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Sociedade Do Conhecimento E Seus Choques De Gerações No Trabalho

Swellen Pires Santos, Pedagoga e Especialista em Psicopedagogia institucional.

RESUMO

O embate entre as pessoas de geração distintas que ocorre no ambiente organizacional é um assunto que muito se debate, mas que está longe de se chegar a uma solução simples e definitiva. Buscando contribuir com a literatura sobre esse tema, apresentando reflexões e sugestões, o presente estudo, que é uma pesquisa bibliográfica, tem como objetivo analisar a sociedade do conhecimento e os seus choques geracionais no ambiente de trabalho. Ao final, se elegem algumas questões consideradas relevantes para atenuar ou dirimir tal embate, como: a adoção de um Programa de Qualidade de Vida no Trabalho e a prática do Psicodrama Organizacional para que haja uma convivência mais harmoniosa entre as pessoas dentro das organizações.

PALAVRAS CHAVES: Sociedade do conhecimento, conflitos de geração, organizações.

ABSTRACT

The clash between people of different generation that occurs in the organizational environment is a subject that very debate, but that is far from achieving a simple and definitive solution. Seeking to contribute to the literature on this subject, presenting ideas and suggestions, this study, which is a bibliographical research aims to analyze the knowledge society and their generational shocks in the workplace. Finally, they elect some issues considered relevant to mitigate or resolve this clash, as the adoption of a Quality of Life at Work Program and the practice of Organizational Psychodrama so there is a more harmonious coexistence among people within organizations.

KEYWORDS: Knowledge society, generating conflicts organizations.

1.INTRODUÇÃO

Ao abordar o conflito de gerações, lembra-se das diferenças de opiniões entre os jovens e os mais velhos, principalmente nas relações familiares, onde é mais fácil de detectar esta situação, tal questionamento causa uma visão superficial dos relacionamentos entre pessoas de gerações diferentes, no âmbito familiar, essas diferenças são tratadas de uma maneira menos formal, no entanto, ainda assim ocorrem divergências, desentendimentos de pais e filhos, avós, netos e etc. Tal situação também podem e acontecem no ambiente organizacional, onde os conflitos afetam diretamente a motivação, relações interpessoais, rotatividade, produtividade dos indivíduos, entre outros.

Maria (2003 apud Forquin 2014) afirma que, o termo geração é utilizado com frequência no sentido de classe e/ou de categoria de idade característica, sendo comum destacar a presença da jovem geração, das gerações adultas, e da velha e/ou da antiga geração, sem esquecer a atual realidade, em que indivíduos de gerações anteriores não querem envelhecer, evitando agir de acordo com sua idade, ou geração, e os pertencentes as últimas gerações querem ser mais velhos, havendo assim a uma inversão de papeis.

É notável observar conflitos geracionais no decorrer do trabalho onde há um conjunto de indivíduos de faixas etárias diferentes, e este fato acaba sendo uma problemática nas organizações quando mal gerenciado, cabe ao profissional da área de pessoal ser um dos agentes de transformação dessas situações, para que estes trabalhadores possuam um senso crítico e transformador do seu círculo social, seja ele na família, na academia ou roda de amigos, para que assim, estes mesmos profissionais sejam capazes por meio da educação de gerir os conflitos organizacionais que possam surgir.

Partindo desse entendimento, o pedagogo empresarial ou organizacional ganha destaque pela sua atuação voltada tanto para a formação continuada como para formação ao longo da vida. Este profissional, por excelência o educador, pode e atua no sentido de atenuar e dirimir os conflitos entre pessoas de gerações diferentes. De acordo com Libâneo e Pimenta (2002, p. 29):

Todo educador sabe, hoje, que as práticas educativas ocorrem em muitos lugares, em muitas instâncias formais, não formais, informais. Elas acontecem nas famílias, nos locais de trabalho, na cidade e na rua, nos meios de comunicação e, também, nas escolas. Não é possível mais afirmar que o trabalho pedagógico se reduz ao trabalho docente nas escolas. […] A pedagogia é mais ampla que a docência, educação abrange outras instâncias além da sala de aula, profissional da educação é uma expressão mais ampla que profissional da docência, sem pretender com isso diminuir a importância da docência.

O objetivo deste estudo é analisar a sociedade do conhecimento e os seus choques geracionais no ambiente de trabalho. A sociedade do conhecimento, para esta pesquisa, é entendida como a que surgiu por volta dos anos 50 com a produção em grande escala de tecnologia. Os objetivos específicos são: identificar as gerações existentes atuando nas organizações; descrever as características das gerações; pontuar os principais conflitos entre as gerações no ambiente de trabalho e relacionar os fatos históricos que influenciam no comportamento organizacional de cada geração.

Frente às atuais mudanças e questões organizacionais, entende-se que é de suma importância o estudo referente aos conflitos de gerações e comportamento organizacional, pois estes são assuntos pertinentes as organizações e influenciam diretamente Qualidade de Vida do Trabalhador (QVT) e, consequente, a produtividade da organização.

Existem diversos autores que discutem a temática das gerações, mas para este estudo, adotou-se as contribuições de Oliveira (2010) neste trabalho. O presente estudo apresenta primeiramente: Sociedade do conhecimento e seus choques de gerações no trabalho, Geração Belle Époque, Geração Baby Boomer, Geração das letras: X, Y e Z, os nativos digitais, Geração Baby Boomer e Geração Y, como a vemos, Geração Baby Boomer e Geração Y (aqui abordaremos estas gerações mais aprofundadas, por se tratarem do foco da nossa pesquisa), Um olhar sobre as gerações no trabalho, seguidos de Conclusão, Abstract e Referências.

2.SOCIEDADE DO CONHECIMENTO E SEUS CHOQUES DE GERAÇÕES

Com advento da sociedade do conhecimento que o mundo vem vivenciando por volta de 65 anos, observam-se mudanças ímpares como nunca antes vistas na história da humanidade, informações são compartilhadas com milhares de pessoas em uma velocidade impressionante. Caso aconteça um fato no Japão, a informação chega aos Estados Unidos em um ‘piscar de olhos’.

Estas informações que percorrem o mundo transformam-se em conhecimento rapidamente; as sociedades do final do século XX e a atual, nestes primeiros anos do XXI foram privilegiadas por este fato, especialmente nos últimos vinte anos em que é possível criar e disseminar uma informação ou conhecimento – democraticamente -, desta forma cabe ao homem ser criativo para solucionar os problemas ao seu redor. 

A sociedade do conhecimento trata-se da sociedade que surgiu no início da década de 1950, quando surgiu a Internet, a qual foi criada com o intuito de interligar dados a diversos computadores, a partir deste fato aconteceu a Terceira Revolução Industrial, a Revolução Digital que acontece a partir da tecnologia, um instrumento criado pelo homem para a facilitação do resultado do seu trabalho.

No campo das organizações, diversos conhecimentos vêm sendo gerados para a melhoria do trabalhador no seu ambiente laboral, a preocupação atual está voltada para (QVT), sendo assim, abordaremos uma questão que preocupa os estudiosos da área, gestores, empresários e etc. É o choque geracional, que pode ocorrer no ambiente empresarial, em especial entre as Gerações Baby Boomers e Y, que possuem larga diferença de idade e características pessoais. Assim, as perguntas que são pertinentes é: Como os Baby Boomers e Y’s acompanham a velocidade em que o mundo está gerando, compartilhando tecnologias e conhecimentos; de que a maneira elas são observadas no ambiente de trabalho?

O Dicionário Luft (2007, p.352), afirma que geração é “o conjunto de seres que constituem um único estágio na linha de descendência. O espaço de tempo entre uma geração e outra. Conjunto de indivíduos nascidos na mesma época”. Portanto, pode-se iniciar o significado da palavra geração, a qual foi apresentada em suas subdivisões anteriormente, em que todas elas têm sua própria cultura, peculiaridade, estereótipos e exercem influência nas gerações seguintes.

Na visão de Kullock (2010, s. p.):

O conceito de “gerações” engloba o conjunto de indivíduos nascidos em uma mesma época, influenciados por um contexto histórico, determinando comportamentos e causando impacto direto na evolução da sociedade. O interesse no estudo sobre o tema nasceu da necessidade percebida pelos gestores em amenizar o conflito de gerações presente nas empresas, já que há profissionais de diferentes faixas etárias convivendo juntos no ambiente de trabalho.

Segundo pesquisa realizada pela Amcham-Brasil, mostra que 75% das empresas têm problemas de conflitos entre gerações. As gerações são produtos de fatos históricos que influenciam o comportamento, valores e visão de mundo de seus membros; as organizações ficam sobrecarregadas de pensamentos, culturas e filosofias diferentes, o que geralmente causa certo desconforto no ambiente empresarial e influencia significativamente no relacionamento interpessoal da empresa, deste modo pode gerar conflitos internos.

De acordo com Azevedo (2012), é a primeira vez no histórico empresarial que indivíduos de quatro gerações convivem lado a lado dentro das organizações, tendo que aceitar ideias e pontos de vista diferentes dos seus; essa convivência quase sempre ocorre de forma desarmoniosa, o que é normal, afinal são indivíduos que viveram em épocas distintas e carregam consigo visões de mundo diferentes, o que os fazem viver e pensar de maneiras opostas.

2.1 Geração Belle Époque

É provável que toda família possua ao menos um membro desta geração, hoje eles são avós e bisavós que nasceram por volta dos anos 1920 e 1944. É considerado um dos períodos mais marcantes do século XX. Vivia-se ao modo europeu, os membros da Belle époque3, também conhecidos como Tradicionais, estavam presentes nas artes, literatura, cinema e anúncios de jornais; a moda era ‘viver o irreal’, ou seja, viver uma realidade que não os pertencia em sua totalidade, por exemplo, no cenário paraense a população de classe média vestia-se, comia e se comportava como se estivesse morando em Paris, a Belle Époque como um movimento (período) foi tão forte que principalmente as capitais dos Estados do Pará e do Amazonas, as respectivas cidades de Belém e Manaus, tiveram seus espaços físicos modificados à moda europeia por seus governantes.

Ser europeu estava na moda, e imitar as realidades idealizadas por seus autores era comum, todo esse encantamento pode-se chamar de um estado de espírito, já que para alguns não era possível residir neste continente. Essa era a época do ouro, luxo, riqueza inovações, etc. E os modos de viver e pensar acompanhava as designações do tempo. Contudo, as crianças dessa geração também conhecidos como Tradicionais, cresceram com um mundo angustiado e com medo do futuro, vivia-se na tensão da Primeira Guerra Mundial, foi um período dramático para educar os filhos, pois havia grande intolerância política e poucas oportunidades de melhoria financeira.

A seringueira já havia sido – roubada – por Henry Wickham, e seu ciclo de riqueza assim finalizado. Vários Barões da borracha foram a falência e agora as melhores possibilidades de sustento para os jovens contempla a carreira militar ou a de operário nas indústrias que surgiram em abundância com o advento da guerra, os elevados investimentos em tudo o que se precisava para esta, transformaram o cenário do trabalho, e proporcionaram aos que tinham origem humilde a possibilidade circunstancial de reconhecimento público, achavam que ser considerado um ‘herói de guerra’ deveria ser o apogeu na vida de um homem.

Mas, assim como o ciclo da borracha transformou os pensamentos e comportamentos, a Primeira Guerra Mundial não seria diferente, os fatores que os transformavam em um ‘herói de guerra’ também modificaram o seu ‘eu’, bem como dos que os rodeavam. Ser hierárquico e respeitar as regras estabelecidas se tornaram lemas, papéis provocados pela forte estrutura de comando das forças armadas, bem como o esmero ligado ao trabalho que é outra característica marcante desta geração, pois a realidade que se apresentava no pós-guerra exigia um foco para a reestruturação da sociedade, que somente seria alcançada com dedicação.

2.2 Geração Baby Boomer

Esta geração surgiu logo após a Segunda Guerra Mundial, por volta dos anos 1945 a 1960, quando houve a chegada dos militares e alguns meses depois o boom de bebês; atualmente estão com mais de 60 anos e no trabalho são conhecidos como “Workaholic”, palavra americana que em sua origem significa alcoholic, traduzida para a língua portuguesa quer dizer alcoólatra, viciado em álcool, no entanto com o passar do tempo esta foi sendo transformada no meio organizacional e surgiu o viciado em trabalho, workaholic; o Baby Boomers e orgulha em ser chamado assim, pois ele gosta de ser reconhecido por sua fidelidade ao emprego, um trabalhador que veste a camisa da empresa e choca – se com as gerações mais jovens no que diz respeito a seus ideais.

Esta geração não gosta de novidades, é tradicional em todos os campos de sua vida, possuem dificuldades com as tecnologias e com a velocidade com que as coisas acontecem, mas tentam aprender a utilizá-las por pura necessidade, e aprendem usar as novas mídias com dificuldades. Para eles é inaceitável que o uma pessoa trabalhe ouvindo música no fone de ouvido, eles não entendem, pois para os Boomers só é possível realizar uma tarefa com qualidade se esta for a única a ser cumprida no momento. A seguir, será discutido mais a fundo esta geração.

2.2 Gerações das letras: X, Y e Z, os nativos digitais.

O ser humano dotado de sua inigualável inteligência buscou durante toda a história, melhorias para a sua sobrevivência, criou e desenvolveu diversos meios para vencer obstáculos, e assim foram surgindo as primeiras invenções do homem, da criação da roda à Nanotecnologia; este vem superando a si mesmo a cada descoberta, algumas maléficas aos seus semelhantes e outras brilhantes.

No início dos anos 60, o mundo começou a mudar, o primeiro homem é enviado a lua, é lançada no mercado a pílula revolucionária, o Anticoncepcional, promessa de liberdade às mulheres, e foi detonada a maior bomba nuclear da história, a Tsar Bomba, pela União Soviética. Diante  de tantas descobertas e mudanças nesta década, foram surgindo movimentos contrários a tanta novidade, os movimentos Hippies e estudantis são os mais marcantes, as pessoas que viveram neste tempo são os primeiros nativos digitais, ou seja, são todos aqueles que nasceram a partir desta década de criação, a Geração X pode ser considerada como a pioneira entre os nativos digitais e em relação a produção de novas tecnologias, as pessoas que nasceram neste período acompanharam a criação destas.

Passaram-se cerca de vinte anos e os jovens revolucionários agora já eram pais, nascia a Geração Y, filhos dos Xs, e netos dos Boomers, estas crianças já nasceram com a tecnologia em desenvolvimento e cresceram acostumados a computadores, jogos entre outros, a internet é algo natural a eles, e quando chegaram a juventude por volta dos anos 2000 foram pais da Geração Z que nascem e cresceram com as novas mídias já estáveis na sociedade, as crianças e adolescentes Z’s as dominam desde a primeira infância e com total habilidade, possuem intimidade com esta, o qual um adulto talvez demore algum tempo para aprender ou precise ler o manual de instruções para utilizar alguns aparatos tecnológicos.

O fato da tecnologia está reunida à informação à acessibilidade em  mãos desta geração pode ou não ser utilizada com responsabilidade, pois tratam-se de crianças e adolescentes e ainda não possuem maturidade para utilizar corretamente este “poder”; por estarem conectados 24 horas por dia eles são um tanto introspectivos, a socialização dos Z’s preocupa pelo fato de preferirem viver virtualmente, os amigos são digitais o que acaba os deixando mais tempo em casa (no quarto), a internet os permite viver uma vida perfeita, a realidade que qualquer adolescente gostaria de viver. As palavras chaves, as quais definem esta geração são: velocidade, facilidade, internet, virtual, digital etc.

A esta fase da vida, cabe a preocupação dos pais e demais pessoas que vivem ao redor destes, pois é geralmente nesta idade que se forma o caráter de uma pessoa, e não é do interesse de uma empresa possuir em seu quadro funcional um profissional brilhante no seu trabalho, porém introspectivo que não se relaciona e compartilha ideias com demais colegas.

As três gerações que nasceram durante a criação, desenvolvimento e estabilidade da tecnologia podem ser chamadas de geração das letras e nativos digitais, pois são as que viveram nesta fase da humanidade, fase esta de globalização e evolução, que veremos mais adiante de maneira detalhada, em especial as gerações Baby Boomer e Geração Y, foco de nossa pesquisa.

3.GERAÇÃO BABY BOOMER E GERAÇÃO Y, COMO A VÊMOS
O fato de gerações surgirem em épocas diferentes transformam sua convivência um tanto complicada, e para exemplificar tal situação tomamos por base as gerações Baby Boomer e Y, pois percebemos que elas ao mesmo tempo se completam
e também possuem divergências que vão na contra mão de seu tempo, bem como os fatos históricos que moldaram os seus comportamentos, situações que veremos a seguir.

3.1 Geração Baby Boomer

Enfim, surgiram os tão comentados “Anos Dourados”, posteriores as guerras e aos acontecimentos vindouros as estas. Este tempo foi marcado pela euforia mundial a um cenário bastante positivo, pois a sociedade estava sendo reconstruída em alta velocidade e os então filhos dos Tradicionais poderiam usufruir de um futuro melhor que o de seus pais, que perpassaram a eles a disciplina rígida, organização exemplar, valores e respeito.

A educação de um modo geral estabelecia estes princípios, porque até então para que os Boomers vivessem em um tempo de paz, foi preciso muito sacrifício e eles aprenderam a valorizar todo esse esforço, e isso se refletia em todos os aspectos; familiar, social, cultural etc. Aqueles que seguiam esses preceitos eram recompensados com a aceitação nos círculos sociais, eram indicados para bons empregos e outros benefícios que a submissão e a obediência traziam, é claro que este cenário que transformou o comportamento dos jovens em algo robótico, não durou tanto tempo, logo as manifestações surgiram, o que pareceu algo natural diante de tanta repressão. Um dos primeiros movimentos que contestaram a ordem até então estabelecida foi o da música, que já foi guarida de várias outras gerações para expressar sua insatisfação com a presente realidade.

Não restam dúvidas que a maior manifestação deste período foi o surgimento do Rock and Roll, com os atrevidos passos de dança de Elvis Presley, Rolling Stones e a banda de maior sucesso de todos os tempos: The Beatles, os quatro jovens de Liverpool na Inglaterra, que estouraram nas paradas de sucesso.

Os anos dourados com toda sua rígida disciplina foram o principal motivo para que esta juventude se rebelasse, atitudes como fumar, usar drogas, roupas curtas, fazer sexo fora do casamento, homens usarem cabelos compridos e etc. Eram vistas nas ruas com facilidade, e em meio a tantas transgressões o título de uma canção, escrita por Marcos Valle exprimia esse sentimento: “Não confie em ninguém com mais de 30” estes jovens tornaram-se suscetíveis ao marketing, do cinema, haviam atores como Marlon Brando e James Dean, que arrancavam suspiros das moças e personificavam a rebeldia e angustias dos jovens da época, e os influenciavam fortemente, a ordem do momento era se rebelar contra quase tudo que estava pré-estabelecido.

A Geração Baby Boomer vivenciou fatos marcantes como a morte de Marilyn Monroe, e eleição e morte do presidente americano John Kennedy. A invenção da TV contribuiu significativamente para a mudança de comportamento dos Boomers, os horários das atividades diárias eram determinados pela programação, esta se tornou um instrumento na educação dos filhos, em alguns momentos era moeda de troca, como uma recompensa, ou punição no caso de notas baixas, o combinado era tirar notas boas, caso contrário os filhos não poderiam assistir a suas Séries ou desenhos favoritos.

No Brasil, desenhos como Os Jetsons, Gato Félix, Manda chuva, A Pantera cor de rosa, RinTinTin, Jeanne é um Gênio, A Feiticeira etc. Divertiram muito essa geração.

A política nestes anos foi desenvolvimentista e pregava o consumismo como forma de crescimento, e com ele veio a mudança no estilo de vida, difundido pelas revistas, TV e propagandas no rádio que cresceu no início dos anos 50, as rádios novelas se tornaram um vício para as donas de casa e durante os intervalos anunciavam produtos como eletrodomésticos, produtos de limpezas e outros.

Era o plano de metas do presidente Juscelino Kubitschek, o querido JK, que estava vigente, e entrou para a história com a elaboração deste plano de governo: “50 anos em 5”, o conhecido projeto de desenvolver o país 50 anos em 5, que proporcionou ao Brasil todas a chegada dessas novidades, essa geração vivenciou a ditadura militar, onde o Brasil foi duramente governado por militares, e a jovem Geração Baby Boomer que pregava a paz, não poderia aceitar ser controlada novamente, e planejar manifestações artísticas e culturais para se opor a esse regime foi um resultado esperado pelos jovens Boomers.

O otimismo e a esperança foram um grande estímulo a tantas mudanças e avanços durante esta época, a reconstrução de um novo mundo e o apelo de paz eram o sonho da sociedade, então lutar para alcançar este sonho se tornou uma questão de honra para esta geração.

2.Geração Y

Com apenas 20 e poucos anos, eles representam a badalada Geração Y, cheios de manias e fome de conhecimento, que precisa ser saciada. No entanto os Y’s são um tanto afoitos, desesperados e impacientes, querem que o futuro seja agora e vivem em busca de significado para a vida. Diversas características o transformam em uma geração mal vista pelas anteriores a eles, que os caracterizam como sendo: egoístas, distraídos, folgados, insubordinados etc.

Um dos principais impasses entre as outras gerações e a Y são nas organizações, estes jovens não gostam de trabalhos repetitivos e nada que demore a ser concluído, querem adequar o seu horário de trabalho a sua maneira, pois são flexíveis, apreciam trabalhar ouvindo músicas em seus fones de ouvidos e conectados à internet de livre acesso, têm necessidade de feedback imediato e constante.

Como nasceram em uma época de supervalorização da infância, tiveram tudo o que os pais nem imaginavam possuir, TV a cabo, vários tipos de jogos, notebook, celulares híper modernos, desde bem pequenos foram acostumados a fazer várias coisas ao mesmo tempo, possuem a agenda cheia a semana toda, ballet, lutas marciais, inglês, praticam esportes etc. Tudo o que seus pais podem pagar. Os Y’s, bem como as gerações seguintes, não precisam reaprender nada para habitarem em um ‘universo virtual’, eles iniciaram a sua aprendizagem de maneira online e só conhecem o mundo digital.

Os Y’s sabem que na atual realidade em que vivem revoluções e muito barulho não adiantam tanta coisa, sua arma favorita e poderosa são as redes sociais e as hashtags (#), que tornam um assunto mundialmente conhecido e move pessoas de vários lugares em prol de um acontecimento ou objetivo, #JeSuisCharlie, #KeepCalm, #ForaDilma, #JuntosSomosMaisFortes, foram as hashtags do momento. A juventude contemporânea se diferencia daquela que pintava o rosto para protestar, a juventude de hoje utiliza a tecnologia para convocar as pessoas para manifestações (#VemPraRua) ou para a modernização delas, como o #Panelaço e #SOSBelem (movimento que tem crescido na capital paraense, onde se observam denúncias contra o poder público da cidade). No entanto a Geração Y sem dúvida alguma é menos nacionalista que as anteriores.

Diferentemente de todas as gerações antecedentes a eles, estes usam a tecnologia e tudo o que ela proporciona a seu favor. Estes jovens nascidos por volta dos anos de 1981 aos anos de 1999 estão tomando conta do mercado de trabalho e provocam um grande rebuliço no ambiente organizacional com as suas particularidades, e tem sido alvo de estudo e pesquisa de profissionais e gestores da área.

4.UM OLHAR SOBRE AS GERAÇÕES NO TRABALHO

Na atualidade, a empresa vem sendo um rico campo de estudo por ser um ambiente que reúne um grande contingente de pessoas, por esse motivo é comum se observar nela a existência de afinidades e atritos; problemas interpessoais dentro ou fora das organizações sempre irão existir por se tratarem de adultos que passam a grande parte do seu dia no trabalho, e geralmente se conhecem o mínimo possível, apenas para fins profissionais. Com este fato acabam ocorrendo divergências, que definiremos com o conceito de conflito de gerações no trabalho, tema que vem sendo amplamente discutido entre gestores de recursos humanos, autores e acadêmicos, segundo Robbins (2005, p. 269):

O conflito pode ter óbvias consequências negativas no funcionamento do grupo. Desacordos e rivalidades podem prejudicar o grupo quando desviam os esforços dos membros da realização dos seus objetivos para a tentativa de resolver as diferenças. Em casos extremos, o conflito pode gerar descontentamento, dissolver laços comuns e resultar no colapso final do grupo. Mas nem todos os conflitos grupais são ruins! Níveis baixos e moderados de conflito têm evidenciado influências positivas no desempenho dos grupos.

Ao se pensar em um ambiente laboral onde indivíduos de idades diferentes convivem praticamente a metade do dia juntos, é quase impossível não encontrarmos discordâncias, sendo eles positivos ou negativos. É inegável o enriquecimento que a organização ganha ao admitir profissionais de gerações diferentes, o “mix” de ideias novas com a experiência indispensável para a implantação destas é brilhante, porém até que se chegue a um denominador comum, o processo perpassa por várias fases que podem ser traumáticas pelas mesmas questões que à fizeram brilhantes, a ‘ine’ e a vasta experiência, constituem um dos pontos que tornam a convivência de muitos colaboradores um tanto complicada, como diz Rui Fava, (2012, p. 77) “pela primeira vez na história temos gerações distintas coexistindo e, ao mesmo tempo, reivindicando suas diferenças.” Como o autor também afirma, “a comparação leva ao choque de gerações”.

Sendo assim, observa-se as principais características de cada geração no seu ambiente de trabalho com o quadro abaixo, o qual se diferencia da média de idade classificada por Oliveira (2010), o que é legitimo, pois a contagem de cada uma varia para cada autor, não havendo uma só estipulada, o que se aplica é um período mediano.

Tabela 01: Características das Gerações

Fonte: Você S. A.

VETERANOS

1922 a 19145

BOOMERS

1945 a 1965

GERAÇÃO X

1965 a 1977

GERAÇÃO Y

1977 a 2000

FORMAL

SEMI FORMAL

IRREVERENTE, NÃO TÃO SÉRIO

INFORMAL, DIVERTIDO

Viveram entre duas guerras mundiais, foram educados com disciplina rígida e respeito às hierarquias. O amor à pátria é um valor absoluto.

Otimistas em relação a mudança do mundo político, viveram uma fase de engajamento contra ditaduras e poderes tiranos.

Céticos e politicamente apáticos, refletem as frustrações da geração anterior e assumem a posição de expectadores de cena política.

Otimistas em relação ao futuro e comprometidos em mudar o mundo na esfera ecológica. Tem senso de justiça social e se engajam em voluntariados.

No trabalho valorizam o comprometimento e a lealdade.

Workaholics, valorizam o status e o crescimento profissional. São políticos, formam alianças para atingirem seus objetivos.

Gostam da informalidade no trabalho e buscam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

São extremamente informais, agitados, ansiosos, impacientes e imediatistas. Acompanham a velocidade da internet.

Como consumidores, evitam parcelamento e privilegiam as compras à vista. Investem de forma conservadora, sem riscos.

Responsáveis pelo estilo de vida de hoje, de conquistas materiais, como casa, carro e acesso ao entretenimento.

Sentem-se a vontade com a tecnologia e já tem gosto pelo consumo de equipamentos eletrônicos.

Tecnologia e diversidade são coisas naturais da vida. Usam todos os recursos do celular e precisam e precisam estar conectados.

Como funcionários, sabem aguardar a hora certa para receberem a recompensa pelo trabalho.

Funcionários fiéis às organizações em que trabalham, fazem vínculo com a empresa.

Pouca fidelidade às empresas, priorizam os interesses pessoais e não toleram a ideia de 20 anos numa mesma empresa.

A falta de cerimônia com os pais leva a indiferença sobre autoridade. Admiram a competência real e tem muita dificuldade com hierarquia.

Acreditam na lógica e não na magia. Tem religião, mas sem superstição.

Necessitam de justificativas profundas e estruturadas para tomar decisões.

Trabalham com entusiasmo quando possuem foco definido e tem necessidade de feedback.

Vivem com sobrecarga de informações, dificultando a correlação de conteúdos.

Tomando a relevância do quadro acima, observa-se que as gerações possuem visão de mundo e valores diferentes e as relações de trabalho mudaram, bem como a sua composição, é comum observar pessoas cada vez mais jovens dividindo espaço com profissionais mais experientes, ocupando cargos de chefia e comandando equipes de colaboradores mais velhos.

Sabendo deste choque, evidenciam o diagnóstico prévio e ações preventivas ao combate deste impasse de relacionamento, sem esquecer e generalizar que este impacto pode também ser benéfico para a organização pela troca de informações e experiências de cada indivíduo.

Dentre esses aspectos os conflitos mais comuns de se observar podem ocorrer nas relações interpessoais e de grupo, diante disso o gestor deve ser flexível e saber como gerenciar esses conflitos, Matta, (2013) desenvolveu um quadro comparativo, abaixo, e cita seis medidas que o gestor deverá ter diante destes conflitos.

1) Entenda os diferentes tipos de trabalho: Os Veteranos são “bem mandados”, e não costumam questionar as ordens recebidas, os indivíduos da Geração Baby Boomer não gostam de ser gerenciados em detalhes. Já os da Geração Y preferem receber instruções específicas.

2) Leve em conta os valores: A Geração Baby Boomer tem espírito de equipe, a X prefere agir de forma isolada e a Y valoriza equipes honestas e abertas.

3) Valorize o melhor de cada geração: Quem faz parte da Geração Baby Boomer pode ser um bom mentor. Já os profissionais da geração Y são úteis na hora de encontrar umas soluções criativas.

4) Incentive o diálogo: Pessoas da Geração Baby Boomer podem não gostar da informalidade dos indivíduos da Geração Y. Estes podem se incomodar se seus insights4não forem valorizados.

5) Busque pontos em comum: As Gerações X e Y valorizam a flexibilidade, a Baby Boomers, Y e veteranos dão grande importância ao treinamento.

6) Aprenda com os demais: Sabedoria é uma característica das Gerações Veteranos e Baby Boomers, a X apreciam a lealdade e a Y está antenada as tendências do mercado.

Atualmente o meio empresarial está um tanto misturado, observa-se dentro de um mesmo setor, por exemplo, trabalhadores de gerações diferentes como Baby Boomers sendo chefes de Y’s, X’s chefiando Z’s e vice e versa; o fato curioso é que cada um lidera a sua maneira e assim desenvolve e gerencia o trabalho do jeito que acha correto, mas por vezes o conflito ocorre e nem sempre é benéfico ao ambiente laboral. Acontece um bombardeio de ideias e opiniões diferentes, o desencontro de características profissionais e pessoais causa o choque entre estas gerações, o que cabe ao gestor e a equipe do setor de gestão de pessoas observar e criar maneiras de minimizar estes impactos.

Em vista disso, o tão comentado capital intelectual, que de acordo com Chiavenato (2004) “é a soma de tudo o que você sabe. Em termos organizacionais, o maior patrimônio de uma organização é algo que entra e sai pelas suas portas todos os dias, ou seja, são os conhecimentos que as pessoas trazem em suas mentes – seja sobre produtos, serviços, clientes, processos, técnicas, etc.”, ou seja, é o diferencial e traz riqueza a organização que valoriza esta competência crucial para o desenvolvimento de sua missão.

O modo como o colaborador age diante do choque de gerações no trabalho, deve ser pautado na paciência e educação, sempre. E é fundamental para manter o bom relacionamento dentro da empresa, pois caso ocorra algum atrito ou falta de profissionalismo no meio de funcionários, poderá ocorrer algum constrangimento no ambiente laboral e principalmente no grupo habitual de trabalho. 

Diante estas abordagens onde o principal foco são as pessoas seus comportamento e atitudes, faz-se necessária a intervenção do pedagogo empresarial com o auxílio dos demais profissionais do setor de gestão de pessoas, pois este tem como campo de estudo dentro da empresa tudo o que envolve a educação, como afirma Cadinha, (2011, p. 20) “a Pedagogia extrapola o âmbito escolar. O pedagogo é um estudioso das ações educativas que ocorrem em todas as vidas sociais culturais e intelectuais do sujeito inserido em uma sociedade na qual ele contribui para o seu desenvolvimento”.

Neste caso, são os colaboradores das organizações mediante aos impactos positivos ou negativos que possam ser causados pelos conflitos de gerações no ambiente de trabalho. Pois, como afirma CADINHA (2011, p.13 apud Weil, 2000) “a educação deve ser uma construção continua e permanente da pessoa humana”. FERRARI (2008 apud Vygotsky) também fala da relação homem, e sobre seu processo social, diz que “na ausência do outro, o homem não se constrói homem”, ou seja, o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem, portanto um ambiente de trabalho contaminado pode influenciar o trabalhador, implicando no seu rendimento e comportamento diante o restante do grupo.

5.CONCLUSÃO
Com efeito, conclui-se dizendo que os conflitos geracionais internos de uma organização influenciam de maneira positiva quanto a diversidade, e negativa em relação ao comportamento e relações interpessoais dos colaboradores de uma empresa quando gerenciados de maneira equivocada. Desta forma, compreendemos durante a pesquisa a importância de um aprofundamento do estudo em ambientes laborais a respeito desse tema, visando o bem estar e Qualidade de vida no trabalho, que de acordo com Ferreira (2013, p. 113):

É um conjunto ações que a empresa realiza para implantar melhorias e inovações gerenciais, tecnológicas e estruturais no ambiente de trabalho. A construção da qualidade de vida no trabalho ocorre a partir do momento em que se olha a empresa e os trabalhadores como um todo.

E, como a autora esclarece, este conjunto de ações só ocorre quando se tem uma visão holística do ambiente de trabalho, compreendendo que a empresa é um lugar onde coabitam várias pessoas que carregam consigo suas particularidades e necessidades. Partindo deste princípio busca-se até hoje a melhoria deste local, onde uma pessoa pode passar cerca de 160 horas mensais e por volta de 1.920 horas ao ano, deste modo é de total interesse dos gestores que todas estas horas sejam momentos agradáveis de convivência. Sendo assim, de acordo com as pesquisas realizadas propõe-se para a diminuição destes impactos, com adoção de um Programa de Qualidade de vida que englobe em sua ação o Psicodrama Organizacional que segundo Melissa (2013, s.p.):

“Jacob Levy Moreno, médico criador do método, o psicodrama é a ciência que explora a verdade por meios dramáticos e pode ser considerado uma via de investigação da mente humana através de ações. O método é baseado no desempenho de papéis socioculturais importantes para o seu “atuante” e como o mesmo trabalha em função deles, sendo estimulado a questionamentos, a criação a partir de seus sentimentos, lembranças e espontaneidade. No momento das dramatizações, os recursos de ação garantem o nível de envolvimento e o afloramento de emoções profundas, na busca de soluções existenciais criativas e adequadas.”

Desta maneira, o gestor deve estar atento aos conflitos mais frequentes para que estes sejam representados e discutidos durante as sessões, que podem ser individuais ou em grupo. Os benefícios do jogo dramático são inegáveis, pois o empregado poderá avaliar suas ações, das quais muitas vezes, e não havia tomado consciência de tal comportamento por ele adotado, com isto os mesmos poderão reavaliar suas ações afim de melhorar o seu comportamento em prol da harmonia do grupo de trabalho.

Portanto, este artigo é finalizado com a seguinte questão: Independentemente da geração que uma pessoa faça parte, ela pode sim se relacionar amigavelmente com outras, basta somente haver respeito mútuo.

Diante disto, faz-se necessário o aprofundamento do estudo na área, visto que este é um assunto pertinente a atual realidade organizacional. No entanto, ainda é possível observar dificuldades em pesquisas de campo, pois alguns empresários, gestores e empregados mantém uma certa estranheza a este tipo de pesquisa. E acabam, por vezes, dificultando o trabalho do pesquisador, que acaba sendo direcionado modificar a metodologia de pesquisa. No que tange a este questionamento, é relevante que os gestores de recursos humanos “abram as portas” da empresa para que possa haver uma troca de favores entre pesquisador e local de pesquisa.

REFERÊNCIAS

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