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Seu time é uma família ou uma equipe esportiva?

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*Por Ivan Cruz

No início de 2021, mergulhei no recém lançado “No Rule Rules: Netflix and the culture of reinvention”, da jornalista Erin Meyer, escrito após entrevistas com o fundador e CEO da Netflix, Reed Hastings, sobre a cultura de reinvenção de sua organização. Como empreendedor, o livro me fez refletir sobre inúmeras situações vividas nas empresas em que tive oportunidade de atuar como consultor. Recomendo fortemente a leitura e reflexão da obra, tanto que, já nos primeiros capítulos, sugeri a todos os líderes do meu time na Mereo que fizessem o mesmo.

Nova call to action

Um dos pontos cruciais do livro é: como você encara o seu time? Considera-o uma família ou uma equipe esportiva bem competitiva? Em ambas as situações, é muito valorizada a diversidade. Tanto na família quanto em uma equipe esportiva, você encontra pessoas com diferentes habilidades, visões e experiências. Essa característica é extremamente importante para que você, enquanto líder de uma empresa, área ou processo, consiga entregar serviços ou produtos em diferentes perspectivas para diferentes públicos.

Tanto na família quanto no time de alta performance, em momentos difíceis, familiares ou companheiros de equipe se ajudam para que determinada situação seja resolvida. Porém, o ponto central de diferença é que em uma família vão haver pessoas que não estão preparadas para vários desafios que a organização terá à frente, mas não será por isso que esse indivíduo não fará mais parte da família.

Os familiares irão apoiá-lo e protegê-lo, mesmo que não seja a forma mais eficiente de se fazer. Já uma equipe esportiva é montada com os melhores atletas possíveis para cada posição e, atuando em conjunto e de forma complementar, formarão um grupo altamente competitivo. Se uma das pessoas não tiver as competências necessárias, a própria equipe exigirá uma troca, pois todos estarão alinhados no objetivo de ganhar a competição.

Criar uma organização com equipes de alta performance requer construir toda uma cultura, seja de “família” ou “equipe esportiva”, mas não só. Também é preciso saber avaliar cada indivíduo, entendendo seus pontos fortes e a desenvolver, avaliar se os desafios estão compatíveis com as competências, planejar ações e atuar para que os objetivos sejam alcançados.

Esse processo de avaliação contempla saber exatamente quais resultados são esperados de cada indivíduo no time, quais competências são necessárias, ter um processo frequente e franco de feedback e de feedforwarding, que é o olhar para o futuro.

É preciso refletir sobre os aprendizados para serem usados no futuro e desenvolver a capacidade de aprendizado ágil (learning agility) para desafios ainda desconhecidos

Criar uma cultura, definir e rodar essas práticas em pequenas organizações é relativamente fácil e cria um excelente alicerce para crescimento, porém, à medida que a empresa cresce, é mandatório ter processos muito bem estruturados e formalizados. E isso tudo aliado ao uso da tecnologia, sempre. Ela não só apoia na formalização e transparência do processo, como também libera os líderes do trabalho operacional de organização de dados.

Assim, podem focar na análise da avaliação de desempenho e na qualidade de um franco e impactante feedback e feedforwarding. Dito isso, a pergunta é: como você encara seu time? Como uma família ou como uma equipe esportiva?

Gostou do conteúdo? Quer atrair os profissionais com a sua cultura? Então conheça o nosso artigo sobre o RH e o seu papel na Cultura Organizacional – como identificar e evitar alguns erros.

*Ivan Cruz é Cofundador da Mereo

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