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Transumanismo vs. Tecno-Humanização®

transumanismo

O termo transumanismo é um movimento intelectual e filosófico que foi criado pelo biólogo britânico Julian Huxley, irmão do escritor Aldous Huxley, em 1957. Huxley definia este conceito como “homem continuando homem, mas transcendendo, ao perceber novas possibilidades de e para sua natureza humana”.

Julian foi o primeiro diretor da UNESCO e em seu manifesto, rompe com a perspectiva antropocêntrica que dominava a filosofia nos últimos séculos propondo que a inteligência humana não torna o ser humano detentor de mais direitos e muito menos especial, muito pelo contrário, temos a responsabilidade, o dever e a obrigação diante das outras espécies do planeta.

Nova call to action

O manifesto ainda diz que, temos o dever moral de aplicar nossa inteligência e a tecnologia existente, e através dele reduzir ou até eliminar o sofrimento existente no mundo.

A pergunta inevitável a ser fazer é:

Estamos conseguindo?

Estamos satisfeitos com a sociedade que construímos?

Ao menos para mim, estas perguntas são retóricas.

O conceito Transumanista de aplicar tecnologia para construir um mundo melhor é extremamente nobre e está totalmente alinhado com meus princípios e propósito, porém se o deixarmos apenas no âmbito filosófico, não serve para nada.

Não passa apenas de uma declaração de boas intenções, assim como tantos outros movimentos e conceitos, por exemplo como o ESG.

É preciso levá-lo à prática e para isso são necessárias ferramentas, direcionadores e metodologia.

O que é a Tecno-Humanização?

A Tecno-Humanização® é um framework de ferramentas e metodologias desenvolvidas para abordar de forma integrada e sistêmica a Transformação Tecnológica (ou digital), de Negócios e de Mentalidade que vivemos e vamos viver nos próximos anos. Ela aplica tecnologia para humanizar empresas e transformá-las em organizações mais rentáveis, conscientes e humanizadas.

Esta metodologia uniu tecnologia e propósito, inovação e consciência, algoritmos e pessoas para responder o maior desafio da humanidade atual: unir tecnologia e pessoas no mundo corporativo e fazer com que a tecnologia esteja a serviço da sociedade, não o contrário.

Porém, a Tecno-Humanização® diverge da filosofia transumanista em dois aspectos:

  1. Tenho várias ressalvas no que diz respeito a simbiose entre orgânico e cibernético como próximo passo da evolução humana.

É preciso ter limites em construir ciborgues, porque o ego, a vaidade e a ganância sempre fazem com que qualquer prática, por mais bem intencionada que seja, se volte contra a maioria em detrimento de um pequeno grupo que a controla.

  1. O mais perigoso e preocupante para mim é o combate ao envelhecimento e, em consequência disso, a morte.

Aplicar tecnologia para reduzir sofrimento, evitar doenças e curar os enfermos é fantástico, porém brincar de ser Deus e buscar a imortalidade me parece o caminho mais curto para a extinção da espécie humana.

“Frear o envelhecimento, rejuvenescer ou viver em um ciborgue, são muitos os caminhos que a ciência tem buscado para vencer a morte

Mas… para quê?”

Eu respondo esta pergunta em meu artigo Cientistas preveem que entre 2045 e 2050 seremos imortais

Por estas divergências não podemos dizer que a Tecno-Humanização é transumanista, mas sim que a Tecno-Humanização da vida a uma grande parte do manifesto transumanista de Julian Huxley, tirando-o do plano teórico e trazendo ao dia a dia das empresas, fazendo-o que deixe de ser uma declaração de boas intenções e passe a ser um plano de ação viável e necessário para a continuidade da humanidade.

E o que o Transumanismo e a Tecno-Humanização tem a ver com o mundo corporativo?

Enquanto, ao menos uma parte, do Transumanismo usa a tecnologia para criar uma suposta evolução da espécie humana a Tecno-Humanização® aplica tecnologia para humanizar empresas.

Respondendo à pergunta feita a alguns parágrafos acima sobre se satisfeitos com a sociedade que construímos?

É óbvio que não, e as empresas têm uma grande parte de responsabilidade na sociedade em que vivemos.

Empresas geram demanda, criam tendências, forjam comportamentos e moldam caráter. 

Portanto, criamos uma metodologia que constrói organizações conscientes e humanizadas, que colocam o ser humano no centro, de verdade, e através desta nova forma de atuar, são organizações mais rentáveis.

As empresas usam o ser humano como recurso para alcançar resultados, a Tecno-Humanização cuida do ser humano e por isso supera os resultados. 

Frase extraída do livro “Aprenda a criar riqueza sem gerar miséria com a Tecno-Humanização”.

Como eu citei no artigo O conceito ESG e o papel do RH é preciso ir além do ESG, promover uma elevação de consciência e utilizar a metodologia e ferramentas adequadas para construir empresas mais rentáveis, conscientes e humanizadas.

Do contrário, vamos estar orgulhosos de bater as metas na empresa e decepcionados com a sociedade que vivemos, e que na maioria das vezes, atribuímos a responsabilidade ou a culpa a terceiros…

A propósito, este fenômeno de não associar o impacto das tomadas de decisão na sociedade a Tecno-Humanização® chama de Transtorno Dissociativo Corporativo, que eu descrevi superficialmente neste artigo, e se vocês quiserem, posso me aprofundar, mostrar seu impacto e como resolvê-lo, nesta coluna. Basta deixar seu pedido nos comentários.

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