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Vivendo A Nossa Realidade

Qual é a minha, qual é a sua, qual é a nossa realidade hoje? Caiu de certo modo o meu , o seu, o nosso padrão financeiro? Caiu o nosso padrão econômico? Temos saído menos? Temos consumido menos? Temos feito restrição do que podemos e não podemos consumir? E os nossos “amigos”? Continuam conosco, são os mesmos, ou seja, os “ verdadeiros amigos” ainda o procuram, nos procuram ou você já não faz mais parte daqueles velhos encontros dos finais de tarde, com os amigos, sorrindo, jogando conversar fora, e aí? Eles sumiram? Abandonaram-no? Você verdadeiramente construiu amizades sólidas ao longo do tempo? Ou você faz parte da construção temporária dos amigos da vez? Você aprofunda as suas amizades? Você conversa com os seus amigos sobre momentos difíceis? Sobre a sua história? Sobre as suas crises? Quem são os teus verdadeiros amigos hoje, no momento que você está em recessão econômica?
Neste momento de dificuldades financeiras, momentos difíceis no seu casamento, na sua vida, como você se sente neste momento? Como nós costumamos nos sentir? Estamos nos sentindo acolhidos por nossos familiares? Sentimo-nos protegidos por eles? Temos falado com Deus neste momento? Temos comungado com o Senhor? Temos pedido a Deus que nos guie?Que nos ilumine, que nos mostre o caminho? Temos compreendido de certo modo que Deus tem operado em nossas vidas mesmo diante de todas as dificuldades, de todas as crises vivenciadas? Sem sombra de dúvida a nossa auto-estima é comprometida. Sentimo-nos, muitas vezes, impotentes e, às vezes, também, sentimo-nos sós e achamos que estamos sós.
Mas, quando meditamos sobre a graça de Deus, observamos que não estamos sós, que Ele está conosco, que Ele nos ampara e que ele nos protege. Daí nos vem a reflexão, pois ele nos oportuniza refletirmos sobre tudo o que passamos, sobre o que estamos passando e ele nos tira o véu para percebermos e visualizarmos que vivíamos, muitas vezes, de aparência.
Você já parou para meditar se sua vida tem sido de aparências? Sua vida tem sido rodeada de falsidades e superficialidades, de falsos amigos? Será que muitas vezes não estamos forçando o nosso ciclo de vida sobre uma superficialidade material e insistindo em viver meramente de forma aparente, de forma vazia? (Rm 12.2)
Estamos vivendo para nossa satisfação pessoal ou vivemos sobre um rol social, um rótulo da sociedade sobre um paradigma, sobre uma neurose coletiva, do ter, do aparecer economicamente? Temos medo do anonimato, do medo do fracasso? Será que paramos para refletir sobre isto?
Infelizmente, a sociedade é cruel, ela exige um paradigma e acabamos sendo influenciados, bombardeados por uma imposição de um comportamento econômico que seja satisfatório e aceito pela sociedade para que possamos de alguma forma estarmos fazendo parte de uma categoria social aquisitiva “A” , “B” ou “C”. E aí? Você já conquistou tudo isto, o que mudou sobre a sua vida? O que tem mudado sobre as nossas vidas quando atingimos o topo das conquistas materiais? Muitas vezes esquecemos de viver, vivenciar a nós mesmo, o nosso próprio eu, esquecemos de refletir sobre a nossa existência?
Conquistamos as coisas materiais, mas não vivenciamos a nossa essência, o nosso eu, comprometido muitas vezes por uma existência doentia, emocionalmente frágil e sem sentido porque nos preocupamos somente com as conquistas materiais e esquecemos de viver os momentos da vida dentro de um equilíbrio , de uma felicidade.
A maioria das pessoas, de uma forma geral, só está do seu lado por um interesse particular, de um benefício, que de alguma forma podem ser beneficiadas.
Cada vez mais parece estarmos vivenciando uma sociedade da aparência, que contraria a real significação do que verdadeiramente somos e temos.
As pessoas, muitas vezes, só se aproximam de nós quando existe algum benefício diante de determinada situação, que ela possa se beneficiar.
Estamos cada vez mais nos aculturando ou criando uma cultura de benefícios? Ou seja, de que forma nós podemos nos beneficiar sobre determinado interesse meramente material. Tirar proveito. Como nós estamos vivendo a nossa realidade ou de outro modo como nós estamos reescrevendo a nossa realidade?
Como nós estamos nos comportando diante de um momento de crise e de que forma estamos refletindo sobre estas situações comuns de nossas vidas ? Como os valores, os interesses em particular, os nossos e dos outros, a forma como nós, as pessoas de um modo geral se beneficiam ou tentam se beneficiar das situações que lhe são proveitosas?
Não deixemos de refletir também se esta forma de se beneficiar vem trazer saldos positivos ou negativos para o indivíduo.
Acredito que temos a oportunidade de um grande aprendizado de refazermos os nossos paradigmas, de fazermos uma melhor revisão do controle de nossas finanças , daquilo que consumismo, o que é válido consumir e o que por muito tempo foi essencialmente supérfluo. Faz-se necessário reavaliar o quadro das pessoas oportunistas que apenas buscam se beneficiar. (Jo. 6.26)
Somos pessoas influenciadas ou nos deixamos influenciar pelo consumo? Sem dúvida o consumo faz parte de um comportamento de gastos desnecessários, que acabamos entrando nesta onda contagiante, diante de uma realidade de consumo totalmente fora do que realmente podemos fazer.
Portanto, faz-se necessário acordarmos para a realidade, tomarmos a devida consciência de que mesmo com crises ou farturas temos a obrigação de estarmos com os pés no chão, pensando não só sobre o hoje, mas nos preocupando sobre o amanhã e tendo o contentamento independente de qualquer situação. (Fp 4. 11.13).
Queremos de alguma forma nos apresentar para a sociedade como pessoa estável economicamente, com um poder aquisitivo favorável, pelo menos sobre o perfil do que a sociedade considera estável.
Ora, é a velha filosofia do senso comum, se ele gasta ele tem, se ele consome ele tem poder aquisitivo para isto, mas, não passa de uma ilusão, de uma aparência, de uma capa que o indivíduo utiliza para não sair do pedestal e do rótulo social. Portanto, erra este que consome de forma desenfreado ou acima de suas posses

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