Artigos

Treinamento Empresarial Como Reconhecimento Do Capital Humano

O treinamento do capital humano presente nas empresas é tido como algo supérfluo e não há a real noção do impacto que essa crença pode causar na gestão de pessoas e de capitais, nos rendimentos, na presença empresarial e no seu crescimento como organização.
Com o receio de tornar-me clichê, venho lembrar que quem faz a empresa crescer são seus funcionários, e não o maquinário que ela possui, nem suas instalações. Não há como negar que são questões de fundamental importância, mas o grande bem da empresa está no que os funcionários acreditam, como veem a empresa e se estão preparados para atender as expectativas dela. Não é a toa que dizemos que os colaboradores de uma instituição são nossos clientes internos. Como clientes, podem alavancar nossos negócios ou nos condenar.
Funcionários que conhecem os problemas podem ser bem preparados para lidar com os mesmos, passando a cuidar do negócio. Um problema resolvido em seu local de trabalho, sem a necessidade de levá-lo às instâncias superiores, promovem um ganho de produtividade, que acarreta em diminuição dos gastos com horas de trabalho de encarregados, supervisores, gerentes, diretores e até presidência.
Levantamentos mostram que cerca de 20 a 30% do tempo de serviço é empregado em retrabalho e/ou tempo de espera na resolução de problemas. Somando esse tempo ao percentual de “improdutividade” – que é de 15%, contado de pausas para água, café, banheiro – temos uma perda de produtividade de 35 a 45%. Não mexendo nas pausas de “improdutividade” (digo entre aspas por serem atitudes que são necessárias ao colaborador e ao seu bem estar), se tivermos um funcionário que saiba lidar com os problemas, e que passe a agir de modo preventivo e não corretivo, teremos um ganho de 15 a 20%, que em um salário de R$ 2.000,00 representa um ganho de R$ 3.600,00 a R$ 4.800,00 por ano. É mais do que o 13º e o adicional de férias desse funcionário, somados.
Funcionários que passam a agir dessa forma se sentem motivados. Não existe motivação maior para o funcionário do que ele saber que é capaz, que ele sabe fazer suas atividades de forma plena e que a empresa pode contar com ele. Esse colaborador passa a ser seu melhor cliente interno, o que faz dele um propagador. Ele irá agir melhor, trabalhar melhor, falar melhor da empresa da qual faz parte para seu ambiente social.
Enfatizando: o capital humano é o melhor bem de uma empresa, e ele pode sim fazer a empresa crescer ou diminuir, dependendo de seu preparo para lidar com os problemas apresentados.
Neste artigo não estou tirando o mérito dos gestores, que são de suma importância na elaboração de metas, de planejamentos e de caminhos a serem seguidos, apenas estou abordando a parte do capital humano, que muitas vezes não é reconhecida nem preparada para enfrentar as adversidades que uma empresa apresenta.
Com tudo isso, os gestores tem sua grande e necessária participação, tendo que reconhecer os méritos e ganhos de cada funcionário, motivando-o também com isso. Mas para isso teríamos que abordar a postura dos gestores da empresa como motivadores, como ponto de orientação para seus subordinados, mas que muitas vezes não sabem liderar uma equipe, fazendo com que a empresa perca ótimos colaboradores, perca resultados, perca capital humano e monetário. Mas isso deixemos para outro artigo, para não misturar assuntos e não nos estendermos muito.

Davi Antonio Rugiero Innocenti
dant.rugiero@gmail.com

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of