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Sua empresa está preparada para o retorno?

Vencemos tantos gigantes e, por ironia do destino, um vírus colocou o mundo de joelhos. Não só a indústria, mas principalmente o comércio e a prestação de serviços foram drasticamente afetados pela pandemia. E ainda temos outro desafio: o reinício das atividades em condições seguras. Crises demandam mudanças de hábito, a forma antiga terá de ser abandonada e um novo formato de trabalho deverá ser adotado.

As empresas devem se preparar, inclusive com a adoção de planos estratégicos e de contingência. Medidas como distanciamento social e acurada higiene dos locais de trabalho são essenciais. Avaliação da temperatura corporal e realização de testes para Covid-19 são necessárias para conter o contágio.

Em termos de saúde e segurança do trabalho, o ambiente deve ser continuamente avaliado quanto aos riscos químicos, físicos e biológicos, segundo o que determina a Norma Regulamentadora 9 – PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). Anteriormente, os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) satisfatoriamente neutralizavam os agentes existente, agora precisamos também das medidas de proteção individuais, coletivas e administrativas para a gestão da prevenção.

Nova call to action

O retorno ao trabalho exige muito mais das empresas do que a obrigatoriedade do uso de máscaras, lavagem correta das mãos e uso de álcool gel. A probabilidade do contágio aumenta à medida que o colaborador sai de seu isolamento e faz uso do transporte público, confinado em veículos e locais de grandes aglomerações nas estações.

O layout dos postos de trabalho deve ser repensado para a manutenção da distância de segurança. A ampla ventilação natural deve ser privilegiada. A limpeza das áreas precisa ser reforçada, com vários repasses diários em pontos de contato coletivo como maçanetas, botões de equipamentos e interruptores.

Aliada às medidas de proteção, é imprescindível o treinamento, não só para instruir sobre as formas de contágio, como também para informar as medidas adotadas e seu cumprimento obrigatório. Outras ações administrativas incluem, por exemplo, limitar o número de pessoas em praças de café e refeitórios.

É preciso ter em mente que todas as providências elencadas anteriormente servem não somente para evitar o contágio da doença, como também preservar a empresa no caso de uma fiscalização, que eventualmente, poderá interditar o ambiente de trabalho por risco grave e iminente à saúde dos trabalhadores. Por isso, é importante que as companhias assegurem seus direitos, documentando todas as ações.

Ao final, sairemos mudados desta pandemia, a qual não trouxe somente mortes e o caos, mas também vários conceitos novos.

*Antonio Carlos Vendrame, mestre em Química Ambiental e Ecotoxicologia, é fundador e diretor da Vendrame Consultores, especializada em Segurança do Trabalho, Medicina Ocupacional, Meio Ambiente e na capacitação de profissionais. Atua como consultor técnico em assuntos de Segurança e Higiene do Trabalho e perito da Justiça do Trabalho, Justiça Cível e Justiça Federal. 

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