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Você Já Ouviu Falar Sobre A Sindrome De Burnout?

Você já ouvir falar sobre a Sindrome de Burnout?

Considerando as mudanças ocorridas nas ultimas décadas nos ambientes empresariais exigindo cada vez mais profissionais qualificados, excelência nos produtos e serviços oferecidos, além de resultados imediatos, pouco tem sido refletido sobre os impactos causados na vida e saúde dos colaboradores. Num cenário que pede eficiência, produtividade, máxima qualidade e agilidade tendo em vista às ameaças de mercados altamente competitivos, é de se esperar que as pessoas sintam-se muitas vezes pressionadas e levadas a oferecer forças que vão além de sua capacidade física, mental ou emocional.
Muito se tem falado sobre técnicas de gestão e de liderança, do valor da comunicação organizacional e interpessoal, excelência no atendimento ao cliente, ações que garantam a permanência da empresa no mundo dos negócios e a frequenciação do cliente junto à empresa, uma vez que a aclamada fidelização começa a cair por terra considerando as o poder de escolha do cliente frente as diversas opções do mercado. Ocorre, porém, que as pressões dos novos tempos têm refletido negativamente na vida dos profissionais e nem sempre a empresa está atenta na identificação e tratamentos dos impactos já que evita-los nem sempre é possível.
Denominada Sindrome de Burnout ou Sindrome do Esgotamento Profissional, descrito em 1974 pelo médico americano Freudenberg, traz como característica principal estado de tensão emocional e estresse crônicos provocados por ambientes de trabalho cujas condições são desfavoráveis à qualidade de vida do trabalhador. São ambientes geralmente marcados por desrespeito, descumprimento a legislação trabalhista, instalações físicas inadequadas, gerenciamento ineficiente, falta de treinamento, excessiva carga horária, clima de desconfiança e insegurança.
Considerando a queda de produtividade, rotatividade de pessoal e os acidentes de trabalho decorrentes de estados de exaustão, pesquisadores têm associado a Sindrome de Burnout em pessoas expostas aos agentes agressores por longo tempo, uma vez que nem sempre as mesmas podem pedir demissão em busca de outro emprego. Entre os sintomas físicos mais frequentes são destacados dores de cabeça, transtornos gastrointestinais, tensão muscular, dores lombares, resfriados contínuos, distúrbio do sono, podendo chegar aos problemas cardíacos e as crises de depressão.
É, claro, que nem todos os ambientes de trabalho favorecem o surgimento desse quadro, porém, tendo em vista as novas interpretações do comportamento humano nesses ambientes face ao valor atribuído ao Capital Humano, o ideal é que as empresas olhem com mais cuidado esse importante fator no campo da avaliação institucional.
Num próximo artigo estaremos abordando como evitar que a Síndrome se instale e algumas formas de tratamento.

Elizabeth H. de Oliveira. Historiadora e Pedagoga. Pós-Graduada em Metodologia do Ensino, Pedagogia Empresarial. MBA em Gestão Acadêmica e Administrativa. Consultora e Comunicadora Empresarial.

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