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Sumário

Transição de carreira: descubra quando e como mudar de área no mercado de trabalho

Conheça os maiores mitos sobre transição de carreira e entenda de uma vez por todas se existe idade certa para mudar de área profissional!

Sem dúvida, gostamos de surpresas, principalmente as que nos encantam e alegram. Mas, infelizmente, nem todas as surpresas são agradáveis. E, na vida pessoal, assim como na profissional, ser pego por surpresas desagradáveis, geralmente paralisa, entristece e desanima.

Por falar nisso, hoje abordaremos o tema transição de carreira.

Ao longo do texto, explicaremos o que considerar para tomar a melhor decisão, além de revelar os maiores mitos sobre o tema.

Você tem um plano B?

Sabemos que possuir um planejamento devidamente elaborado e estratégias claras, é extremamente importante para atravessar os momentos difíceis, e viabiliza possíveis mudanças, caso haja necessidade imediata.

É normal nos acomodarmos quando estamos empregados, pois a sensação de segurança nos invade e, muitas vezes, esse valor pessoal torna-se bastante influente nos momentos de tomada de decisão.

Todavia, é aí que mora o perigo; pois a acomodação que experienciamos, atrelada a valorização que atribuímos a essa sensação aprazível de segurança, principalmente financeira, poderá a priori ser conveniente e agradável, no entanto a longo prazo, ou em momentos de crise, podem ser prejudiciais para o enfrentamento das transições que possivelmente ocorrerão.

Sabemos que as mudanças provocam instabilidades físicas, emocionais, espirituais, socais, econômicas, etc., e, surpresas desagradáveis, podem ser intrigantes e indigestas, principalmente para os despreparados.

planejamento de carreira

Juntamente com todos esses inconvenientes, outro inimigo feroz se levanta contra nós, a zona de conforto, que para muitos é conveniente e seguro, entretanto para aqueles que possuem um insaciável e ousado desejo de ir além, é constrangedor, pois sabota todas as suas possibilidades de alcançar seus sonhos, metas e objetivos.

Portanto, para que os imprevistos e as contingências da vida, ao bater em sua porta, não lhe pegue de surpresa, acarretando todos esses constrangimentos acima citados, é necessário a elaboração um plano “B”.

Você já tem o seu?

Quando fazer a transição de carreira?

De fato, não existe um momento ideal a não ser aquele que você se sinta confortável e entusiasmado para isso.  

Portanto, essa mudança pode vir após situações de insatisfação no trabalho atual, falta de oportunidades no mercado e sentimento de estagnação na carreira profissional.

Como fazer a transição de carreira? Veja o que considerar!

Decidir mudar de carreira mais tarde na vida está se tornando mais comum do que se pensava e pode ter diversas razões, especialmente depois de trabalhar em determinada carreira por um longo período.

Mudar de carreira pode ser difícil, mas talvez seja um passo necessário para o crescimento profissional. Trocar de profissão ou setor no meio da trajetória é desafiador, mas com a estratégia certa pode resultar em uma mudança bem sucedida.

Por isso, o Indeed, site número um de empregos no mundo, preparou uma lista com os 3 pontos para levar em consideração antes de tomar uma decisão nessa difícil missão.

Confira!

1 – A necessidade de construir um conjunto de habilidades

Muitas pessoas reconhecem que estão insatisfeitas com a carreira atual, mas não têm clareza sobre qual emprego poderia fazê-las felizes. Existem muitos caminhos profissionais para escolher. Procurar pelos empregos de maior interesse pode ajudar a formular uma decisão acertada com mais informações e mais confiança para seguir adiante e mudar de carreira.

Primeiro, pode ser útil fazer uma lista com as características do emprego dos sonhos. É importante considerar prioridades como salário, carga horária, chances de crescimento ou o tipo de tarefas, para que possa decidir o que é mais importante em uma profissão.

Algumas habilidades das carreiras anteriores ainda podem ser reaproveitadas. Mesmo que uma seja muito diferente da outra, soft skills como comunicação, resolução de problemas e liderança, podem ser valiosas para diversas áreas. Também vale ressaltar que se a nova carreira requer uma formação diferente, o candidato deve estar preparado para conciliar os estudos com as tarefas do dia a dia. Em linhas gerais, alguns cursos rápidos ou programas especiais de educação podem ajudar a construir esses novos conhecimentos.

2 – Encarando um salário de início de carreira

Em geral, recomeçar em uma nova carreira requer iniciar por uma vaga de baixa hierarquia. Para aqueles que estão no meio de outra jornada profissional, isso pode significar uma redução no salário. Enquanto enfrentam esse desafio, os novos candidatos podem implementar algumas mudanças simples no estilo de vida para ajudar nas contas durante esse período.

Se planejar antes de sair do emprego atual, além de pesquisar sobre a média salarial das vagas iniciais na área escolhida, são pontos que ajudam no orçamento e delimitam, de forma mais realista, até quanto seria possível deixar de receber.

É importante lembrar que essa redução no salário também pode ser temporária, já que dependendo do campo de atuação, é possível ter um aumento nos ganhos ao escolher uma profissão com maior média salarial, ou uma carreira que se adapte melhor aos seus requisitos. Apesar de uma remuneração mais baixa ser difícil no começo, pode valer a pena caso seja por uma carreira que traga satisfação pessoal.

3 – Buscar um emprego de novo depois de anos

equipe profissional sentada em empresa|transição de carreira|profissional pensando sobre mudança de carreira

Uma vez que a mudança já está decidida, chegou o momento de atualizar o currículo. Também é importante pesquisar exemplos de currículo e carta de apresentação antes de se candidatar à vaga, para compreender melhor o que o recrutador está procurando.

Depois, é essencial adaptar o próprio material para as exigências da nova oportunidade, o que pode significar incluir palavras-chave que estavam na descrição da vaga, descrever competências relevantes e informações adicionais para explicar o que faz esse profissional ser a escolha ideal.

Para aqueles que estão empregados há muitos anos, a ideia de voltar ao mercado de trabalho pode ser assustadora. Por isso, a preparação é uma forma de ajudar o candidato a se adaptar com sucesso às novas necessidades das práticas de contratação.

Aprender sobre as atuais expectativas, como novas tendências de currículo, perguntas comuns nas entrevistas e habilidades solicitadas, são passos que contribuem para a procura de emprego. Também é interessante usar a rede de contatos para ajudar na revisão do material e garantir que tudo esteja dentro do padrão.

Saiba mais:

Mitos sobre a mudança de carreira

profissional pensando sobre mudança de carreira

Agora que você já viu o que considerar para mudar de carreira, separamos os principais mitos que podem estar atrapalhando a sua transição no mercado de trabalho.

Confira!

Vou ter que recomeçar do zero e desperdiçar tudo que construí até aqui

Quando a gente muda de área não se zera o aprendizado, ao contrário – se amplia! Tudo o que você já sabe pode ser utilizado ao seu favor nesse processo de transição.

Além disso, pode contribuir para que você demonstre ainda mais o seu potencial. Demonstre através da sua experiência como essa mudança pode ser favorável pra a empresa, para os negócios e pra você também, claro!

Não tenho as habilidades e competências necessárias

O ser humano aprende sempre, mas claro – se ele quiser aprender. Então o que você não sabe fazer é possível aprender, seja através de cursos, seja através da prática. Não se apegue a isso!

O dinheiro é mais importante do que estar satisfeito na minha profissão.

Será? Já vimos inúmeros profissionais que recebem bem e todo o dinheiro recebido é gasto em medicamentos. Ou nem é gasto porque a pessoa simplesmente não tem ânimo pra nada. Saúde mental e realização, seja ela pessoal ou profissional, é algo que devemos buscar sempre.

Não é o momento certo

E quando será? Às vezes a gente perde oportunidades incríveis porque simplesmente aguarda o cenário ideal, e a verdade é que esse cenário não existe. Mudar exige sair da zona de conforto e isso em nenhum momento vai ser fácil. Por isso, aprenda com Mário Sérgio Cortella: faça o seu melhor, na condição que você tem, enquanto não pode fazer melhor ainda!

Vão dizer que eu fracassei por recomeçar

Recomeçar é um ato de coragem, enquanto muitos continuam em frente sem nenhum sentido, apenas porque não querem “perder tempo”, tem gente olhando para trás e fazendo a vida valer a pena. A vida é muito curta para a gente passar mais de 8h sobrevivendo, então viva, é totalmente possível. E quer saber? Deixa pensar, enquanto alguns falam, você constrói o seu sucesso!

Mudança profissional: profissões em alta

Anualmente, o LinkedIn divulga uma lista com as profissões que estão com alta demanda de contratação, baseada no perfil e volume das vagas anunciadas na plataforma. O estudo ajuda profissionais que estão insatisfeitos com o cargo atual a identificarem oportunidades em outras áreas consideradas promissoras pelo mercado.

Segmentos como o de tecnologia e o mercado financeiro são exemplos de setores com poucos profissionais qualificados, ampla oferta de empregos e muitas possibilidades de capacitação. Não à toa, aparecem na pesquisa do LinkedIn com posições abertas em cargos de liderança, engenharia e análise de dados, cargos ligados à experiência e consultoria especialista aos clientes, entre outros. “Há, inclusive, empresas que estão oferecendo qualificação gratuita tamanho o gap de formação existente no mercado. Se houver alinhamento cultural com a organização, vale a pena aplicar o currículo e passar pelo programa de capacitação”, indica Kelly Evangelista, que enxerga o LinkedIn como espaço relevante a ser usado não apenas por quem visa uma transição de carreira, mas por todos que buscam se preparar para o futuro do mercado de trabalho.

Aprenda mais em nosso curso gratuito Transição de Carreira no LinkedIn: iniciando no RH. Inscreva-se e descubra como impulsionar o seu LinkedIn para uma mudança de sucesso!

78% dos profissionais gostariam de migrar para área de TI

A transição de carreira para a área de TI pode ser uma escolha inteligente para quem deseja se reinventar profissionalmente ou buscar novos desafios. No entanto, é preciso estar ciente de que essa área exige um alto nível de especialização constante, além de um grande interesse em tecnologia.

Trabalhar em um mercado com muitas oportunidades e bons salários é o que faz muitos profissionais migrarem para área da Tecnologia da Informação (TI). Prova disso é um estudo conduzido pela Land (empresa de recrutamento especializada em vagas de TI e digital do Talenses Group) e da Alura Para Empresas – unidade de negócios do Grupo Alura focada em educação corporativa.

pessoas estudando mudança de carreira

Na pesquisa, 78% dos colaboradores de outras áreas das empresas gostariam de migrar para TI. Além disso, de acordo com relatório da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a área de Tecnologia da Informação (TI) demandará cerca de 420 mil profissionais até 2024.

Segundo a consultoria Gartner, as iniciativas de uso tecnologias aplicadas nos negócios serão as principais impulsionadoras da aceleração do uso de recursos low-code até 2026.

Diante disso, Rafael Pereira, especialista, empreendedor e professor na área, explica que aprender programação de software em linguagem low-code pode ser a porta de entrada dos profissionais para a área de TI. “Por ser uma forma extremamente visual de programar, muito baseada em “arrasta e solta”, porém sem comprometer performance, capacidade de integração, escalabilidade e flexibilidade, este tipo de programação acelera todo o ciclo de vida de desenvolvimento de software, sem a necessidade de conhecer explicitamente linguagens de programação tradicionais”, disse.

Mudança de carreira no esporte

Por falar em mudança de área e o que leva uma pessoa a mudar de carreira, vamos compartilhar o que disse André Heller, palestrante e Campeão Olímpico em Atenas 2004 pela Seleção Brasileira de Vôlei. Veja:

“O atleta morre duas vezes. A primeira quando para de jogar”. A famosa frase foi declarada por um dos grandes jogadores do futebol brasileiro – Paulo Roberto Falcão e, para a história de milhares de atletas brasileiros, corresponde à realidade.

O fato é que alguns elementos contribuem para que a “morte prematura e iminente” ao fim da carreira de um atleta efetivamente ocorra. Um dos ingredientes mais relevantes e recorrentes que contribuem para essa triste realidade é o que chamo de alienação.

Etimologicamente, a palavra alienação tem origem no latim alienare (alienus) e significa “que pertence a outrem (a um outro)”. Por essa concepção, uma pessoa alienada é alguém que vive à margem da realidade. Para Karl Marx, um dos grandes pensadores do século XIX, que estudou acerca do significado, causas e consequências da palavra e da condição de alienação, no que se refere à alienação social, integrantes de uma sociedade tornam-se alienados quando agem conforme padrões do senso comum, perdendo a capacidade de questionar e fazer uso do senso crítico. Em outras palavras, o sujeito alienado considera as ideias como verdades absolutas, reproduzindo padrões e renunciando ao pensamento reflexivo.

Sob uma perspectiva filosófica, retomando o contexto que este texto propõe, o atleta alienado, ao fim de sua jornada esportiva, tende a padecer sem autonomia e protagonismo. Entre os motivos pelos quais os atletas passam pela condição de alienação, considero os seguintes como sendo os mais relevantes:

1 – Contexto

O próprio contexto de alta performance esportiva contribui para que o atleta considere sua trajetória esportiva como “a única coisa que importa”. Competições, provas, rotina de treinamentos, alimentação, descanso, recuperação e a busca incessante por resultados, conquistas e medalhas, são fatores de caráter compulsório no ambiente de alto rendimento.

2 – Falta de programa de educação

A maioria das entidades esportivas não possuem um programa de educação específica para atletas em atividade ou em transição de carreira, e muitas nem sequer desejam que seus atletas tenham outras “preocupações” além da performance esportiva.

3 – Escolhas

E, por fim, os próprios atletas escolhem (por força da zona de conforto) tornarem-se incapazes de um pensamento crítico e reflexivo que proporcione a condição de vislumbrar outras possibilidades além da prática esportiva, tornando-se, assim, alienados e desprovidos de qualquer outra habilidade ou competência para explorar outros mercados.

O fato é que o encerramento da carreira esportiva de um atleta não necessariamente significa o fim da vida do atleta.

Mas, sim, simplesmente uma das tantas transições que todo ser humano passa ao longo de sua caminhada por este mundo. A preparação, os treinos, jogos, provas e competições tornam-se o principal foco na vida dos atletas, sobretudo nos anos de maior amor e paixão pelo esporte e pela evolução pessoal. Porém, é fundamental sabermos diferenciar entre “a única coisa que importa” e “a coisa mais importante”. Terry Orlick, especialista em psicologia aplicada ao esporte, diz que “ambas nos ajudam a buscar a excelência, mas somente uma delas nos permite fazer isso sem abandonar o restante da nossa vida”. (Orlick, 2009, p. 271)¹.

O esporte pode ser observado como um período de muito aprendizado na vida daqueles que o praticam. O fato de que, em algum momento, pelos mais variados motivos, um atleta renuncia à sua carreira esportiva, não significa que tem o seu valor como pessoa reduzido.

O encerramento de um ciclo significa simplesmente que o profissional pode canalizar parte do seu foco e da sua concentração em outras buscas significativas. É imperativo que os atletas, assim como profissionais de outras áreas de atuação, busquem, ao longo de suas jornadas, outras possibilidades, habilidades e competências que lhes completem e realizem em outros aspectos da vida. O equilíbrio entre as áreas da vida é componente fundamental para que alcancemos a excelência efetivamente.

É possível mudar de carreira após os 40?

Por fim, queremos terminar o texto com esse questionamento.

E a resposta é que a transição de carreira na faixa dos 40 e 50 anos é tão válida quanto na juventude. Pelo menos é o que a maioria dos brasileiros entrevistados acredita, como mostra pesquisa da Onlinecurriculo.

A plataforma de currículos ouviu 500 pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais e regiões a fim de entender se elas já pensaram ou pretendem mudar de carreira.

Cerca de 82,2% dos participantes a partir dos 40 anos disseram que sim.

Porcentagem próxima aos 82% dos jovens de 16 a 24 que responderam o mesmo. 

Para a maioria dos entrevistados, inclusive, não há limite de idade para a transição de carreira acontecer. Pelo menos 69,8% disseram não acreditar que há uma faixa etária limite. Uma pequena parte (13,4%) diz que a idade ideal é até os 40 anos, enquanto 10,6% diz que aos 30 anos é o limite.

Em geral, os principais motivos para a decisão são a busca por melhores salários e falta de satisfação ou realização, citadas, respectivamente, por 64,8% e 36,6% dos entrevistados. Quanto às outras razões, que revelam uma tendência importante no mercado de trabalho, mais de um quarto dos respondentes (29,6%) disseram que mudariam de carreira para empreender, enquanto a necessidade de mais saúde física e mental segue logo na dianteira, com 29,2% das respostas.

Conclusão

A transição de carreira é um processo desafiador, porém, muitas vezes, essencial para o desenvolvimento profissional e a busca de realização pessoal. Mudar de área pode envolver aquisição de novas habilidades, adaptação a ambientes distintos e até redescoberta de paixões.

É um momento de autoconhecimento, planejamento cuidadoso e coragem para explorar novos horizontes. Apesar dos desafios, a transição de carreira pode resultar em crescimento, satisfação e uma trajetória profissional mais alinhada com os objetivos pessoais.

E aí, você está pronto para mudar de carreira?

Acesse o nosso blog e encontre artigos que possam te ajudar neste processo!

desenvolvimento e treinamento de pessoas
CHRO Responsável pelos times de People, Analytics Performance, Facilities, Culture; Talent Acquisition; Compensation; Employer Branding, L&D e Engagement Mestre em Administração com ênfase em Marketing, Professora Universitária Pós-graduada em Gestão de Pessoas e Pós-graduada em Orientação de Carreiras Coach e Mentoring
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