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Vista a camisa da empresa, mas não abotoe!

camisa da empresa

Por Orestes Rodrigues, é diretor da OR Comunicação e Gerenciamento, especialista em gestão documental, projetos e obras, palestrante, ghost writer, colunista em diversos sites e revistas e influenciador sobre segurança no LinkedIn

Neste artigo, abordaremos um assunto muito importante e que tem sido exigido de muitos profissionais, nada mais é para que você vista a camisa da empresa e seja mão na massa.

Isso é muito relativo, nem todos os profissionais estão preparados para atuar em todas as frentes, há os mais exatos como também existem os mais ligados à humanas, isso precisa ser levado muito em consideração, pois um tropeço na hora errada pode colocar tudo a perder.

O estrangeirismo tomou conta e, a questão hands on, uma palavrinha em inglês que deveria ser abolida do mercado e sim chamar de “mão na massa”, tem pego de calças curtas muitos profissionais que nem o português lê ou escreve corretamente, mas não, ele já se aventura nos modismos.

Portanto, ao leitor elencarei alguns pontos de quem olha de fora e não está ligado ao setor de recrutamento e seleção, mas vê pontos que muitos profissionais do setor não enxergam, vamos aos tópicos principais?

  1. O que é vestir a camisa da empresa?
  2. Mão na massa vale a pena?
  3. Será que todos estão preparados?
  4. E a vaga PJ, será mesmo vantajosa?
  5. Você vestiu a camisa da empresa e fechou o botão?
  6. Fechou o botão e se arrependeu?

1. O que é vestir a camisa da empresa?

Vestir a camisa é acreditar na cultura da empresa, nos valores, missão e visão, entendendo cada etapa do processo; respeitar a hierarquia, o plano de carreira e isso muitas vezes se torna fácil visualizar, quando estamos frente a frente com pessoas na organização que vivem esta prática. “Diga com quem andas que lhes direi quem és”, uma frase antiga, mas muito real.

Tem muitas empresas exigindo que o funcionário vista a camisa, que ele defenda a empresa de unhas e dentes, mas o que temos visto para com o funcionário é algo totalmente diferente.

planejamento de carreira

Não quero generalizar aqui, há empresas e empresas, assim como há profissionais e profissionais, mas a frase que “a corda estoura sempre do lado mais fraco”, é a mais pura verdade. 

Culpa do RH? Não!

Havia uma brincadeira de criança com o nome: “O mestre mandou”, era um “chefe” que sempre dizia: “Farão tudo o que o seu mestre mandar?” seus “súditos” respondiam: “Sim, faremos!”.

Na vida real do adulto isso não mudou, muitos profissionais se desdobram em entregar o melhor de si e ao final, acumulam como saldo negativo de estresse e outras doenças.

O número de afastamentos ou pedidos de demissão de profissionais devido ao excesso de trabalho por não mais suportarem pressões de seus superiores tem aumentado consideravelmente, pesquisas mostram isso, inclusive, Burnout já é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como doença ocupacional.

2. Mão na massa vale a pena?

O termo “mão na massa” ou “Hands On” para quem adora uma palavrinha em inglês e acaba por sabotar o próprio idioma nativo, na qual eu sou totalmente contra estes estrangeirismos e por pouco caio nessa onda, não tem sido vantajoso e respondo o real motivo disso: falta de reciprocidade e respeito para com o profissional!

É muito cômodo pedirmos para o colaborador, empregado, prestador de serviço, seja lá o nome que você tem por costume dar aos funcionários, que ele faça mais trabalho do que o contratado, claro que a flexibilidade deva existir, mas a exploração já é outro assunto.

Demandas que crescem a cada dia, horas extras, banco de horas para folgar outro dia, são assuntos que merecem atenção.

Conhecemos empresas que trabalham apenas com “banco de horas”, mas nos dias atuais, com valores estratosféricos no supermercado, posto de gasolina, convênio médico para àqueles que pagam por fora, um dinheiro extra sempre será bem-vindo, muitas vezes, a folga em um dia da semana não traz vantagem, afinal, não adianta filme e pipoca em casa sem dinheiro, não é?

Do lado de cá, tem muitos profissionais que gostariam de falar o que precisa e estão com o nó engasgado na garganta com medo de perderem seus postos e jamais serem recolocados.

3. Será que todos estão preparados?

Nunca sabemos se todos estão preparados e, é cômodo ao entrevistar um candidato e perguntar à ele se aceita a vaga e com as condições apresentadas, muitos estão passando por grandes dificuldades financeiras e até sem ter o que comer; então, muitas vezes acaba por aceitar vagas que prometem o “paraíso”, mas na realidade pode ser um verdadeiro “inferno” na terra.

As exigências do mercado são as mais absurdas, muitas delas com experiências que nunca serão utilizadas e, espero que esta pirâmide um dia inverta.

Há vagas publicadas e republicadas constantemente nas principais redes e plataformas de emprego; será que o gestor não está preparado ou de fato não existe dentro dos 200 candidatos à uma vaga um profissional à altura?

Há vagas anunciadas onde não existe sequer o local, formação, horários, salários ou o principal, onde o trabalho que será realizado; sempre nos deparamos com o texto: “Não Informado” e, nessa questão há duas possibilidades muito claras: 

1) apenas coleta de dados e informação; 

2) a vaga é falsa.

Então, será que vale a pena continuar na candidatura? É tanta “cara de pau” em busca de “likes” ou acesso aos testes, que já perderam a credibilidade.

4. E a vaga PJ, será mesmo vantajoso?

O número de empreendedores cresceu, mas com ele, as responsabilidades também; muitas empresas com contratação PJ – Pessoa Jurídica, mas sem responsabilidade alguma com o profissional.

Vagas com promessas “Ganhe até R$ 30 mil”, mas onde o profissional deve colocar tudo do bolso, como: alimentação, transporte, internet, conta de telefone, isso como base, sem contar os custos com roupas, sapatos e até com a saúde caso venha precisar, afinal, tudo precisa de reparos e manutenção não seria diferente para que ao final, a empresa o dispense e ele fique apenas no prejuízo; vale realmente a pena trabalhar como PJ?

Trabalhar no sistema PJ deve ser vantajoso não apenas para a empresa, mas para o funcionário também, com um contrato e com responsabilidades para ambos, com renda fixa, ajuda de custo e demais benefícios caso a empresa disponha disso, mas nada melhor que a conversa olho no olho e ajustar o que será melhor, transparência sempre será a palavra chave.

5. Você vestiu a camisa da empresa e fechou o botão?

Há profissional que vestiu a camisa da empresa e colocou também a calça, as meias, os sapatos e até adornos para agradar ao novo chefe ou gestor, mas só o tempo dirá se o que foi feito é realmente compensador ou não.

Claro que muitos não dirão isso em rede, mas sabemos que diversos já vestem a camisa da empresa no primeiro dia, querem mostrar trabalho, competência, habilidades.

Ter pensamento de sócio requer muita cautela, alguns podem achar que você quer sobressair aos demais, isso pode ser prejudicial, apenas o faça se a cultura da empresa assim o permitir.

6. Fechou o botão e se arrependeu?

Nunca é tarde para soltar aquele botão da camisa que você vestiu e se entregou totalmente, mas é preciso maturidade e respeito para consigo mesmo, bater um papo na frente do espelho e dizer que é necessário se valorizar antes de qualquer coisa na vida.

Assim como a chave de nossa casa, precisamos saber para quem estamos entregando esta cópia de chave; quando entregamos para diversas pessoas e um infortúnio acontecer, pois seus pontos fracos podem estar ali. Sabedoria é a chave.

Outro exemplo que podemos ter, são pessoas que acabam com um relacionamento tóxico e logo embarcam em outro, é muito arriscado se entregar para uma pessoa que muitas vezes conheceu por aplicativos, nunca saberemos os intentos, pode ser um risco de sofrimento ainda maior, aumentando a ferida anterior.

Portanto, quem enxerga do lado de fora e já tem experiências amargas, atenção redobrada, pois muitas vezes, a lã parece ser de carneiro, mas na realidade, não passa de lobo para sugar todo o seu conhecimento.

Se você gostou deste texto e quer saber mais sobre o colunista, confira o outro artigo dele aqui no nosso portal!

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Camila Rocha, é uma profissional experiente em publicidade. Com formação pela Fumec, ela coordena atualmente a BU de Educação na Sólides Tecnologia, onde trabalha há 6 anos. Sua expertise em liderança e estratégias de educação corporativa tem sido fundamental para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento dos colaboradores.
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