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A trilha da mulher pelo sucesso profissional

sucesso profissional

Por Vitória Reis, fundadora da página Dicas do RH no Instagram e criadora do Curso RH e DP juntos

As mulheres ganham força cada dia mais, lutando pelos seus ideais, rompendo barreiras, vencendo os preconceitos e trilhando o seu sucesso profissional, mas é muito difícil falar deste assunto sem contar o preconceito que ainda somos obrigadas a vivenciar muitas vezes dentro do mundo organizacional, mesmo estando no século XXI. 

Nova call to action

Para falar sobre as conquistas de hoje da mulher precisamos relembrar o passado. Antigamente as mulheres não tinham direitos de trabalhar e se autossustentar, éramos submetidas a um casamento, cuidar da casa e dos filhos, enquanto trabalhar e trazer o dinheiro para dentro de casa era tarefas dos maridos. 

Mas com o passar do tempo as próprias mulheres começaram a entender que mereciam mais, e a partir da década de 70 as mulheres foram ganhando um espaço maior no mercado de trabalho e dentro das organizações.  

Durante a I e II guerra mundial, as mulheres precisaram assumir os negócios da família e a posição dos homens no mercado de trabalho, pois os homens eram convocados e precisava ir para a linha de frente das batalhas, quando a guerra acabou muitos soldados tinham morrido e muitos voltavam para a casa mutilados e sem capacidade de voltar ao mercado de trabalho.

Foi nesse momento que as mulheres perceberam que não podiam apenas ficar em casa e cuidar dos filhos, pois precisavam dar continuidade aos trabalhos e assumir as responsabilidades de seus maridos que já não estavam mais ali ou não tinham mais capacidade. 

No século XIX começaram a surgir muitas mudanças e com o avanço da tecnologia boa parte da mão de obra feminina foi transferida para trabalhar nas diversas fábricas.

Por mais capacidade que a mulher tinha muita desigualdade foi sendo levada por muitos anos, uma delas e muito comum é a diferença salarial entre mulheres e homens, umas das justificativas para tal, era que o homem contratado era quem sustentava a família e a própria mulher por isso a mulher não tinha a necessidade de ganhar um valor igual. 

Nos dias atuais, apesar das grandes conquistas femininas no mercado de trabalho, as pesquisas ainda indicam que a desigualdade existe. 

Uma pesquisa levantada pelo IBGE no ano de 2019 mostrou que no Brasil as mulheres dedicam o dobro do tempo dos homens com os afazeres domésticos. Não sei se você consegue enxergar mais o quanto isso tem impacto direto na vida profissional da mulher. 

Manter uma dupla ou tripla jornada não é fácil, é cansativo e desgastante e muitas das vezes faz com que a mulher procure um trabalho de jornada parcial para conseguir conciliar todas as atividades.

Essa pesquisa também revelou que em 2019, as mulheres receberam, em média, 77,7% do valor recebido pelos homens. 

A desigualdade atinge proporções maiores nas funções e nos cargos que asseguram os maiores ganhos. Entre diretores e gerentes, as mulheres receberam 61,9% do rendimento dos homens. 

A luta pelos direito das mulheres existe e precisamos continuar lutando para ter uma igualdade justa, mas hoje podemos comemorar e dizer que já temos setores que são compostos por maioria mulheres, uma pesquisa do Mercadômetro revela que, no Brasil, 75,2% dos profissionais da área do RH são mulheres, e um levantamento realizado pela empresa de pesquisa Bureau of Labor Stati  apontou que  73% dos gerentes de RH são mulheres. 

Para essa evolução continuar existindo é preciso que as empresas mudem cada dia mais a sua cultura organizacional, eliminando o preconceito e pensamentos que já não cabem mais atualmente.

É preciso entender que a mulher tem total capacidade de assumir um cargo e ter sucesso profissional dentro das organizações. 

Além de tudo isso não para por ai, além de tudo isso uma pesquisa realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho indicou que houve um aumento dos processos de assédio sexual em 21% no primeiro semestre de 2021. 

Com base nesse estudo, constatou-se que, no período de janeiro de 2015 a julho de 2021, mais de 27,3 mil ações envolvendo assédio sexual foram registradas perante as varas do Trabalho.

Para você profissional do RH que está lendo essa matéria não foque gênero do candidato ou da candidata, foque nas habilidades, nas soft e hard skills.

Você pode estar perdendo um grande talento que vai mudar a história da sua empresa por causa de preconceito. Além disso, ajude a empresa a ter uma cultura mais segura para a mulher no ambiente de trabalho, implementando ações que evitem situações como o assédio.

Um exemplo de ações a serem tomadas é a criação de um canal de denúncia eficaz, para a averiguação e punição, garantindo o sigilo e anonimato da vítima, para que ela se sinta segura ao denunciar.

É muito importante que a empresa adote e elabore medidas preventivas, treinamentos e palestras para conscientização da coletividade. E o mais importante é não deixar ações como essas saírem impunes. 

E para você mulher que está lendo essa matéria, não desista jamais dos seus sonhos, lute, vá atrás e conquiste. O que é seu só você consegue conquistar. 

Para finalizar eu não poderia deixar de citar grandes mulheres para nos inspirar. 

1. Camila FaraniCamila Farani

Com mais de R$35 milhões investidos e 40 startups em seu portfólio, Camila Farani é empresária, empreendedora, colunista e investidora brasileira, sendo uma das maiores investidoras-anjo do Brasil. Camila também atua em negócios que movimentam mais de R$ 1,7 bilhão por ano e empregam mais de 10 mil pessoas.Tank Brasil.

2. Cris Arcangeli 

cris arcangeli

Empreendedora serial, apresentadora do programa Shark Tank Brasil e Comunidades a Mil Investidora no Fundo de Venture Capital Phenix, fundadora de 5 marcas com 3 exits de sucesso profissional. É também palestrante e escritora.

3. Mônica Hauck 

Mônica Hauck

CEO e Co-Founder da Sólides, empresa de Tecnologia para Gestão de Pessoas, que integra o ranking das 100 startups mais promissoras do país em 2021. A Sólides possui mais de 50% de colaboradoras mulheres e mais de 59% das posições de liderança ocupadas por mulheres. 

Mais de 4 milhões de vidas foram impactadas com a Plataforma Sólides e mais de 12 mil clientes já transformaram a gestão de pessoas com a Sólides.

 4. Luiza Helena Trajano

Luiza Helena Trajano

Presidente do Conselho de Administração do Magalu e é Embaixadora Endeavor. Começou a trabalhar no varejo aos doze anos, durante as férias escolares. Aos 18 anos, a jovem assumiu os negócios da família.

A visão empreendedora da Luiza Helena Trajano ganhou destaque em 1992, quando implementou o conceito de lojas virtuais no Magazine Luiza. Atualmente a rede conta com mais de 740 lojas e está presente em 16 estados brasileiros.

Quer saber um pouco mais sobre mim? Então conheça o meu outro artigo que está aqui no RH Portal que tem muito a ensinar sobre a diferença entre DP e RH.

mulheres protagonistas

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