomada de decisão, promove relações igualitárias e senso de justiça, sentimentos que são refletidos em nossos produtos e impactam até nossos clientes”, conclui Arruda.

A conquista da certificação GPTW valida também o novo modelo de trabalho adotado pela Mais TODOS no final de 2021 e que passou a integrar a cultura organizacional, priorizando a qualidade de entrega ao invés da quantidade de horas trabalhadas. Segundo Tales Vilar, co-founder e CEO da Mais TODOS, o novo modelo propõe uma flexibilização no período e no espaço em que o trabalho é desenvolvido, cuidando para que a saúde física e mental dos colaboradores continue sendo protegida, mesmo após a amenização das medidas restritivas no contexto de pandemia do coronavírus.

“A Mais TODOS surgiu em um contexto de trabalho in loco, logo em seguida a empresa teve o desafio de formatar os times em um sistema que passou a ser 100% remoto, por causa da pandemia; agora voltamos ao sistema híbrido, com uma grande flexibilidade, no qual não é exigida a presença, mas sim a consciência de que as entregas afetam todo o time e que a produtividade é mais importante do que a quantidade de horas em que o trabalhador passa sentado na cadeira”, completa Vilar.

Das 18 milhões de empresas em funcionamento no Brasil, apenas 150 conseguem a certificação GPTW anualmente e passam a integrar um hall de iniciativas privadas que se conectam melhor com os seus colaboradores, apresentam menores níveis de turnover e geram até 61% a mais riqueza per capita, de acordo com a satisfação do corpo de funcionários.

Depois de conhecer o cenário do setor de TI que cresce a necessidade de ambientes de trabalho conduzidos por boas práticas, que tal aprender mais sobre vínculos empregatícios na área da tecnologia aumentam 12,8% e setor chega aquecido para o segundo semestre de 2022? Acesse nosso conteúdo e saiba tudo sobre o setor de TI!

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