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Transformação digital exige mudança cultural da empresa

Transformação digital

Não é novidade que a pandemia acelerou a digitalização de muitas empresas em tempo recorde, seja, em grande parte, pela conversão das vendas em lojas físicas em vendas pela internet, seja pela adoção do trabalho remoto, com a utilização de plataformas para a realização de reuniões virtuais, gestão remota de equipes e tarefas e processos seletivos ou pela digitalização de informações e processos burocráticos. Nos últimos anos, a transformação digital nas organizações se tornou uma das práticas mais comuns nos planos de ação.   

Mas para ter bons resultados nesse processo, e efetivamente conseguir ganhar eficiência e ampliar margens, a empresa precisa adotar uma mentalidade digital, que exige mudanças na cultura da empresa e não só adotar tecnologias, alerta a Lyana Bittencourt, diretora executiva do Grupo BITTENCOURT – consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de negócios. 

Nova call to action

“Quanto mais aceleradas forem as mudanças tecnológicas, maior será a pressão para que o mercado e as empresas se digitalizem. Mas é preciso ter a consciência de que a transformação digital vai muito além de criar um e-commerce ou implantar um CRM. Ela está diretamente relacionada (e por que não, condicionada) a uma reestruturação completa dos processos operacionais, uma revisão do modelo de negócios, adequação da cultura organizacional da empresa e até mesmo na avaliação de novos mercados e oportunidades que se abrem pela inserção do digital”, avalia a especialista que tem mais de 20 anos de experiência em varejo, franchising e redes de negócios. 

Por conta do cenário atual, Lyana acredita que muitas empresas podem estar mais atentas às possibilidades que a digitalização oferece, como otimização de recursos, ampliação das capacidades da empresa e, principalmente, de melhoria dos resultados. Entretanto, ela pondera para a necessidade de implementar a transformação digital de forma adequada e atenta às necessidades do consumidor nesse momento, avaliando, inclusive, se cabe reformular o negócio, adaptando-o ao novo cenário. 

“É preciso estar atento às exigências do cliente. Muitas empresas acabam quebrando não por fazer alguma coisa errada, mas por sempre fazer a mesma coisa sem se modernizar e entregar o que o consumidor precisa”, avalia Lyana.

Para que a transformação digital seja feita a partir de uma mudança estrutural na empresa, a consultora indica uma avaliação de cinco pontos-chave:

1. Processos: entender a jornada do consumidor e como as coisas são feitas internamente para atender suas necessidades é fundamental para identificar quais processos podem ou precisam ser digitalizados na empresa, excluindo o que não funciona. A partir da definição de processos claros, é possível mitigar riscos,  melhorar a eficiência das operações e aumentar a produtividade, resultando em melhores margens, resultados e retorno do investimento em tecnologia.

2. Gestão de equipes: empoderar equipes e promover a colaboração é essencial para promover uma transformação digital eficiente.

3. Modelo de negócios: a digitalização impõe a revisão também do modelo de negócios que pode não mais atender às expectativas de um consumidor ultraconectado, imediatista e carente de propósito. Além disso, os negócios precisam efetivamente ingressar na era da “omnicalidade”. Ou seja, precisam permitir a fluidez do relacionamento dos consumidores com a marca nos mais diversos canais, tudo de forma conveniente e sem atrito.

4. Foco na sobrevivência: o atendimento a essa necessidade básica pode exigir adaptação do core business da empresa, com a busca de novas oportunidades e segmentos de atuação no mercado. Ainda que não ofereça garantias, essa estratégia pode garantir a perenidade do negócio.

5. Cultura organizacional: nesse processo, também é necessário adaptar traços fortes da cultura da empresa em prol da estratégia. Após reconhecer a cultura vigente, determinar o que fica e o que deve ser abolido. A empresa deve priorizar as mudanças que deseja alcançar, buscando novos e/ou antigos aliados e fazendo disso um projeto da companhia e não das equipes de RH. Nesse sentido, é importante ter em mente que a transformação digital requer talento, dedicação e conhecimento.

Sobre Lyana Bittencourt

Diretora Executiva do Grupo BITTENCOURT com mais de mais de 20 anos de experiência na área, atua na expansão e desenvolvimento de franquias e redes de negócios no Brasil e no exterior. Lyana é graduada em administração pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pós-graduada em MBA Executivo Internacional pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Em 2013 foi nomeada embaixadora brasileira da International Franchise Association – IFA. Também é Membro do Instituto Capitalismo Consciente Brasil e co-autora do livro “A Construção de uma marca com propósito”, de Marlin Kohlrausch.

Sobre o Grupo BITTENCOURT

Consultoria com mais de três décadas de mercado especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de negócios. O grupo foi fundado por Claudia Bittencourt, com o objetivo inicial de promover o crescimento de redes de negócios e franquias. Hoje consolidada como uma plataforma de produtos e serviços diversos, atua junto à indústria e ao varejo como um dos maiores especialistas em expansão de negócios em diversos segmentos.

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