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Trabalhador Do Conhecimento

TRABALHADOR DO CONHECIMENTO

Os trabalhadores do conhecimento são todos aqueles que, com elevados níveis de escolaridade com uma grande bagagem de experiência e renovação nos conceitos mais elementares dos processos nas organizações. Peter Drucker quando escreveu “Uma Era da Descontinuidade”, já percebia uma nova era nas organizações por causa das novas tecnologias e tendo que competir num mundo cada vez mais, moderno.
São esses trabalhadores os responsáveis por incentivar, inventar nas organizações e fazer projetos estratégicos, melhorando produtos, fazendo marketing para se manter no mercado.
O resultado de tudo isso é o aumento da produtividade e consequentemente a melhoria na receita e lucratividade das empresas. O conhecimento tem se tornado o Capital essencial nas organizações. O conhecimento como o novo fator de produção, que vem aliar-se aos já existentes, instala-se um período de transformações, cujos efeitos estão se espalhando mundialmente e alterando os sistemas político, social e econômico dos países que se encontram em tal estágio de desenvolvimento. Isso porque, embora as mudanças sejam hoje profundas e perceptíveis, são contínuas, mas nem sempre uniformes. Dão-se de forma gradativa e diferenciada, de acordo com o grau de evolução econômica em que o país se encontra. É de se ressaltar que no Brasil identificam-se características de uma economia pós-industrial (do conhecimento), e, ainda, de subsistência, dependendo da região enfocada.
Criou-se uma demanda por gestores do conhecimento que vem de encontro com as necessidades dos tempos modernos. Esses profissionais do conhecimento tem um papel fundamental na economia, por agregarem valor nas organizações.
Houve empresas como, por exemplo, a Microsoft com tamanha rentabilidade nunca vista na história mundial. As grandes fábricas de remédios; as empresas de tecnologia da informação são empresas que faturam alto por ter uma grande equipe de Trabalhadores do Conhecimento.
As categorias principais dos Trabalhadores do Conhecimento são: Profissionais de transação, integração, expertise e de colaboração. Esses ocupam cargos diferentes e emprega as mesmas tecnologias. Geralmente são pessoas colaborativas precisam de concentração e se móvel em função do seu trabalho.
O conceito de aprendizagem organizacional ganhou notoriedade a partir da década de noventa, embora, já estava presente na literatura sobre teoria da organização. A aprendizagem organizacional não se reverte facilmente está em aberto para aprender com a aprendizagem da organização.
Competência: uma palavra do censo comum que significa uma pessoa qualificada para realizar algo do seu conhecimento ou tarefa. Para isso precisamos colocar em prática os dons naturais. O conjunto de conhecimento, habilidade e atitude credencia o profissional para exercer uma função especifica.
O conhecimento: está sempre relacionada ao saber fazer e porque fazer, ou seja, colocar em prática seus conhecimentos adquiridos, com autonomia e autoridade, de quem tem o conhecimento preciso da situação e pode desempenhar.
Habilidade: demonstra sempre um talento natural que está sempre relacionado ao saber fazer. É aquele que tem precisão, os detalhes de como fazer melhor.
Atitude: está sempre relacionado ao ser dentro do trabalho sabe assumir riscos chama a responsabilidade para si. Não tem medo de errar tem atitude. E essa característica de processo de aprendizagem é orientada para o desenvolvimento, isso assegura competitividade às organizações. Atitude está ligada a ação. Não adianta ter conhecimento e habilidade e não ter atitude. Atitude é querer fazer. Muitos profissionais estão poucos dispostos a ter atitudes de mudança.
O ideal seria a junção de conhecimento e habilidade, mas essa combinação nem sempre é possível. Muitas vezes quem tem o conhecimento não é quem executa. A habilidade, em regra, depende de prática, treino, erros e acertos. A prática leva a perfeição. Só que quanto mais se sobe na hierarquia, mais teórico e menos prático se fica. Em quase toda organização profissional que planeja não executa, “teoria na prática é outra” o serviço que é executado é muito diferente do que foi pensado. É necessária uma maior aproximação da equipe que planeja com a equipe que executa. Como fazer isso é a questão. Vejo isso como um problema grave organizacional e que muito pouco tem sido feito para ser corrigido ou pelo menos amenizado o erro.
Conhecimento se adquire estudando e habilidade vem com a prática. O grande problema que eu vejo é a falta de atitude, algo meio místico, algo que vem no DNA da pessoa, difícil de ser adquirido, difícil de ser aprendido. Observe que eu disse difícil e não impossível. Só que para ter atitude é necessário atitude.
Aprender não é simplesmente assimilar e observar as coisas ou coletar informações no dia a dia de nossa vida. E sim estar capacitado para fazer aquilo que antes não tínhamos a habilidade de fazer e, isso entre outras coisas saber perceber, memorizar, criar modelos e inventar métodos para as organizações. Peter Senge, fala que o ser humano vem a mundo motivado a aprender, explorar e experimentar. Infelizmente, a maioria das organizações em nossa sociedade é orientada mais para controlar do que para aprender, recompensando o desempenho das pessoas em função de obediência a padrões estabelecidos e não por seu desejo de aprender.
Existem diferentes ambientes de aprendizagem, dentre estes se destaca o ambiente de trabalho como espaço de aprendizagem. Embora, muitos digam que o ambiente de aprendizagem é a escola, mas, não podemos afirmar que é exclusividade.
Compreendemos que o processo de aprendizagem se inicia no individual, depois em grupo e por fim nas organizações. A rede de conhecimento em que se insere o indivíduo é fundamental para que a comunicação seja eficiente e gere a competência. Uma competência essencial não precisa necessariamente ser baseada em tecnologia ela pode estar associada ao domínio de qualquer estágio do ciclo de negócios, como por exemplo, um profundo conhecimento das condições de operação de mercados específicos. Não obstante, para ser considerada uma competência essencial, esse conhecimento deve estar associado a um sistemático processo de aprendizagem, que envolve descobrimento, inovação e capacitação de recursos humanos.
Pois a gestão estratégica pode ser utilizada, considerando-se as dimensões e necessidades, em grandes, médias e pequenas empresas, visando realmente a sua real utilização dentro da organização, uma vez implantada na organização, se torna necessário em primeiro momento planejá-la, ou seja, a empresa conseguirá através deste planejamento, trabalhar de forma mais organizada, racional e profissional, cooperando para a diminuição do estado de incerteza e para a obtenção de melhores resultados. Resultados esses, que estabelecerão uma visão organizacional, pronta para alcançar os objetivos do negócio a curto, médio e longo prazo.
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/cha-conhecimento-habilidade-e-atitude/39202/ acessado em 19/04/2013
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-65552001000500010&script=sci_arttext acessado em 19/04/2013
http://www.cefetbambui.edu.br/portal/files/APRENDIZAGEM%20ORGANIZACIONAL%20NA%20ABORDAGEM%20DE%20PETER.pdf acessado em 21/04/2013.

Antenor Dias Aragão Assistente Parlamentar na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo)Graduado em RH e Pós-Graduação em Gestão de Pessoas.

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