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Ética Na Administração E Nos Negócios

O passaporte para a sustentabilidade poderá ser alcançado na medida em que cada pessoa que integra as empresas, desde o último colaborador contratado até o Presidente do Conselho de Administração, se conscientize de sua missão, cada um em seu nível de atuação, e use a sua liberdade para desempenhá-la com total responsabilidade e comprometimento com a atuação ética.
O Código de Ética
I – De forma ampla a Ética é definida como a explicitação teórica do fundamento último do agir humano na busca do bem comum e da realização individual.
II – O exercício da profissão de Administrador implica em compromisso moral com o indivíduo, cliente, empregador, organização e com a sociedade, impondo deveres e responsabilidades indelegáveis.
III – O Código de Ética Profissional do Administrador (CEPA) é o guia orientador e estimulador de novos comportamentos e está fundamentado em um conceito de ética direcionado para o desenvolvimento, servindo simultaneamente de estímulo e parâmetro para que o Administrador amplie sua capacidade de pensar, visualize seu papel e torne sua ação mais eficaz diante da sociedade.
Ética empresarial
Enquanto a ética profissional está voltada para as profissões, os profissionais, associações e entidades de classe do setor correspondente, a ética empresarial atinge as empresas e organizações em geral. A empresa necessita desenvolver-se de tal forma que a ética, a conduta ética de seus integrantes, bem como os valores e convicções primários da organização se tornem parte de sua cultura.
A ética na Administração
Nas organizações, a grande competitividade coloca as pessoas em batalhas sem fim, disputando fatias de mercado, disputando posições de destaque dentro das empresas e fora delas. Na busca desenfreada pelo reconhecimento, manutenção do “status”, prestígio, lucratividade e poder, muitas das vezes, a ética é deixada de lado. É a guerra da sobrevivência patrocinada pelo mercado. Nesse cenário mercadológico conciliar interesse pessoal, com objetivos comuns, por vezes exige do administrador um comportamento, sobretudo, ético, de respeito ao próximo, respeito à concorrência, ao cliente, às leis, etc. Aí está o grande desafio do administrador.
No entanto, há ética na Administração? O que é administrar? Qual o objetivo da Administração? Há ética nas organizações? Há ética, no ensino da Administração? Em que momento, somos, ou deixamos de ser éticos, na sociedade moderna? Há ética, na globalização? Agir de forma pro-ativa em prol dos interesses organizacionais, priorizá-los em detrimento das questões individuais e ao mesmo tempo ser honesto, respeitar os clientes, a concorrência, ser cumpridor das leis e saber valorizar as pessoas são palavras de ordem nos códigos de ética das organizações. Quanto a ser e manter-se ético, diante das circunstâncias, vai depender de cada indivíduo, de cada administrador. O administrador, dentro e fora das organizações deve ter perseverança e lutar pelo seu futuro e de sua família, fazendo sua parte enquanto cidadão, para que tenhamos um mundo melhor, mais justo, onde todos tenham oportunidades.
O papel da escola
As escolas, principalmente as instituições de nível superior, que têm o propósito de formar profissionais para o mercado de trabalho são fundamentais nesse processo. Práticas pedagógicas e atitudes profissionais responsáveis e coerentes com o que é ensinado são elementos facilitadores para a internalização de princípios éticos pelos acadêmicos. Colocar à disposição do mercado pessoas com formação universitária, sem, no entanto, prepará-las para enfrentar a concorrência, sem desenvolver nenhum programa de encaminhamento dessas pessoas para o mercado de trabalho é adotar a política do “salve-se quem puder”. É contribuir para a formação de uma nova categoria de desempregados. O “desempregado intelectual”, ou “intelectualizado”. Deve-se considerar que novos modelos de organizações estão surgindo na era do conhecimento e os acadêmicos precisam estar cientes disso. Estará à espera dos novos profissionais, um mercado disputadíssimo e volátil voltado para resultados. Desenvolver nos estudantes uma mentalidade, crítica, empreendedora, pro-ativa, focada em responsabilidade social é a sublime missão das instituições de ensino compromissadas com a educação. Só assim, será possível continuar idealizando um perfil de profissional, que seja considerado ético e que saiba conduzir as organizações para os resultados pretendidos, mas, promovendo o equilíbrio, a justiça social e agindo em prol da melhoria das condições de vida das pessoas; cumprindo as leis e respeitando a natureza, o meio ambiente e, sobretudo, reconhecendo as diferenças individuais de cada ser humano.
A ética, a responsabilidade social, o meio ambiente
Hoje não mais se aceita a ideia de que o único e exclusivo objetivo da empresa seja produzir lucro. É óbvio que sem lucro nenhuma empresa se sustenta, mas há um conjunto de valores e processos que integram as estratégias das empresas, além do exclusivamente econômico. A ética, a responsabilidade social, o meio ambiente são questões que devem preocupar a alta direção e os conselhos de administração das empresas que pretendem ser sólidas e deixar lastro.
O triple bottom line
O conhecido termo Triple Bottom Line, expressa esse conjunto de valores e processos ampliando a visão dos empresários, atingindo os aspectos social, econômico e ambiental. De fato é cada vez mais importante o enfoque do potencial transformador da empresa socialmente responsável, economicamente viável e ecologicamente sustentável. A credibilidade de uma instituição é o reflexo da prática efetiva de valores como a integridade, honestidade, transparência, qualidade do produto, eficiência do serviço, respeito ao consumidor, entre outros. Esses valores atribuídos às empresas, na realidade são inerentes aos indivíduos que as criaram e as representam.
O triple bottom line
(o social, ambiental e econômico) estão para a empresa, assim como esses três valores inerentes ao ser humano (consciência, liberdade e responsabilidade) estão para cada pessoa.
Ética dos empresários e a vida da empresa
É a ética dos empresários, dos homens e mulheres de negócios que imprimirá uma cultura ética à empresa. O dia a dia das empresas refletirá essa cultura que advém de seus fundadores e das pessoas que eles nomearam para geri-las. Assim, como os eixos econômico, social e ambiental referem-se à sustentabilidade da empresa, podem-se referir os três valores que se ligam a sustentabilidade e atuação ética de cada ser humano inserido na empresa. São eles: consciência, liberdade e responsabilidade
Consciência
Cada pessoa é portadora da chave, do segredo para conhecer com profundidade o ser humano. Dispõe da lei da consciência, inserida no seu próprio ser. Trata-se de uma lei, que não foi criada pelo ser humano, da qual ele não consegue se livrar, mesmo que o tente, e à qual sabe que deve seguir, e quando não a segue sente desconforto
Liberdade
A verdadeira liberdade é aquela que permite a cada pessoa agir como convém ao ser humano, cujo anseio é a felicidade. A integridade, honradez, a coerência entre o modo de ser e de agir, são o caminho para alcançar o bem e a verdade. Assim, a pessoa será tanto mais livre quanto mais próxima estiver de atingir esses valores
Responsabilidade
A responsabilidade, por sua vez, corresponde à resposta a um imperativo que cada cidadão percebe em seu íntimo. O exercício da solidariedade, a cidadania, a responsabilidade social, a busca do bem comum são valores da humanidade e nenhum cidadão pode se eximir dessas práticas.
Passaporte para sustentabilidade
O passaporte para a sustentabilidade poderá ser alcançado na medida em que cada pessoa que integra as empresas, desde o último colaborador contratado até o Presidente do Conselho de Administração, se conscientize de sua missão, cada um em seu nível de atuação, e use a sua liberdade para desempenhá-la com total responsabilidade e comprometimento com a atuação ética.
Adm. Marcelo Durau
CRA/SC 15172
durau.m@hotmail.com

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