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Sou Profissional. Será?

Busquei na etimologia da palavra a origem da expressão Profissional para começar com minha reflexão de hoje. A palavra profissional vem do Latim PROFITERI, “declarar em público”, formada por PRO-, “à frente (dos outros)”, mais a palavra FATERI, “reconhecer, confessar”.
Que bela origem possui essa palavra tão proferida hoje em dia, e cada dia mais, porém muito mais que ser uma palavra bonita, o seu significado é muito mais profundo e convido a todos nós a fazermos uma reflexão sobre o que realmente significa ser um Profissional. Quando agimos profissionalmente “declaramos em público” nossa responsabilidade e o compromisso de realizarmos aquilo que prometemos, reconhecemos e confessamos o quanto somos capazes e estamos pronto para assumirmos alguma responsabilidade, por menor que seja, mas assumimos. Entretanto, o que vemos hoje são muitas pessoas que se dizem profissionais, mas quando de fato devem declarar, reconhecer e até mesmo confessar suas responsabilidades deixam a desejar. Se revelam pessoas com um baixíssimo nível de compromisso e engajamento com situações da vida, repetindo assim, esse “mau comportamento” na vida profissional.
Estamos vivendo um momento delicadíssimo no mercado de trabalho. Pessoas qualificadas estão em falta, os qualificados estão empregados e as empresas visionárias já sabendo disso “protegem” seus talentos com unhas e dentes.
Ainda assim, alguns dos “disponíveis” no mercado (qualificados ou não) tem se comportado inadequadamente, contrário ao que sugere a etimologia da palavra PROFISSIONAL. Esses comportamentos pouco assertivos por parte dessas pessoas fazem com que as empresas e pessoas percam tempo com processos seletivos sérios e que ao final das contas, fica a conta a ser paga: o retrabalho.
São pessoas que no momento da verdade, ou seja, na hora da entrevista com o Selecionador(a) prometem mundos e fundos, concordam com tudo, declaram serem comprometidos e “pau para toda obra”, mas quando são encaminhados para as empresas, para o segundo momento da verdade, mudam a conversa e começam a “barganhar” tudo. Discordam, dizem não ter entendido muito bem a proposta da empresa que fez a seleção, que não era bem isso que tinha em mente e colocam todo o processo seletivo em “xeque”. Muitas vezes com um único propósito: conseguir aquilo que não teve coragem de discutir e argumentar inteligentemente com a consultoria de seleção. Quando ocorre esse contratempo, algumas empresas as vezes chegam a pensar que a prestadora de serviços contratada para realizar a seleção não é competente, séria, confiável e se sentem enganadas, que jogaram dinheiro e tempo fora. E tudo isso, porque alguém que se diz “profissional” agiu de forma egoísta e irresponsável.
Lembremos que quando saímos em busca de nosso “ganha pão”, devemos ser na íntegra profissionais, não só no uso da palavra, mas na sua profundidade: devemos declarar em público nossas competências, nossos comportamentos assertivos. Reconhecer e revelar nossos compromissos buscando o aperfeiçoamento contínuo para nos transformarmos em grandes PROFISSIONAIS.
Parafraseando Deepak Chopra, no livro As Sete Leis Espirituais do Sucesso, o que for teu desejo, assim será tua vontade. O que for tua vontade, assim serão teus atos. O que forem teus atos, assim será teu destino. Seja um(a) profissional na essência da palavra, para que seu destino te leve as melhores e mais honrosas conquistas

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