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Um PossÍvel InÍcio Da GestÃo Descentralizada E Participativa

Há séculos as organizações / empresas dos mais diversos segmentos de mercado têm se adaptado às inúmeras mudanças para continuarem existindo diante dos mais variados cenários e desafios, especialmente nestes tempos de globalização em que estamos vivendo – a Era Planetária, segundo Edgar Morin.

A forma com que os empregadores passaram a se relacionar com seus colaboradores, antes chamados de empregados ou funcionários, também contou pontos às empresas que desejavam se perpetuar. Entretanto, valorizar o profissional e permitir que ele atue com independência e responsabilidade, respondendo por suas decisões, não é possível sem uma pessoa para orientá-los, em determinadas situações, e este papel não é exercido por um chefe, mas sim por um líder.

Citar aqui os benefícios do modelo de gestão descentralizada e participativa seria redundante, mas é muito oportuno ressaltar que muitas empresas multinacionais, como Dell, Google, Novartis e Toyota melhoraram seus desempenhos após trocarem o tradicional modelo de “comando e controle” pela descentralização de gestão, por entenderem que este sistema valoriza as pessoas envolvidas, atrai os melhores profissionais da área e dá condições para aprimorarem os desempenhos futuros, já que para se destacar cada vez mais será necessário aprender a trabalhar num cenário de incertezas, assumir riscos e dar respostas rápidas, eficientes e criativas aos desafios de um mundo em permanente processo de mudança, no qual passado, presente e futuro se confundem.

Mas, um fato curioso que sempre me chamou a atenção é que não existe consenso sobre o surgimento do modelo de gestão descentralizada e participativa, ou seja, em que época se deu a primeira experiência de aplicação desse modelo, objeto deste ensaio.

Diante disso e procurando colaborar na busca do esclarecimento dessa falta de consenso, achei interessante trazer à discussão o registro de um fato ocorrido há pouco mais de 3.500 anos, envolvendo Moisés e seu sogro, Jetro, extraído do Livro de Êxodo, capítulo 18, versos de 21 a 26, texto reproduzido na íntegra a seguir:

“E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez, para que julguem este povo em todo o tempo e seja que todo negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo. Se assim fizeres e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo em paz irá ao seu lugar. E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto tinha dito; E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo; maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez. E eles julgaram o povo em todo o tempo; os negócios árduos trouxeram a Moisés, e todo negócio pequeno julgaram eles”.

Com a palavra os especialistas no assunto!

Prof. Alexandre Costa
Pedagogo Especialista em Educação Corporativa e Educação a Distância, Mestrando em Ciências da Educação, Personal, Professional e Leader Coach, Escritor e Palestrante.
alexandre@plenacommkt.com.br

Por: Prof. Esp.

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