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Sumário

Os tipos de discriminações sofridas por mulheres no mercado de trabalho

Não é novidade para ninguém que a presença de mulheres no mercado de trabalho ainda é um problema. Por mais que hoje possamos vê-las ocupando mais espaços e cargos de liderança, o preconceito, infelizmente, ainda está presente no processo cotidiano, assim como os tipos de discriminações estão, em muitos casos, ainda velados.

Ser mulher é um desafio. É levantar todos os dias para encarar, seja no âmbito pessoal ou profissional, julgamentos, questionamentos e dúvidas em relação à capacidade de exercer qualquer atividade.

Afinal, para muitos ainda é difícil enxergar que mulheres podem e devem fazer o que bem querem e ocupar espaços que antes eram dominados pelos homens. Conheça a partir de agora os tipos mais comuns sofridos por mulheres no mercado de trabalho.

O que é discriminação?

Antes de mais nada, é importante ter clareza sobre o que é discriminação, para que entenda quando o ato é cometido.

A discriminação no ambiente de trabalho se refere ao fato de ser um profissional tratado de forma desfavorável, por causa de alguma característica sua.

Como é o caso da discriminação de gênero, quando a mulher é discriminada pelos colegas somente pelo fato de ser mulher.

É interessante perceber, no entanto, que a Constituição detalha que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. O que por si só, é fator suficiente para deixar claro que o país não deveria tolerar atos discriminatórios.

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Todavia, não é o que ocorre no cotidiano das empresas. Onde frequentemente algumas mulheres são tratadas de forma inferior somente por serem mulheres. 

Quais são os tipos de discriminações sofridas por mulheres no trabalho?

mulher desesperada por sofrer discriminação no trabalho

Frequentemente mulheres sofrem diariamente com algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho, nós trouxemos os principais tipos para que entenda e reconheça quando algo anormal está acontecendo em seu cotidiano:

1.     Sexismo

O sexismo e o assédio, por exemplo, são os tipos de discriminações mais comuns, usando como justificativa para os atos o fato da mulher ser mulher.

Ou seja, homens, em sua maioria e em posição de privilégio, se aproveitam do gênero feminino para cometerem abusos, físicos, mentais ou morais, não importa em qual ambiente mulheres, adolescentes e meninas estejam ou como estejam.

Como se não fosse o suficiente, a violência doméstica também entra na lista, impedindo, na maioria das vezes, até o nosso direito de ir e vir, mesmo que seja o simples ato de sair para trabalhar.

Desta forma, o prejuízo torna-se não apenas emocional e físico, mas também financeiro.

Por isso é tão importante o incentivo de campanhas de acolhimento dentro de empresas, bem como o debate em torno das discriminações sofridas. Falar sobre o assunto não é simplesmente conscientizar.

2.     Etarismo

Fora fatores como os já citados, há ainda o preconceito etário e materno, como se a condição de ser mãe ou uma mulher mais velha pudesse afetar o seu desempenho ou capacidade na hora de exercer uma função.

A necessidade materna de garantir o bem-estar de uma criança, assim como o envelhecimento, faz parte do crescimento de qualquer pessoa.

Sendo assim, quanto mais a companhia oferecer benefícios que permitam segurança e flexibilidade, mais são as chances da profissional de se sentir tranquila e estabilizada, com confiança para fazer suas atividades do dia a dia e sem medo de ser discriminada.

3.     Maternidade: algo que ainda causa muita discriminação

Dados do IBGE de 2021 relatam que apenas 54,6% das mães de 25 a 49 anos que tinham filhos de até 3 anos estavam empregadas.

O que revela que o mercado de trabalho não apresenta forte interesse em dar oportunidade para uma mulher que é mãe.

Não é raro conhecer uma amiga que foi demitida pouco após voltar de sua licença-maternidade. Além disso, também é comum ouvir relatos em rodas de profissionais que a recolocação profissional após ter filho é muito difícil.

Este tipo de discriminação coloca as mulheres e seus filhos em situação de vulnerabilidade social. Afinal, acabam dependendo de terceiros como fonte de renda, gerando uma série de desigualdades e condições propícias para outras violências.

Uma mulher que tem filho não deixa de ser uma boa profissional! Portanto, é algo que precisa ser revisto urgentemente nas contratações. Uma vez que, mulheres em situação de dependência costumam estar mais expostas a violência de gênero e outros problemas.

Portanto, é muito importante analisar que a contratação de mulheres que são mães é importante não só para a empresa, como também oferece benefícios para a sociedade.

4. Discriminação racial

Infelizmente, além de lidar com questões que envolvem o gênero, muitas mulheres ainda sofrem com discriminação racial.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, pessoas negras encontram barreiras para ascender na carreira.

O preconceito racial é especialmente visível quando percebemos que sites relevantes como o Vagas divulgam dados de que 47,6% dos profissionais pardos ou pretos cadastrados em sua base de dados ocupam vagas operacionais ou de auxiliar.

Apenas 0,7% do público negro cadastrado na plataforma de empregos está em posição de diretoria. Além disso, 47,8% do público negro avaliado tem diploma de graduação. O que deixa claro que há uma dificuldade de progressão de carreira que não está diretamente ligada a capacitação do profissional.

5. Discriminação religiosa

A discriminação religiosa no mercado de trabalho é muito comum. São discriminações que ocorrem por parte dos colegas, quando não concordam com a fé uns dos outros.

É muito comum no Brasil que a discriminação seja ainda mais forte com pessoas que professam fé de matriz africana.

Como identificar a discriminação no local de trabalho?

É fundamental identificar se o “jeito” do colega ou superior é realmente uma discriminação e procurar meios de reunir provas da conduta. Afinal, os casos de discriminação contra a mulher no trabalho costumam trazer impactos relevantes.

Não é raro que a mulher sofra com danos psicológicos oriundos da discriminação sofrida. Além disso, quando um chefe discrimina uma profissional é possível que ele evite seu crescimento na empresa. O que acaba trazendo prejuízos significativos para a vida profissional.

Por isso, caso suspeite de conduta discriminatória é útil reunir provas da prática. Seja por meio de testemunhas, gravações das condutas, provando que desempenha as mesmas funções que terceiros, mas seu salário é menor.

Esses detalhes são úteis para procurar e empresa e relatar o caso e em última instância, procurar seus direitos por meio jurídico.

Ter o aconselhamento de um bom advogado do trabalho em caso de discriminação é fundamental para que possa adotar todas as medidas cabíveis para reparar o dano causado.

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Conscientização para melhorar o mercado de trabalho

Felizmente, avançamos em muitas frentes, mas a luta não acabou. Acima de tudo, é preciso que a sociedade compreenda que, antes de sermos mulheres, somos seres humanos.

Portanto, a desvalorização do gênero torna-se também uma desvalorização da humanidade como um todo. É por isso que estamos aqui, todos os dias, lutando pelo fim dos diversos tipos de discriminações que causam intenso sofrimento.

É interessante que as organizações adotem todas as medidas cabíveis para combater ações discriminatórias em suas unidades.

De modo que, as empresas se tornam mais diversas, inclusivas e respeitosas. Um ambiente de trabalho diverso é um convite para a criatividade, crescimento do negócio e conquista de bons resultados.

Portanto, todos têm a ganhar quando a empresa se torna um ambiente mais acolhedor e respeitoso.

O RH deve ser intolerante a discriminação

Toda empresa deveria praticar intolerância! Quando o RH é intolerante a discriminação e adota todas as condutas educativas para evitar casos de discriminação e combate ativamente em caso de denúncia, o ambiente laboral se torna muito mais saudável.

Dessa forma, é possível ter um ambiente agradável, onde todos possuem voz e vez de crescimento.

Aspecto que faz toda a diferença para a obtenção de resultados positivos, contribuindo para que o negócio seja mais resiliente no mercado em que atua.

É útil que a empresa tenha diretrizes claras de combate aos casos de discriminação, garantindo que a equipe tenha uma conduta alinhada e condizente com os valores da empresa.

Todos perdem com ambientes menos inclusivos

Um ponto muito relevante de observar é que a discriminação é prejudicial para todos dentro da empresa.

Uma vez que, empresas mais diversas são mais criativas e estão melhor preparadas para as adversidades comuns do mercado.

O que faz com que seja interessante para todos os envolvidos eliminar vieses inconscientes e se tornarem mais inclusivos.

A diversidade na empresa não deve se limitar às questões de gênero. Na realidade, o ideal é que a empresa tenha pessoas de diferentes crenças, hábitos, idades e gêneros.

Com o intuito de se tornar um espaço verdadeiramente plural, capaz de lidar com seu público que é igualmente plural e que será diretamente beneficiado por decisões criativas da equipe.

Portanto, quando profissionais discriminam uns aos outros todos estão perdendo. Tanto quem é preconceituoso e não procura ajuda, quanto quem sofre a discriminação e a própria equipe como um todo.

Afinal, empresas que possuem equipes heterogêneas e pouco diversificadas são prejudicadas pela falta da visão plural.

Aproveite que agora já sabe mais sobre tipos de discriminações e denuncie situações inadequadas no mercado de trabalho.

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Sobre Carolina Martins

Caroline Martins é Especialista em Recursos Humanos, Headhunter, Recrutadora e Top Voice & Creator do LinkedIn. Formada em Psicologia pela Universidade de Taubaté, é pós-graduada em Comunicação em Redes Sociais pela FMU e traz em seu currículo quase 10 anos de experiência no setor de RH.

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