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Short Friday: o que é e como investir no descanso dos colaboradores

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O Short Friday é uma estratégia valiosa na gestão de pessoas. Especialmente porque essa tendência contrapõe o paradigma: para produzir com qualidade e entregar resultados é necessário trabalhar sem parar. 

Atualmente, as empresas perceberam que proporcionar benefícios flexíveis aos seus colaboradores é muito mais vantajoso do que cobrar horários ou presença. Nesse sentido, quando oferecem a possibilidade de desfrutar parte da sexta-feira para tratar de assuntos pessoais, a organização conquista de vez o colaborador.  

Neste conteúdo, mostraremos como funciona o Short Friday, quais as vantagens que essa cultura promove e como a prática é encarada pela legislação trabalhista. Prontos para implementar o #sextou na sua empresa?

O que é Short Friday?

Short Friday é uma cultura que as empresas estão adotando para encurtar a semana laboral. A expressão, que em inglês significa “sexta-feira curta”, propõe a diminuição da jornada de trabalho, permitindo que os colaboradores encerrem o expediente mais cedo. 

As condições do Short Friday são definidas pelo empregador em acordo com os funcionários. Assim, a gestão de pessoas pode liberá-los logo após o almoço ou na metade da tarde — por volta de 15h. A periodicidade também varia: mensal, quinzenal ou semanal. 

Como curiosidade, o Short Friday surgiu em Reykjavik, capital da Islândia. A cidade foi uma das pioneiras na adoção dessa cultura. E os resultados positivos conquistados com a prática se popularizaram, inspirando empresas em todo o mundo, inclusive no Brasil. 

Short Friday na CLT

A legislação trabalhista ainda não trata o Short Friday com clareza. Conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a carga horária semanal máxima deve ser de 44 horas. 

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Sendo assim, empresas que decidem aderir a essa cultura devem compensar as horas faltantes para não haver perda da jornada. Por isso, para evitar prejuízos à produtividade, as organizações diluem as horas não trabalhadas na sexta durante a semana ou promovem reuniões extraordinárias para discutir as demandas mais urgentes. 

Por outro lado, existem organizações que decidem encurtar o expediente como um benefício flexível aos colaboradores. No entanto, sem compensar as horas dispensadas. 

Vale destacar que as regras referentes ao horário de trabalho interno obedecem às resoluções definidas entre empregado e empregador. Da mesma forma, os sindicatos promovem acordos coletivos para regulamentar a adoção do Short Friday. 

Por não estar explícito na CLT, a prática da sexta-feira curta é oferecida espontaneamente pela empresa e ela é responsável por definir se os colaboradores farão compensação ou não. 

Por que adotar o Short Friday?

Antes de conhecer as razões para adotar o Short Friday é importante saber que essa prática se difere do Day Off. A proposta do Day Off é conceder ao colaborador um dia inteiro de folga remunerada, em qualquer dia da semana. 

Sendo assim, qual é a intenção da empresa em permitir um dia de trabalho mais enxuto? A primeira razão é oferecer aos funcionários a oportunidade de ter um tempo livre para tratar de seus interesses. 

Essa condição é positiva, pois, apesar de muitos profissionais estarem trabalhando em home office ou cumprindo jornadas híbridas, eles nem sempre conseguem conciliar vida pessoal e trabalho. 

Nesse sentido, o Short Friday representa mais do que um descanso para o colaborador. Trata-se de um investimento na qualidade de vida que promove o engajamento. Afinal, com mais tempo para administrar a vida pessoal, o funcionário consegue trabalhar com entusiasmo e tranquilidade, incrementando sua performance. 

Ainda no quesito qualidade de vida, a adoção do Short Friday proporciona tempo para o profissional decidir o que deseja fazer. Seja iniciar o happy hour ou ir para casa mais cedo e desfrutar da companhia familiar. 

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Como saber se minha empresa pode implementar o Short Friday?

A Short Friday é para todas as empresas? A resposta é: depende. Tudo depende de conhecer seus times e entender se o comprometimento deles é suficiente para renunciar a algumas horas na jornada. 

Ao analisarmos estatísticas recentes sobre o assunto, encontramos mais benefícios do que impedimentos. Um exemplo concreto vem da indústria farmacêutica. A empresa Aspen Pharma Brasil adotou o horário das 15h para dispensar todos os seus colaboradores, às sextas-feiras. 

Como resultado, os profissionais estão trabalhando mais felizes e confiantes. O resultado é comprometimento e produtividade. Para ter retorno garantido, a indústria estabeleceu uma estratégia, definindo quais tarefas os colaboradores devem concluir entre segunda e quinta-feira. 

A Bayer, indústria química e farmacêutica, também adotou a sexta-feira curta, associada ao home office com horários flexíveis. Ao implementar uma cultura de valorização e autonomia, a alemã se tornou uma das 45 empresas mais oportunas para construir carreira

Entretanto, não é apenas o segmento farmacêutico que resolveu adotar o Short Friday. No mundo inteiro, temos exemplos de empresas que decidiram dar mais tempo para os colaboradores cuidarem dos seus interesses pessoais. É o caso das mundiais L’Oréal, Mondelez, Henkel, Takeda e Syngenta, além da brasileira Livelo. 

Logo, saber se o Short Friday serve para a sua organização pressupõe conexão entre a empresa e os funcionários. Antes, durante e após a implementação dessa cultura. 

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Quais os benefícios que o Short Friday traz?

Além de ser vantajoso para os colaboradores, a organização também tem benefícios na adoção do Short Friday. Encurtar a semana encerrando o expediente mais cedo na sexta-feira pode levar aos resultados que veremos a seguir.

Maior retenção de talentos

Empresas que implementam o Short Friday despertam a atenção no mercado. O mundo corporativo atual entendeu que os profissionais buscam outros benefícios além de salário, seguro-saúde e planos de carreira

Os colaboradores desejam liberdade e autonomia no trabalho, portanto, a oportunidade de conciliar vida pessoal e profissional é um fator determinante para a atração de talentos

Mais produtividade

Permitir a saída antecipada na sexta-feira, dia da semana em que as energias estão esgotadas, melhora a produtividade dos times. A expectativa do descanso chegar mais cedo faz com que o profissional trabalhe mais satisfeito e essa condição reflete no comprometimento. 

Aumenta o engajamento

Como dissemos, o Short Friday promove qualidade de vida. O profissional consegue cumprir sua jornada e ainda reservar tempo para si. Assim, estabelece-se uma relação de confiança. Desse modo, o engajamento com o trabalho e com a carreira aumenta. 

Melhora o clima organizacional 

Quando o colaborador sente-se motivado e comprometido, sua satisfação reflete no ambiente de trabalho e no clima organizacional. O profissional percebe que a organização zela pelo seu bem-estar, tornando a interação com os colegas muito mais fácil, beneficiando o trabalho em equipe.

Mais flexibilidade e agilidade

A perspectiva de encerrar o expediente mais cedo faz com que o colaborador otimize seu tempo, agilizando o cumprimento das demandas para encerrar a jornada. Nesse sentido, por reconhecer o Short Friday como um benefício, o profissional se torna mais flexível para auxiliar a empresa quando ela precisar de esforço extra. 

Fortalecimento da marca empregadora

Outro grande benefício que a sexta-feira curta oferece é o fortalecimento do employer branding. Implementar a prática é uma estratégia para a retenção de talentos, pois a empresa se torna referência no mercado. 

Menores índices de turnover 

Quem trabalha satisfeito tem menos motivos para pedir desligamento, concorda? Por isso, organizações que investem no Short Friday conseguem diminuir a rotatividade (turnover) e promover carreiras mais duradouras.  

Maior motivação

Sair mais cedo é animador? Para muitos profissionais, sim. Por isso, o Short Friday é, acima de tudo, um fator de motivação que pode dar resultados com baixo custo. A equação é simples: motivado, o colaborador tem menos motivos para faltar ao trabalho, diminuindo o absenteísmo

Chegando até aqui, juntos, descobrimos como a Short Friday pode beneficiar empresas que querem ter colaboradores mais engajados, motivados e felizes. Lembre-se que implementar essa cultura do expediente reduzido nas sextas-feiras não exige grandes mudanças, apenas estratégia. 

Sem dúvida, essa tendência vai garantir uma imagem positiva para a organização, atraindo talentos. Além disso, pode ser uma excelente estratégia para desenvolver profissionais mais conscientes e comprometidos. 

O resultado para o negócio será visível e conquistado em pouco tempo, basta começar. Que tal dar o primeiro passo aplicando uma pesquisa de clima na prática?

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Camila Rocha, é uma profissional experiente em publicidade. Com formação pela Fumec, ela coordena atualmente a BU de Educação na Sólides Tecnologia, onde trabalha há 6 anos. Sua expertise em liderança e estratégias de educação corporativa tem sido fundamental para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento dos colaboradores.
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