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Sumário

Os três P’s da Sustentabilidade Gerencial

Este artigo é leitura obrigatória para aqueles que possuem em seu DNA profissional a obsessão pela mudança, a busca contínua por diferenciais e a necessidade de encarar desafios que gerem resultados sólidos e peremptórios para suas empresas.

Sustentabilidade Gerencial: O executivo que busca se destacar no meio empresarial, obtendo visibilidade, precisa apresentar diferenciais em sua gestão e estar obrigatoriamente em constante processo de mudança e desenvolvimento.

Contudo, mudança sem sustentabilidade é como chuva de verão: intensa, mas passageira! Percebo, em minha vivência profissional, muitas iniciativas interessantes, ideias extraordinárias, executivos brilhantes e cheios de energia para promover a mudança, porém sem se preocuparem com os elementos que garantirão o equilíbrio e a perpetuidade de um determinado projeto, o que acaba transformando todas estas forças em grandes fraquezas.

Sustentabilidade Gerencial

A era da Sustentabilidade Gerencial

Estamos na era da sustentabilidade: ouvimos e lemos frequentemente sobre sustentabilidade ambiental, ecológica ou até mesmo social, mas dificilmente falamos sobre a sustentabilidade específica do processo de gestão, isto é, aquela que gera a eficiência no “eco-sistema” gerencial.

Assim como os rios poluídos e fluentes destruídos, muitas empresas estão morrendo contaminadas pela falta de estratégia com seus produtos e serviços; assim como as florestas desmatadas e queimadas, os sistemas integrados e os processos existentes não correspondem às necessidades organizacionais.

No lugar de espécies ameaçadas de extinção, perdemos talentos que estão desmotivados em busca de mais valorização profissional.

Dentro desta linha, é importante destacar que cada problema ou desequilíbrio apresentado, seja na biodiversidade ecológica, seja na adversidade corporativa, possui uma relação de interdependência sustentável, isto é, um problema desencadeará o outro podendo se tornar irrecuperável, se não enxergarmos e agirmos em tempo para alterar o estado de ciclo vicioso de fracasso para um ciclo virtuoso de superação.

Conceito da Sustentabilidade Gerencial

Vamos compreender esta ideia de sustentabilidade no mundo corporativo, utilizando-nos do conceito dos 3 P’s (pilares) da sustentabilidade gerencial: produto, processo e pessoa.

Definiremos como produto toda e qualquer obra tangível ou intangível (serviço) produzida para venda ou comercialização, com o objetivo de gerar resultados para uma organização.

Imagine uma empresa com um excelente produto ou serviço: uma obra inovadora e diferenciada no mercado, com uma excelente aceitabilidade e uma crescente demanda. Contudo, esta empresa não possui ferramentas suficientes para planejar as suas ações estratégicas, seus processos internos são precários, o acompanhamento e controle dos resultados não existem, os sistemas gerenciais são ineficientes.

As pessoas que ali trabalham estão fora de um perfil desejável para trazer sinergia e pró-atividade, não são capacitadas e não possuem formação adequada para atuarem nas posições que lhe foram designadas.

Resultado: O produto por si só não se manterá por muito tempo, pois inexistem ali os outros pilares de sustentabilidade gerencial: pessoas e processos.

Quando citamos o processo, queremos representar todas as rotinas, atribuições, tarefas, sistemas, diretrizes, tecnologias e processamentos indispensáveis para a produção, funcionamento e resultado de acordo com os objetivos e metas definidos pela alta gerência da empresa.

Digamos que, porventura, esta mesma empresa tenha contratado uma consultoria que diagnosticou o problema do processo, propondo a padronização e “rotinização” de todas as atividades e atribuições, otimizando e informatizando as atividades manuais, através da implantação de um extraordinário sistema de gestão integrado, com uma base de dados única, com emissão de relatórios gerenciais eficientes e fidedignos.

Além disso, a consultoria sugeriu uma fantástica customização ao novo modelo de gestão, implantando também ferramentas e equipamentos altamente tecnológicos para a eficiência do processo administrativo e operacionalização dos produtos e serviços da empresa.

Com essas medidas, a empresa vislumbra uma transformação significativa em sua operação, aumentando a produtividade, a qualidade dos serviços e a competitividade no mercado. A integração do sistema de gestão permitirá uma visão holística das áreas e possibilitará uma tomada de decisão mais embasada e precisa.

A padronização e automação das atividades resultarão em uma operação mais ágil e livre de erros, fortalecendo a posição da empresa em seu segmento de atuação.

Resultado: Mesmo diante do enorme investimento supramencionado (consultoria, equipamentos, tecnologia e informação), ainda assim, o sucesso da gestão continuará ameaçado, devido à falta de um pilar indispensável para o alcance da sustentabilidade gerencial: as pessoas.

Gostaria de destacar que este exemplo, por incrível que possa parecer, é algo muito presente e comum nas organizações. Mesmo quando o sistema é extremamente eficiente, muitos justificam o fracasso de suas atividades devido a implantação do novo sistema de gestão.

Surgem, então, comentários do tipo: “antes deste sistema, as coisas aqui funcionavam melhor!” ou “quando o controle era manual, não tínhamos este tipo de problema..” etc.

Conclusão: O tripé nunca se sustentará com apenas dois pilares. As bases se tornam inúteis quando são aplicadas fora do seu contexto sistêmico (tripé: três pilares ou bases).

Para finalizar, definiremos como pessoas todos os colaboradores diretos e indiretos que se envolvem interna ou externamente nos diferentes níveis para o funcionamento e desenvolvimento da organização. Este é o elemento chave que, conjugado com os outros pilares, propiciará a sustentabilidade do projeto.

As pessoas são a alma da empresa e carregam em si conhecimento, habilidades e atitudes que proporcionam decisões. Toda decisão deve ser fruto das suas habilidades aplicadas às necessidades da empresa.

Quando este aspecto está em equilíbrio, isto é, quando a empresa supre a sua necessidade com profissionais preparados, através de treinamento, desenvolvimento, valorização, bem como, um processo seletivo transparente, com uma política de carreira clara e com alocação correta dos talentos nas devidas posições para o enfrentamento dos desafios, isto aumenta o nível de expectativa do colaborador, motivando-o em busca do resultado.

Na falta destes aspectos o indivíduo se desmotiva, deixando de realizar seus objetivos e consequentemente os objetivos da empresa. Quando não focamos nesta questão, estamos sujeitos ao fracasso e, mesmo diante de todos os esforços para o desenvolvimento organizacional, dificilmente obteremos êxito quando os colaboradores envolvidos não estão alinhados, defendendo e conscientes de tais objetivos.

O equilíbrio dos 3 P’s

Para que nossas decisões tenham sustentabilidade, precisamos avaliar se os três P´s estão equilibrados. A harmonia destes aspectos, atrelada ao foco sistêmico dos três elementos que constituem este tripé, sem dúvida irão trazer para os gestores uma maior consistência em seu processo decisório e nas ações de inovação, propiciando uma espécie de equilíbrio que sustentará e fortalecerá as mudanças para empresa enfrentar os desafios internos e externos em buscar dos seus resultados.

Sempre que considerarmos estas observâncias em nosso processo de gestão, maximizaremos de forma extraordinária a possibilidade de solidificar e perpetuar o sucesso de um determinado projeto.

E você, está gerenciando de forma sustentável? Como estão os seus P´s?

Camila Rocha, é uma profissional experiente em publicidade. Com formação pela Fumec, ela coordena atualmente a BU de Educação na Sólides Tecnologia, onde trabalha há 6 anos. Sua expertise em liderança e estratégias de educação corporativa tem sido fundamental para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento dos colaboradores.
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